<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648</id><updated>2012-01-20T00:41:13.368-08:00</updated><category term='www.bobgruen.com'/><title type='text'>Under Construction</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4112334440806063128</id><published>2010-05-09T11:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T11:30:44.916-07:00</updated><title type='text'>Dia das mães</title><content type='html'>Caros. Resolvi, depois de meses sem postar nada neste blog, romper o silêncio. Os dias andam bicudos, o tempo é escasso, mas considero esta uma boa oportunidade pra iniciar, aos poucos, uma reconquista deste espaço. O que vai a seguir é nada menos que uma carta que meu vô, seu Hélio Corrêa, escreveu prá mãe dele em 1938 - há 72 anos, portanto. É, também, uma forma de imortalizar seus escritos. A letra é miúda e bem desenhada e o texto guarda um pouco do formalismo da época e do carinho que meu vô sempre devotou à familia. Minha bisavó, Etelvina Spirandelli, faleceu poucos anos depois, 40 dias depois do nascimento do filho mais novo, meu tio Mário. A carta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida mamãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo hoje o dia destinados as (SIC) mães, venho eu também prestar a minha pequena homenagem à minha grande mãesinha (SIC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo que Deus a conserve por muito tempo para na alegria nossa, de papai e de meus irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Voce é tudo neste lar, minha mãe. Sem o seu carinho, desvelo, consolo, conforto, amparo e guia que seriamos nos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto desassocego (SIC), insônia lhe demos quando pequeninos e hoje quanta preocupação lhe damos ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poré, prometo mamãe, no dia de hoje quer será melhor, serei obediente, estudarei para obter o diploma a fim de que possa um dia ajudá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca poderei pagar os sacrificios que faz por mim, porque nada neste mundo poderá recompensá-la pelo que passou mas deseja que eu seja bem siga o caminho do bem assim farei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrame suas bênções (SIC) sobre o filho que a beija respeitosamente..Hélio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botucatu, 08 de outubro de 1938.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4112334440806063128?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4112334440806063128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4112334440806063128' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4112334440806063128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4112334440806063128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2010/05/dia-das-maes.html' title='Dia das mães'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3797380336807256578</id><published>2009-08-14T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T08:12:14.882-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Amigos. Modifiquei um pouco a lista de links aqui ao lado. O objetivo foi organizar um pouco mais o espaço (criei uma área com links na área de esportes), acrescentar indicações de sites e blogs mais inteligentes e limar aqueles que estavam sem atualização há mais tempo - quase como este escrevinhador, que às vezes fica bastante tempo sem dar as caras, mas mantém este espaço mais ou menos atualizado. Entre as novidades, recomendo o blog do Sakamoto e o do Mauro Segura. Cliquem e atualizem-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3797380336807256578?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3797380336807256578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3797380336807256578' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3797380336807256578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3797380336807256578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/08/amigos.html' title=''/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3936328865523065179</id><published>2009-08-05T10:43:00.003-07:00</published><updated>2009-08-05T13:50:30.185-07:00</updated><title type='text'>Meu 04 de julho (Parte III) - Devaneios</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SnnwY5e313I/AAAAAAAAAJw/gkih6vjcbpc/s1600-h/vanderleicordeiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366584741526493042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SnnwY5e313I/AAAAAAAAAJw/gkih6vjcbpc/s200/vanderleicordeiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A reação imediata de qualquer corredor amador que, de repente, se veja pela primeira vez liderando uma corrida - mesmo que seja de quatro quilômetros, como no meu caso - deve ser a de olhar pra trás. Foi o que fiz. Na hora. Estava uns 50 metros na frente, pelos meus cálculos, do segundo colocado. A segunda reação deve ser uma pergunta: "Será que, com uma diferença dessas ele me alcança?". Acelerei. Acreditem, não parei nem pra fazer xixi; improvisei um, digamos, alívio imediato em movimento numa curva, quando o atleta que vinha logo atrás não me enxergava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte mais curiosa dessa história talvez seja a de que, a partir do momento em que me dei conta de que poderia vencer, uma série de coisas me começou a passar pela cabeça. Nesses seis anos em que me dedico à nobre e exigente arte das corridas, tive de me desdobrar pra aguentar o tédio dos treinos mais longos. Um dos principais corolários entre os praticantes desse esporte é o de que corrida é 90% de cabeça e 10% de físico. Em Botucatu, treinando no acostamento de uma rodovia, me imaginava cruzando a reta final imitando o 'aviãozinho' do Vanderlei Cordeiro de Lima nas Olimpiadas de Atenas; ou segurando uma bandeira acima da cabeça com as duas mãos, como se fosse a capa do Super Homem, gesto de Franck Caldeira no Pan do Rio. Socos no ar, como os de Pelé, punhos cerrados, tapas no peito, como Cesar Ciello. A comemoração pelo primeiro lugar comportava um sem número de gestos; e a solidão dos treinamentos me impelira a esses devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei pra traz e calculei que, a essa altura, minha distância pro segundo colocado aumentara para uns 100 metros. Mas logo à frente havia uma subida mais forte. Mil metros, mais ou menos, me separavam da linha de chegada. Como sabia que, nessas circunstâncias, a velocidade obrigatoriamente diminui, resolvi imprimir o ritmo mais forte que aguentasse. Essa estratégia comportava três desfechos: (1) abriria uma vantagem ainda maior que me garantiria a folga para cruzar a linha de chegada correndo de costas; (2) manteria a mesma distância na ladeira e teria de me virar na reta final pra sustentar a liderança contra um eventual ataque e (3 - mais provável) perderia o primeiro lugar até o final dessa reta e não teria gás pra atacar o oponente na reta de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra minha surpresa, a distância aumentou. Entrei na reta confiante, já ensaiando os gestos. Nada de fita pra ser rompida, nada de torcedores, nada de repórteres me assediando, como eu sempre imaginara; a chegada era, mesmo, numa lombada. Diego, o organizador, grita por um megafone: "E lá vem o primeiro lugar dos quatro quilômetros. É número sete". Mesmo sem pirotecnia e oba-oba, cerro os punhos e imito o aviãozinho. "Ganhei, p* Ganhei!!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri, logo depois, que a premiação se restringia a uma medalha - a mesma entregue a todos os que concluiram a prova. Mesmo assim, naquele dia voltei pra casa com uma alegria infantil de ter sido Vanderlei Cordeiro de Lima, Franck Caldeira e Cesar Cielo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3936328865523065179?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3936328865523065179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3936328865523065179' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3936328865523065179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3936328865523065179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/08/meu-04-de-julho-iii.html' title='Meu 04 de julho (Parte III) - Devaneios'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SnnwY5e313I/AAAAAAAAAJw/gkih6vjcbpc/s72-c/vanderleicordeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3834893805492085263</id><published>2009-07-26T18:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T10:44:49.442-07:00</updated><title type='text'>Meu 04 de julho (Parte II)</title><content type='html'>Sou brasileiro, não desisto nunca. Vamos à história novamente, torcendo pra que o Blog não delete tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supra-citada Santana de Parnaiba é uma cidadeinha histórica às margens do Tietê há uns 30 quilômetros de São Paulo. Hoje espumoso e fedorento, o rio servia, 400 anos atrás, como estrada pros bandeirantes desbravarem o sertão do País. Mas o que importa nessa história é que, na parte alta do município, fica um condomínio chique chamado Aldeia da Serra. O trajeto Santana-Aldeia é feito, quase todo, via estrada de terra. São apenas oito quilômetros, mas num terreno montanhoso. Da estrada, da pra enxergar um longo e interminável mar de morros. No final, chegando no condomínio, a trilha dá lugar a um trecho curto de asfalto. É justamente nessa parte da estrada que seria realizada a corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Má e eu chegamos lá por volta das 08h. De longe, era possível reconhecer, diante de uma padaria super incrementada um aglomerado com os cerca de 100 malucos que haviam madrugado em pleno sábado pra enfrentar a corrida naquele frio. Todos vestidos com a discretíssima camiseta de manga longa oficial do evento, na tonalidade laranja-cebion. Diego Lopes, o organizador, logo fez sinal para que interrompessem o burburinho e transmitiu as últimas instruções. "Isto não é uma corrida oficial" - foi logo avisando. "É uma confraternização de amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o glamour e o oba-oba característico da maioria das corridas de rua de São Paulo, o pórtico de largada, por exemplo, fora 'substituído' por uma lombada numa das ruas do condomínio; assim que passássemos por ela, poderíamos, digamos assim, considerar que o certame havia começado oficialmente. Da mesma forma, como não havia uma interdição oficial da estrada, teríamos de correr numa longa fila indiana, evitando os emparelhamentos. Ah: o pelotão que correria a prova de oito quilômetros encararia um trecho de estrada de terra; os demais (quatro quilômetros) teriam pela frente apenas asfalto. "Atentem pra isso", gritou diego. Mais algumas instruções e três, dois, um. Já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largamos. Sem perda de tempo, acelero o passo e ligo meu velho companheiro iPod, o mesmo com qual corri a S. Silvestre 2007 (o post está neste mesmo blog). Confesso que, desta vez, a trilha sonora era Bon Jovi. No volume máximo, ele canta "Give me something for the pain...give me something for the blues..." (em português, seria algo como "Me dê algo contra a dor, mê dê algo contra a tristeza..."). Bon Jovi sempre foi chamado de &lt;em&gt;poser&lt;/em&gt;, rock fabricado, etc. Mas admito que, mesmo nos tempos em que o Iron Maiden não saia do meu toca fitas, sempre gostei das baladinhas dele. Sendo assim, e diante das circunstâncias, me servia perfeitamente, distraindo a cabeça enquanto, sem perceber, eu acelerava mais e colava no pelotão da frente, o dos corredores que fariam oito quilômetros, seguindo no mesmo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns quinhentos metros depois da largada, a reta na qual iniciamos a corrida se transformava numa enorme ladeira, seguida por uma subida íngreme. Na minha frente, um rapaz meio gordinho usando gorro começa a se distanciar; nesse instante, algo em minha cabeça alerta: melhor controlar meu ritmo e não acompanhá-lo, poupando, assim, energia preciosa e necessária pro subidão seguinte. Mas, em vez disso, acelero, descendo num ritmo forte. Ultrapasso-o bem no final da descida, pra, no momento seguinte, levar o troco. Na subida, pra minha surpresa, mantenho-me mais ou menos próximo desse corredor, que também surpreendentemente, segue em ritmo forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo ritmo, sigo no grupo mais adiantado. De repente, começa a estrada de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epa! Paro de repente, deixando os demais se distanciarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Moço! Moço! onde é que o pessoal dos quatro ká tem de retornar?" - grito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"É aqui atrás, na rotatória. Você tem de voltar", responde ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sem perda de tempo, volto faço o retorno, atravessando quase que pelo meio da rotatória. Dois atletas que até então estavam bem distanciados, a esse altura iniciam a rotatória. Nesse momento, me dou conta de que não havia cruzado com nenhum competidor em sentido contrario até chegar na rotatória, o ponto a partir do qual iniciariamos o retorno. Conclusão: estava em primeiro. "Pqp*, tô na frente", pensei. "Pqp!" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continua - To be continued.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3834893805492085263?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3834893805492085263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3834893805492085263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3834893805492085263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3834893805492085263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/07/sou-brasileiro-nao-desisto-nunca.html' title='Meu 04 de julho (Parte II)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6499855168592509731</id><published>2009-07-26T08:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T08:26:32.680-07:00</updated><title type='text'>Desabafo de uma noite de domingo</title><content type='html'>Caros dois ou três. Algém pode me explicar por que m* o blog tem o péssimo costume de, do nada, deletar as coisas? Gostaria de entender. Sorry! Passei uma hora e pouco tentando contar uma história. Mas essa b* deletou tudo. Tentarei escrever novamente, mas juro que desanimei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6499855168592509731?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6499855168592509731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6499855168592509731' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6499855168592509731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6499855168592509731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/07/pressao-psicologica-ausencia-de-premios.html' title='Desabafo de uma noite de domingo'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6670677413040598014</id><published>2009-07-25T16:25:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T08:25:48.353-07:00</updated><title type='text'>Meu 04 de julho (Parte I)</title><content type='html'>Caros dois ou três. A história e mais ou menos velha, tem quase um mês e talvez não represente, pra vocês, algo que valha à pena ler. Mas pra este escrevinhador devoto dos sacrificios que a nobre e exigente arte das corridas impõe, foi um feito histórico. Um causo, como se diz, pra contar pros netos. A data exata foi 04 de julho, dia que os americanos comemoram com desfiles e arroubos de patriotismo (o dia da independência) e que, num hoje distante 1994, marcou uma vitória do Brasil, na copa dos Estados Unidos sobre os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, foi o dia de uma, a princípio, chata e inconveniente corrida de 04 quilômetros na vizinha Santana de Parnaíba. A idéia, inicialmente, era correr a prova em companhia da Maysa, minha namorada, que, depois de um pouco de insistência de minha parte e de uma bem sucedida performance numa corrida de 5 quilômetros, começava a tomar gosto pela coisa. Ao longo da semana que antecedia a prova, no entanto, a Má começou a apresentar umas tonturas características de labirintite - hipotese, por sinal, até agora não confirmada -, mas que a impediriam de participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efim, lá fomos nós, eu pra correr e ela, pra me incentivar, pra uma prova curta, numa manhã gelada de sábado, às 08h da madrugada. Na escala de programações aborígenes, essa corrida, de cara, saia classificada como quatro cocares, um a menos que o necessário pra atingir a pontuação máxima. Paciência. Armei-me de toda resignação e lá fui. A Má, coitada, menos acostumada com esses micos do mundo da corrida, teve de fazer esforço absurdo pra levantar. Mas, vamos lá. (Continua).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6670677413040598014?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6670677413040598014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6670677413040598014' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6670677413040598014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6670677413040598014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/07/meu-04-de-julho-parte-i.html' title='Meu 04 de julho (Parte I)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6228501842219199332</id><published>2009-07-14T14:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T13:50:34.938-07:00</updated><title type='text'>Sem voz - parte II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SlzuqaeQAJI/AAAAAAAAAJo/1sow754_zMo/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358420069092163730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SlzuqaeQAJI/AAAAAAAAAJo/1sow754_zMo/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Terça-feira. Minha voz, que, na véspera se parecia com a de um locutor de rádio, em &lt;strong&gt;bold&lt;/strong&gt; e CAIXA ALTA, se transformara, agora, num som áspero, parecido com a voz inconfundível do ator Selton Melo. Momento glorioso. Diante do espelho, pronunciei frases do tipo "João Grilo morreu, João Grilo morreu..." e (bingo!) "Meu nome não e Johnny, porra...". Essa súbita mudança, no entanto, me acendeu um sinal vermelho-inflamação. No dia seguinte, das duas uma: ou tudo voltaria ao normal ou minha voz sumiria de vez. Foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu me esforçasse, tentasse dizer um simples "bom dia" pro porteiro do prédio, saia...nada. No máximo, uma voz fininha de doente, como a de um paciente recém-operado da garganta, personagem de um vídeo bem popular no Youtube - no vídeo, o paciente participa de um talk show estilo Programa do Jô e o apresentador cai na gargalhada cada vez que o coitado da voz fina se manifesta (o link pro vídeo é &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9yb3nezKIj8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=9yb3nezKIj8&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de forças tão inexoráveis, decidi que melhor seria ficar calado. Tudo combinado com os colegas, cada vez que o telefone tocava, fazia cara de paisagem e deixava que algum colega se incumbisse da tarefa de atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, descobri, na prática, que ficar calado pode ser uma boa. Já notaram o tempo que a gente perde explicando coisas óbvias? Meu trabalho, por exemplo, envolve uma dose enorme de verborragia desnecessária. Ou o tempo que perdemos discorrendo sobre assuntos banais e sem importância? Ou, ainda, tentando defender pontos de vista a respeito de temas dispensáveis? Diante de amigos, de colegas de trabalho, ou da namorada, meus dias de silêncio acabaram me valendo algum aprendizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6228501842219199332?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6228501842219199332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6228501842219199332' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6228501842219199332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6228501842219199332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/06/sem-voz-parte-ii.html' title='Sem voz - parte II'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SlzuqaeQAJI/AAAAAAAAAJo/1sow754_zMo/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3868635720174365910</id><published>2009-07-04T07:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T08:23:17.629-07:00</updated><title type='text'>Rompendo (ou tentando romper) o silêncio. Agora, literalmente.</title><content type='html'>Voltando às tentativas de dar uma vida nova a este esquecido e empoeirado espaço. Na semana passada participei do Ciab, maior feira de Tecnologia do País e maior evento promovido pela instituição na qual trabalho. São três auditórios com mais de 100 palestrantes, 15 mil e não sei quantos visitantes, mais de 70 empresas gigantonas da área expondo o que têm de melhor. Tudo isso em três dias. Enfim, um evento enorme (grandioso seria o termo mais justo), que, pra ser organizado, exige um trabalho idem. E, claro, o trabalho não se esgota nos dias que antecedem o evento. Quando o congresso começa de fato, o esforço pra que não haja qualquer tipo de problema é enorme. Quem já trabalhou com eventos sabe como essa área é sujeita a incidentes - é um penetra que quer entrar sem pagar aqui; um estande que não foi montado com o logotipo correto do expositor alí; um palestrante que decide dar os canos de última hora acolá. A lista dos, digamos assim, imprevistos previsíveis é longa. E, claro, muitas vezes essa trabalheira toda acaba tendo consequencias prá saude da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, a conta chegou na forma de uma fortíssima dor de garganta já no último dia do congresso (sejamos justos, o estresse não explica tudo; o clima seco e superpoluido de São Paulo também teve sua parcela de culpa) acompanhada por um lento e agonizante desaparecimento de minha fanhosa voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num espasmo final, no domingo, dois dias depois do evento, minha voz subitamente transformou-se num daqueles vozeirões em bold, de locutor de rádio, num timbre que, aliás, lembrava o do mestre de cerimônias do evento, um apresentador de TV das antigas. Algo do tipo "&lt;strong&gt;Senhoras e senhores, bem vindos a este evento&lt;/strong&gt;..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, na segunda-feira, ainda sob a ação desse efeito colateral, fui vítima de todo tipo de piada notrabalho. A mais frequente e mais manjada referia-se às minhas subitamente novas e subitamente masculinas qualidades vocais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo no próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3868635720174365910?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3868635720174365910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3868635720174365910' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3868635720174365910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3868635720174365910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/06/rompendo-ou-tentando-romper-o-silencio.html' title='Rompendo (ou tentando romper) o silêncio. Agora, literalmente.'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2237579515935000495</id><published>2009-06-28T12:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T14:33:37.681-07:00</updated><title type='text'>E lá se vai Muricy</title><content type='html'>Estranha a sensação de ouvir comentários a respeito do possível destino do ex-técnico do Tricolor, Muricy Ramalho. Ontem, mesmo, ouvi numa rádio que o Palmeiras estaria negociando sua ida para o Palestra Itália. Pra mim, soou um pouco como quando a gente ouve dizer que uma ex - não qualquer ex, uma ex da qual a gente tenha gostado de verdade - está de namorado novo. A primeira impressão é de que as coisas tão finalmente se resolvendo. Algo do tipo: "coitada, ela ficou sozinha. Precisava, mesmo, de alguém". Mas, depois, logo em seguida, vem um sentimento mais racional, de posse. Algo mais parecido com: "Poxa, mas o Muricy é do São Paulo! Sempre foi do São Paulo! Não pode ser verdade que esteja em outro time..." Pois é. Muricy construiu uma identidade tal no tricolor - nos anos em que participou do time como jogador e depois, em sua carreira vitoriosa como técnico - que será difícil pra nós, são paulinos, encarar com naturalidade que treine outras equipes. Mas torço pra que Ricardo Gomes também construa sua história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2237579515935000495?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2237579515935000495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2237579515935000495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2237579515935000495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2237579515935000495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/06/e-la-se-vai-muricy.html' title='E lá se vai Muricy'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2606034525435898906</id><published>2009-06-25T07:19:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T17:13:58.875-07:00</updated><title type='text'>Rompendo o silêncio</title><content type='html'>Amigos. Mais uma vez, lamento o longo período de silêncio nesse hoje esquecido espaço. Questões profissionais têm me deixado cada vez mais longe das letras. Alguém há de me perguntar sobre o colesterol, tema da última postagem. Bem, o regime foi seguido mais ou menos à risca, os exerecícios aeróbicos, realizados quase diariamente e a lecitina de soja que me foi receitada, tomada diariamente, em dois comprimidos que, pelo tamanho, mais lembravam enormes feijões brancos. Os resultados, aqui na minha frente, num papel com o timbre do laboratório Lavoisier, informam que os triglicerídeos vão bem, obrigado, a 128 miligramas por decilitro (mg/dl) de sangue, nível considerado ótimo. Já o colesterol propriamente dito, continua me deixando um pouco atormentado. O total estava na casa dos 210 miligramas por decilitro, considerado 'limitrofe' - o nível acima já é classificado como 'alto'. O nível de HDL (sigla pro termo em inglês, High Densitiy Lippoprotein, o chamado colestrol bom) é de 36 mg/dl. Segundo o boletim do Lavoisier, qualquer resultado abaixo de 40 é considerado baixo. E o colesterol LDL (Low Density Lippoprotein, o contrtário do LDL, o colesterol malvadão) está no nível de 143 mg/dl, 'limitrofe'. Enfim, se o colesterol bom vai mal e se o mal vai bem (bem alto), no geral as coisas não vão bem. Voltemos à dieta, à lecitina, aos exercícios...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2606034525435898906?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2606034525435898906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2606034525435898906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2606034525435898906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2606034525435898906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/06/rompendo-o-silencio.html' title='Rompendo o silêncio'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5939066066780960141</id><published>2009-01-18T11:17:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T06:16:58.053-08:00</updated><title type='text'>Clichês acadêmicos</title><content type='html'>Caros. Como vocês certamente já perceberam, tenho sido meio relapso na árdua, mas divertida tarefa de submetê-los às minhas bobagens escrevinhatórias. Mas, como disse no post anterior, prometo me esforçar em 2009. Então vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pros que não sabem, meu colesterol anda pelas alturas; por isso, voltei a frequentar a academia de ginástica e a passear diariamente pelas ruas da vizinhança em corridas e caminhadas que, dizem, poderão me fazer chegar aos quarenta anos sem correr o risco de ter um enfarte ou algo parecido - voltarei ao assunto em outro post, acreditem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que essa 'quase novidade', a volta à academia, implicará, daqui a um tempo, em benefícios pra minha saúde. Mas por outro lado, me impôs um enfadonho retorno àquele mundo de pequenos clichês que, pros, digamos assim, não iniciados no mundo das esteiras, bicicletas ergométricas e anilhas, costumam passar meio despercebido. E, quando não passam despercebidos tendem a soar como demonstrações de espírito corporativo - afinal, assumir determinados comportamentos, pra quem já é &lt;em&gt;habitué&lt;/em&gt; das salas de ginástica, pode ser uma distinção; a prova cabal de que se faz parte daquele pequeno e seleto grupo. Vou falar um pouco desses clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Camiseta regata. Um clássico. Se você se propõe a levantar pesos, nem pense em aparecer numa academia de camiseta que não seja a boiolistica regatinha. Camisetas comuns servem, isso sim, como esconderijo pra esqueléticos bíceps de palito de fósforo e pra peitinhos magrelos que não dão conta da missão de urrar debaixo de um supino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Camisetas de corridas de rua. São uma espécie de versão das regatinhas, mas destinadas à turma do &lt;em&gt;running&lt;/em&gt;. Este escrevinhador, na condição de quase integrante desse grupo, adverte-os que tem por dever amenizar as críticas à prática. Afinal, as camisetas fazem parte do kit de participação de todas as provas. Qualquer corredor experiente tem, lá, uma dezena delas entulhando as gavetas. Treinar com esse tipo de camiseta tem, portanto, uma razão de ordem prática. Mas, sim, tem gente que abusa. Por isso, essa prática integra minha lista de clichês; se quer fazer parte de um bom grupo de corredores, tenha à mão algumas. Se possível, de provas longas e glamourosas; Maratona de São Paulo; Meia Maratona do Rio e Volta da Ilha (Florianopolis), por exemplo, equivalem a alguns bons quilômetros de respeito nesse clube. Maratona de Nova York, então, é a consagração. O máximo em clichê numa manhã de sábado na Cidade Universitária ou no Parque do Ibirapuera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) As monotemáticas conversas sobre baladas e mulherada. Tudo bem, numa determinada fase da vida todo cara só fala desse assunto. O que cansa é ver quarentões tascando intermináveis comentários entre uma sessão e outra de maromba a respeito das últimas conquistas amorosas ou dos ingressos ultra-VIPs pra festas chiques no litoral norte - como se estivessem num episódio da novela &lt;em&gt;Malhação&lt;/em&gt;. Fica a impressão de que o ambiente 'acadêmico' tem, por si só, a faculdade de emburrecer qualquer sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltarei ao assunto em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5939066066780960141?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5939066066780960141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5939066066780960141' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5939066066780960141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5939066066780960141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/01/caros.html' title='Clichês acadêmicos'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6056454012099084367</id><published>2009-01-06T03:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T06:19:18.952-08:00</updated><title type='text'>Sub-Prime (Feliz 2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SWNZchVC9vI/AAAAAAAAAIo/vsbfJZVVHLU/s1600-h/P1-AO182_SHACKp_D_20090102150821.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288168733980948210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SWNZchVC9vI/AAAAAAAAAIo/vsbfJZVVHLU/s200/P1-AO182_SHACKp_D_20090102150821.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Amigos. Antes de mais nada, um feliz 2009 a todos. Peço desculpas a vocês se apareci raras vezes pra escrever neste mal lido espaço em 2008; prometo me esforçar pra me dedicar um pouco mais no ano que começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra esquentar as turbinas, vou tratar de um dos assuntos que mais frequentaram o noticiário no ano passado - e que, claro, deverá continuar frequentando em 2009: a crise financeira. Confesso que, como quase todo mundo, demorei um pouco pra entender como as coisas aconteceram. Mas o jornal norte-americano &lt;em&gt;The Wall Street Journal (WSJ)&lt;/em&gt;, um dos mais importantes do mundo, foi direto ao ponto. A edição da última segunda-feira (05 de janeiro) apresenta um caso concreto do termo que, de uma hora pra outra, passou a ser papagaiado nos quatro cantos do Planeta: o tal do sub-prime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam como a coisa é simples: a sra. Marvene Halterman, de 61 anos, moradora de Avondale, no Arizona (EUA), precisava de socorro pra pagar uma dívida. Pra conseguir o dinheiro, Marvene, uma tiazona de comportamento, digamos, pouco confiável (mãe de um viciado em anfetaminas, possui, segundo o &lt;em&gt;WSJ&lt;/em&gt;, histórico de abuso de drogas e nunca teve emprego fixo), recorreu a uma firma de empréstimos local, a Integrity, que lhe tomou como garantia a casa em que morava - o barraco da foto acima. E aqui chegamos (bingo!) ao sub-prime. É assim que os bancos classificam o crédito de d. Marvene. Um empréstimo de segunda categoria, e de alto risco, na medida em que é grande a chance de calote. O termo 'sub-prime', aliás, é meio contraditório, assim como 'carros semi novos' , 'semi-gays', 'semi-grávidas', etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe importantíssimo: a casinha, de 53 metros quadrados e em estado precário (as paredes de madeira, podres, 'cedem ao toque', diz o &lt;em&gt;WSJ&lt;/em&gt;), foi avaliada pela Integrity em US$ 103 mil. Isso mesmo: US$ 103 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês, dois virgula três leitores, podem até imaginar que não dá pra saber, aqui do Brasil, se a casa vale isso ou não. Afinal, estamos tratando de uma realidade diferente, de um custo de vida diferente, etc. Mas a matéria não deixa dúvida: o imóvel foi, sim, superavaliado. Segundo o &lt;em&gt;WSJ&lt;/em&gt;, na portinhola de madeira, há um aviso: 'Inadequada à ocupação humana'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussões à parte, o fato é que, feitas as contas, a tia recebeu os US$ 103 mil, gastou em baboseiras e, tempos depois, voltou à forca, desta vez, sem socorro. Resultado: a garantia será executada e, ao que tudo indica, o cafofo de d. Marvene não será vendido pelo valor que foi avaliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um lado da história. Agora o outro: alguém emprestou os tais US$ 103 mil e não os receberá. A Integrity, que realizou o empréstimo originalmente, vendeu a dívida pra um bancão americano o Wells Fargo (por, suponhamos, US$ 100 mil); o Wells Fargo, por sua vez, realizou a mesma operação, passando a dívida para o gigante global HSBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no final da linha (não desistam de ler, já estou quase terminando): o HSBC, herdeiro do mico, terá de assumir pros seus donos (acionistas) que perdeu dinheiro comprando uma dívida que teria grande probabilidade de não ser paga. Os acionistas, por sua vez, exigirão que o banco seja mais responsável. O dinheiro, que antes iria pra outras d. Marvenes - e pra clientes e empresas ao redor do mundo - passa a ser usado pra comprar os ultrasseguros títulos do Tesouro dos Estados Unidos. As empresas aqui no Brasil, que precisariam do dinheiro emprestado pelo HSBC pra ampliar a produção - o que, em última análise, significaria contratar mais gente - têm de engavetar seu projeto. E aqui, caros dois virgula três leitores, a crise do sub-prime chegou em vocês. E fim de papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o link para a matéria original é &lt;a href="http://online.wsj.com/article/SB123093614987850083.html?mod=article-outset-box#project%3DSLIDESHOW08%26s%3DSB123014511801733279%26articleTabs%3Dslideshow"&gt;http://online.wsj.com/article/SB123093614987850083.html?mod=article-outset-box#project%3DSLIDESHOW08%26s%3DSB123014511801733279%26articleTabs%3Dslideshow&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6056454012099084367?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6056454012099084367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6056454012099084367' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6056454012099084367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6056454012099084367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2009/01/sub-prime-feliz-2009.html' title='Sub-Prime (Feliz 2009)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ufo1mb_eiUM/SWNZchVC9vI/AAAAAAAAAIo/vsbfJZVVHLU/s72-c/P1-AO182_SHACKp_D_20090102150821.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4460507964761325297</id><published>2008-12-11T04:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T04:18:55.384-08:00</updated><title type='text'>Crise nos jornais (Texto meu, reproduzido do Blog da FLE)</title><content type='html'>Deu no New York Times: o Tribune Company, um dos principais grupos de mídia dos Estados Unidos, entrou, anteontem, com pedido de concordata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo é proprietário de 23 canais de TV e de 12 jornais impressos nos Estados Unidos - entre eles os poderosos Los Angeles Times e Chicago Tribune, que possuem tiragens de, respectivamente, 739 mil e 542 mil exemplares diários. Para se ter uma idéia, a tiragem de nossos maiores jornais, a Folha de S. Paulo e O Globo, mal passa dos 300 mil exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tribune Company acumula uma dívida de US$ 13 bilhões, adquirida quando o magnata do setor imobiliário Samuel Zell assumiu o controle, em dezembro do ano passado. Desde que Zell tornou-se o principal acionista, as finanças do grupo entraram em colapso - reporta o NYT.À parte as barbeiragens financeiras de Zell - que, segundo o NYT, foram decisivas para que o grupo naufragasse -, a derrocada do grupo diz muito a respeito da atual situação dos jornalões, no mundo e no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acuado por uma migração das verbas publicitárias para a Internet (movimento que, ao que tudo indica, se acentuará nos próximos anos, com a disseminação de tecnologias ligadas à propaganda via celular) e pela crise financeira, o setor vive uma crise sem precedentes. A queda das receitas com propaganda no grupo Tribune Company teria sido de dois dígitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro respeitabilíssimo título, o Miami Herald – dono da também respeitabilíssima tiragem de 210 mil exemplares e de nada menos que 19 prêmios Pulitzer – estaria à venda. O motivo? Queda nas receitas com propaganda. O jornal, relata o New York Times, teria sido tremendamente afetado pela crise no setor imobiliário, o primeiro a ser atingido pela crise e seu principal anunciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos, enfim, são de crise histórica para os jornais impressos. E as conseqüências desse mau momento certamente resvalam no dia-dia das redações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4460507964761325297?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4460507964761325297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4460507964761325297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4460507964761325297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4460507964761325297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/12/crise-nos-jornais-texto-meu-reproduzido.html' title='Crise nos jornais (Texto meu, reproduzido do Blog da FLE)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-9086350194935924171</id><published>2008-12-09T17:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T16:07:22.448-08:00</updated><title type='text'>Um mês</title><content type='html'>Poder-te-ia dizer, que mais um mês com você, de tanto amor morreria...e tanto amor te daria que mal poderia dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-9086350194935924171?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/9086350194935924171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=9086350194935924171' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/9086350194935924171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/9086350194935924171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/12/um-ms.html' title='Um mês'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-500008943870819095</id><published>2008-12-09T03:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T03:57:56.073-08:00</updated><title type='text'>Sobre o Hexa - o  que realmente importa</title><content type='html'>Pra não deixar o hexa do tricolor passar em branco, reproduzo aqui, o comentário do Fernando Rodrigues, postado em seu blog. Uma bela análise a respeito do que realmente importa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O futebol, o Brasil e a meritocracia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda um cheiro de pré-história sob vários aspectos quando se trata da organização do esporte mais popular do país. Mas também são inegáveis alguns avanços no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista do campeonato brasileiro de 2008 pelo São Paulo Futebol Clube ajuda a disseminar no Brasil um valor quase inexistente no país: a meritocracia. Vence quem se esforça e trabalha mais ao longo de todo o campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os torcedores de outros times ficam chateados, claro. Reclamam do gol irregular do SPFC no jogo de ontem (7.dez.08), contra o Goiás, na vitória por 1 a 0 (o atacante Borges estava impedido). Fala-se também que o SPFC não jogou um futebol dos sonhos ao longo da competição (é verdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais atentos também deverão notar que os erros de arbitragem ocorreram para todos os lados no campeonato. Para citar apenas um, em 17 de agosto, o Grêmio ganhou do São Paulo por 1 a 0 com um &lt;a href="http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2008/08/17/ult59u167709.jhtm" target="_blank"&gt;gol de Perea também totalmente impedido&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre jogar um futebol mais vistoso, cheio de lances “a la seleção de 82”, a pergunta que fica é: qual equipe no futebol hipercompetitivo de hoje consegue atuar dessa forma? Resposta: nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo somado, a vitória do São Paulo representa a premiação, por mérito, à equipe que mais se preparou e se organizou para vencer. O SPFC gasta R$ 12 milhões por ano em um centro de treinamento fora da cidade de São Paulo, onde treinam cerca de 400 garotos. O técnico do SPFC, Muricy Ramalho, é um dos mais longevos no cargo no Brasil, mostrando que a regularidade administrativa é um valor necessário não apenas em governos e empresas, mas também no esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, o futebol era cheio de octogonais e quadrangulares decisivos. Havia rebolos, repescagens e chances de viradas de mesa. Equipes completamente desorganizadas, sem interesse pelos treinos diários, acabavam vencendo um ou dois jogos no final do ano e sagravam-se campeãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos seis anos, equipes tradicionais tiveram de se submeter a uma passagem pela segunda divisão do futebol. Palmeiras, Grêmio e Corinthians são exemplos de superação. Devem ser aplaudidos. Desceram e subiram pelos seus próprios méritos. Mereceram cair. Mereceram subir. Assim deve ser em todos os setores da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns classificarão de sociologia antropológica de botequim, mas há uma mensagem relevante no futebol. No passado, com a bagunça de campeonatos com 40, 60 e até 100 times, chaves coloridas e vale-tudo no final, a mensagem era: não adianta trabalhar duro todos os dias; no Brasil, no final sempre dá-se um jeitinho de obter uma vitória “no talento” (sic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensa maioria dos brasileiros ama o futebol. O sistema de disputa dos campeonatos nacionais exerce grande influência sobre uma massa enorme de pessoas. A bagunça reinante no passado deseducava os cidadãos por exalar um péssimo costume: “Trabalhar e se esforçar para quê? Quando chegar a hora ‘h’, a gente sempre dá um jeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo atual modelo de pontos corridos (iniciado em 2003 e historicamente defendido pelo meu amigo e também blogueiro &lt;a href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html" target="_blank"&gt;Juca Kfouri&lt;/a&gt;), é sempre enorme a chance de o campeão ser o que mais se prepara e o que tem a estrutura mais séria. Todo jogo é importante. Todo dia é dia de trabalho. Para ser campeão brasileiro de futebol agora é necessário jogar todas as partidas como se fossem a última (comento no final as últimas suspeitas de fraude nas arbitragens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de brasileiros humildes têm no futebol uma de suas únicas alegrias. Agora, de maneira subliminar, esses mesmos brasileiros podem enxergar no esporte algo além do jogo. As disputas entre os 20 times da elite do futebol são também um exemplo de como o mais aplicado acaba, quase sempre, premiado ao final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de cair para a segunda divisão e voltar pelo seu esforço próprio é também um incentivo a todos os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado a fazer a cobertura da política brasileira, recheada de casuísmos e fisiologia, é alentador ver o futebol dar um exemplo de continuidade e regras claras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não é pouca coisa. A meritocracia é uma característica vital de sociedades desenvolvidas. É bom que no Brasil comece a vigorar exatamente na mais popular de todas as manifestações culturais, o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ressalva e uma revelação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)     nem sempre o melhor, mais preparado e mais esforçado pode vencer no campeonato de pontos corridos. É verdade. São exceções que confirmarão a regra. Mas nos seis campeonatos até agora realizados, ninguém tem dúvida sobre a justiça dos resultados (Cruzeiro, Santos, Corinthians e SPFC foram os melhores quando venceram).&lt;br /&gt;Há também sempre o risco do “fator extra-campo”: quando árbitros são subornados ou forçados a produzir determinados resultados. É o Brasil profundo. O campeonato de 2008 teve (como outros anteriores) suspeitas sérias de pressão criminosa nos bastidores. Ainda não há notícias suficientes para julgar o que se passou neste ano, mas será lamentável se acabar surgindo evidência de manipulação de resultados por parte das arbitragens/dirigentes. Perderá o futebol, mas perderá muito mais o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)     Torço para o SPFC. Hexa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-500008943870819095?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/500008943870819095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=500008943870819095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/500008943870819095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/500008943870819095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/12/sobre-o-hexa-o-que-realmente-importa.html' title='Sobre o Hexa - o  que realmente importa'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7886434868304581534</id><published>2008-11-13T07:38:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T17:24:06.860-08:00</updated><title type='text'>Manhãs de segunda-feira</title><content type='html'>Sete horas da manhã. O despertador do celular toca, implacável, cumprindo seu dever de nos interromper o sono. Você rola preguiçosamente pela cama, de um lado pro outro. Ainda sonolenta, se ajoelha sobre a cama. E me abre um sorriso, os olhos enteabertos. Os cabelos, impecavelmente e deliciosamente despenteados. Sua pele cheira a edredons, travesseiros e lençóis. Que belo dia de trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7886434868304581534?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7886434868304581534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7886434868304581534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7886434868304581534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7886434868304581534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/11/manhs-de-segunda-feira.html' title='Manhãs de segunda-feira'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7694117509423856046</id><published>2008-11-13T03:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T03:30:17.086-08:00</updated><title type='text'>Viúvas alegres - Reproduzido do Blog Escuta Zé!</title><content type='html'>Nem sempre a Morte se contenta em ser trágica. Às vezes, ela quer ser cômica, também.&lt;br /&gt;Para variar um pouco, há ocasiões em que gosta de pregar peças durante o exercício de seu indefectível ofício de levar-nos desta para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso ocorrido segunda-feira passada, no Rio Grande do Sul, por exemplo.&lt;br /&gt;Uma colisão do carro funerário fez com que o caixão do defunto fosse lançado sobre sua viúva, que estava no banco da frente, matando-a instantaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pobre coitada nem teve direito ao tempo regulamentar geralmente desfrutado pelas viúvas, quando seus maridos se vão e elas, depois de um breve período de luto, voltam a curtir a vida.&lt;br /&gt;As estatísticas mostram que as mulheres vivem, em média, sete anos a mais do que os homens.&lt;br /&gt;Não sei se isso é um bônus por aguentarem seus maridos até o fim da vida, ou um castigo pelo pecado original do conluio com a serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é um prêmio, um "chorinho" a mais que a Morte lhes oferece, consternada, quem sabe, pelas dores do parto e demais agruras reservadas ao sexo feminino neste mundo machista.&lt;br /&gt;Se considero essa sobrevida um prêmio é porque até hoje nunca vi uma viúva triste.&lt;br /&gt;Depois de passado o período de nojo - perdão, leitores, pela inusitada palavra, mas é assim mesmo que se chamam os dias de luto, de profunda mágoa: nojo - elas ficam indisfarçavelmente alegres. Principalmente se o falecido deixou uma pensão razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam a viajar, a frequentar bailes da terceira idade, já não cozinham todos os dias, assistem ao programa que querem na televisão, enfim, "vive la liberté"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a obrigação de cuidar da mala-sem-alça em que nos transformamos, nós outros, homens, depois de velhos e aposentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que haja pessoa mais chata de se aturar do que marido velho e aposentado, de pijama, dentro de casa o dia inteiro, a reclamar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa viúva de Porto Alegre, porém, não teve essa sorte. Foi levada junto com o falecido, sem um dia a mais sequer de lambujem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7694117509423856046?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7694117509423856046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7694117509423856046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7694117509423856046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7694117509423856046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/11/vivas-alegres-reproduzido-do-blog.html' title='Viúvas alegres - Reproduzido do Blog Escuta Zé!'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5284026528592104913</id><published>2008-11-03T11:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-05T04:54:03.210-08:00</updated><title type='text'>O fantástico Marilson - ou Heróis do domingo</title><content type='html'>Caros. Não gosto muito de enveredar pela seara esportiva (ou desportiva). Tenho, lá, meu interesse pelo assunto, mas, como nunca fiz parte da turminha da sala que sabia a escalação da seleção de 1938 - ou qual era o chassi do Fitipaldi em 1974, quando ele conquistou seu primeiro título -, deixo a questão pra quem sabe. Boa dica, aliás, é o blog do companheiro Cesarotti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de comentar o último domingão. Foi memorável. Um daqueles dias em que a gente gruda no sofá, grita e sente o coração palpitando. Minha digníssima, que assistiu á corrida de Fórmula 1 ao meu lado, no sofá, que o diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pra começar, o fabuloso tricolor chegou lá. Conquistou, contra todo o coro de olhos gordos, pipoqueiros e secadores em geral, a liderança do brasileirão. E, a menos que haja um desastre, conquistará, de maneira inédita, o tri campeonato. No início da campanha e até há uns meses, muita gente criticava o Muricy. Diziam que já tinha chegado ao fim da linha no São Paulo, que não tinha tido competência pra convencer a diretoria do clube a contratar alguns nomões e por aí vai. E eis que o time deu a volta por cima e se apresenta como favorito ao título. Venceu o Inter (RS) por 3 x 0. Uma vitória, como dizem, 'com autoridade'. Em que pesem todas as críticas, o tricolor já vinha merecendo. Tem o melhor ataque e a segunda melhor defesa do campeonato. Tudo bem, o time não tem os tais nomões. À excessão de Rogério Ceni e Ernanes, nenhum jogador, alí, tem vocação pra ídolo. Curioso, aliás, a recente babação de ovo dos coleguinhas jornalistas sobre o volante pernambucano. Parece que, pra justificar a ascenção do time, precisaram criar um novo ídolo - não que ele não seja um baita jogador, diga-se. Então tá. Vamos assim, com Hugo, Borges e Zé Luis. E que continuem nos secando e falando mal do trabalho do Muricy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o destaque maior do fim de semana foi, mesmo, o Felipe Massa. Ele foi perfeito no GP do Brasil. Massa pôs um ponto final na Era Rubinho - que, se tudo correr bem (entenderam???? entenderam????) vai se aposentar - e recuperou, para nós, brasileiros, a graça da Fórmula 1. Uma pena que não tenha sido campeão. Mas o final da corrida foi de lascar. Duas voltas para o final e o Hamilton, tranquilo com o quinto lugar que lhe garantia o título, de repente é ultrapassado pelo alemão Sebastian Vettel. Pronto. Tinhámos, nas duas últimas voltas, a improvável combinação que dava ao Massa o título mundial. (Confesso que, nesse momento, dei um berro "Passou, p.!"). Mas, na volta final, na última curva, com a chuva mais forte, Timo Glock, que corria com pneus pra tempo seco, foi ultrapassado por Vettel e (putz) pelo Hamilton. Por pouquíssimos metros, o Massa perdeu o título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma façanha que passou praticamente despercebida: o bi-campeonato de Marilson Gomes na Maratona de Nova York. Numa reação impressionante e faltando menos de uma milha (1,6 km), Marilson ultrapassou o marroquino Abderrahim Goumri. Cruzou a linha de chegada em primeiro e se consagrou na mais importante maratona do Planeta. Não foi pouco. Marilson deixou pra trás uma dezena de quenianos - entre eles o lendário Paul Tergat -, etíopes, marroquinos, italianos, japoneses, etc. De quebra, levou um premiaço de US$ 160 mil. Diante de tantos fatos esportivos, os jornais brasileiros (e o público em geral), deram pouca importância ao feito. O New York Times, um dos jornais mais importantes do mundo - e que dedica páginas e páginas à Maratona, registra o fato, numa matéria em que mostra que, entre os brazucas que vivem na 'Big Apple', quase ninguém sabia da vitória do braziliense. Lá, como cá, estavam todos de olho no futebol e na Fórmula 1 - via TV Globo Internacional (confira a matéria no link &lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/11/03/sports/othersports/03brazil.html?ref=othersports"&gt;http://www.nytimes.com/2008/11/03/sports/othersports/03brazil.html?ref=othersports&lt;/a&gt;). A Maratona de Nova York não é a São Silvestre. Até pelo prêmio que paga, sua 'tropa de elite' é composta pelos melhores corredores do mundo. Uma volta foi o tempo para o Brasil vibrar - e depois se decepcionar - com Felipe Massa. Mas ninguém deu bola para a uma milha que transformou Marilson Gomes num herói. Uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5284026528592104913?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5284026528592104913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5284026528592104913' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5284026528592104913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5284026528592104913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/11/o-fantstico-marilson-ou-heris-do.html' title='O fantástico Marilson - ou Heróis do domingo'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6046831741420973512</id><published>2008-10-16T07:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T04:00:50.677-07:00</updated><title type='text'>Casos e acasos</title><content type='html'>Daniel, um velho amigo, me anunciou esses que vai se casar logo, logo. Conversa vai, conversa vem, e, lá pelas tantas, me confessou que conheceu a digníssima futura senhora Machado num site de relacionamento. "Cara, juro pra você que não acreditava nessas coisas. Mas, aí, conheci um casal de amigos que contou que tinha se conhecido num desses sites. Eles tavam tão felizes, que eu resolvi entrar pra ver...", contou. Ricardo, outro amigo, vive se estapeando com a atual namorada, mas, no final, quase sempre consegue se entender com ela. E, tapas e beijos à parte, adivinhem onde se conheceram? Num site de relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos como essess me dão a impressão de que, cada vez mais, as pessoas recorrem a esse tipo de serviço pra, digamos assim, se arranjar. Não sei se há estatísticas indicando esse movimento e nem mesmo se há, de fato, um aumento da procura. Ou mesmo se isso sempre existiu e nós, agora trintões, é que nos sentimos tios solitários e, daí, recorremos a tais expedientes pra descobrir nossa cara metade. Fato é que a Internet - com o Orkut e congêneres - facilitou e, de certa forma, deu uma cara mais moderna e menos estranha pra esses serviços. Explico: pelo menos em minha ignorância, o que havia antes eram as agências matrimoniais, que associávamos a nerds, punheteiros, solitários e exquisitões em geral. Agora, com a Internet, tudo ficou mais simples e prático. O sujeito não precisa mais se expor, indo até a agência ou, sequer telefonando. Basta entrar no site, digitar todas aquelas informações (nome, idade, peso, altura, cor do cabelo - verdadeiras ou não) e pronto. Rápido, fácil, quase rotineiro como acessar um e-mail. Por isso, provavelmente, que gente como o Ricardo e o Daniel entraram nessa e tão por aí, felizes da vida com suas respectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pra mim, por mais que as coisas tenham evoluido e se tornado mais, como dizem por aí, 'user friendly', fica ainda a impressão de que tudo isso não passa de artificialismo. Amor de verdade tem de ter uma pitada de casualidade, de imprevisto. É aquela coisa de, um dia, dar de cara com a boca mais linda do universo num ônibus circular - e, a partir daí, não importa o tempo que faça ou a quantidade de gente espremida naquele cubículo o sujeito vai, todo dia, se matar pra estar ali, naquele paradisíaco meio de transporte. Ou de ir, de conversa em conversa, entrando no mundo - e no coração - da colega de faculdade que senta na sua frente e só foi parar na mesma sala que você porque não conseguiu entrar na faculdade na turma do diurno. Ou de imaginar que, durante anos, você passou durante suas viagens de férias por uma cidadezinha na qual sua futura namorada ainda brincava de bonecas. Acasos dessa vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6046831741420973512?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6046831741420973512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6046831741420973512' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6046831741420973512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6046831741420973512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/10/sites-de-relacionamento.html' title='Casos e acasos'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-956407049028518468</id><published>2008-10-16T05:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T20:05:58.379-07:00</updated><title type='text'>Nomes esdrúxulos - Último Capítulo (profissão perigo)</title><content type='html'>Pra encerrar a série - e pra postar algo neste agora não lido blog, vejam o e-mail que recebi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para: XXXXXXXXXX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedido de Ajuda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, sou estudante do Curso de blablablá, e estou precisando de Dados sobre os prejuizos causados aos blablablá devido à nononononon. Preciso de ajuda para um trabalho da disciplina de empreendedorismo, venho pesquisando a algum tempo sobre o assunto e não consigo o que eu realmente preciso. Gostaria muito que vocês me enviassem alguma das informações citadas acima ou algum site que em poderia obter tais informações... Aguardo sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Magayver Dutra &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;R: Caro Magayver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quem precisa de ajuda sou eu. Na semana passada, meu carro quebrou - o mecanico me disse que o problema seria 'motor de arranque', 'ingnição' (SIC) e 'injição eletrônica' (SIC, de novo); além disso, meu computador não funciona há algum tempo, em conseqüencia de uma pane de origem desconhecida na CPU (desconfio de que esse seja o motivo da fumaça preta e fedorenta que sai dali toda vez que eu tento liga-lo); finalmente, os sistemas eletrico e hidráulico do meu apê estão em colapso.  Por favor, me ajude! Tenho certeza de que, com um grampo de cabelo, ou um clip você será capaz de resolver todos esses problemas pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ab &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-956407049028518468?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/956407049028518468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=956407049028518468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/956407049028518468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/956407049028518468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/10/nomes-esdrxulos-ltimo-captulo-profisso.html' title='Nomes esdrúxulos - Último Capítulo (profissão perigo)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5970766275766440222</id><published>2008-05-21T06:43:00.001-07:00</published><updated>2008-05-21T06:45:57.357-07:00</updated><title type='text'>Nomes esdrúxulos</title><content type='html'>Mais uma lista fornecida pelo Denão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genoveva Urupina Gonzales Silvestre&lt;br /&gt;Alan Jackson de Jesus&lt;br /&gt;Lusion Dionatan Machado (Mr. M)&lt;br /&gt;Jefferson Flor Nascente&lt;br /&gt;Jeová Arcanjo de Mello&lt;br /&gt;Inácio Carneiro&lt;br /&gt;Inácio Milhomen Bucar&lt;br /&gt;Inácio Peão de Santana (Irmão do Inácio Mano de Opala)&lt;br /&gt;Ronne Von Godinho Ayres&lt;br /&gt;Ronne Von Belau da Silva&lt;br /&gt;Maria Socorro Bem Limaverde Pereira&lt;br /&gt;Márcio de Brito Boa Morte&lt;br /&gt;Jesse James de Andrade&lt;br /&gt;Alan Kardec Guedes Matos&lt;br /&gt;Antôno Moreira Rego Dourado (Anus Dourados)&lt;br /&gt;Jerri Adriano Ferreira de Araújo&lt;br /&gt;Gil Gomes da Silva&lt;br /&gt;Macartenei Silva de Miranda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o melhor : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décio Barros Feijão ( HAHAHAHAHA!!!!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5970766275766440222?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5970766275766440222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5970766275766440222' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5970766275766440222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5970766275766440222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/05/nomes-esdrxulos.html' title='Nomes esdrúxulos'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2431309040419950168</id><published>2008-05-05T18:05:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T18:43:54.227-07:00</updated><title type='text'>El Once</title><content type='html'>Dezenove de setembro de 1993. Vinte e sete minutos do segundo tempo. O atacantes recebe a bola e avança livre, velozmente, pela direita. A bola segue ziguezagueando, serpenteando por debaixo de seus pés. De repente, impulsionada por um chute, sobe, quase na vertical. Assume, no cruzamento, uma trajetória parabólica, descrevendo, no ar, o formato de um sino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, na esquerda do campo, no ângulo reto formado pelas linhas que delimitam a pequena área, fundeado por dezenas de milhares de torcedores angustiados, o outro atacante, o camisa 11, espera, sem demonstrar qualquer inquietação, pela chegada da bola. Miúdo, ele voa no instante seguinte para encontrar, certeiro, o bólide que cruza, em trajetória oblíqua os céus do Maracanã. Braços abertos como asas, ele realiza, com a cabeça, um gesto parecido com um 'sim'. Cabeceia de baixo para cima. O goleiro, coitado, abre braços e pernas ao mesmo tempo, numa espécie de 'xis' humano. Inútil. A bola desce rápida, com força, bate no chão e sobe, fazendo chacoalhar a parte de cima da rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solitário, o atacante abre novamente os braços. Fecha os olhos e sorri. O momento é dele. À sua volta, cento e poucas mil almas levantam instantaneamente e gritam em únissono: Gol! Catarse. Entusiamos. Delírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romário ainda marcaria, naquela partida, mais um gol, consagrador e definitivo. Depois daquele jogo, contra o Uruguai, o Brasil nunca mais seria o mesmo. Venceria a Copa de 1994, bateria na trave em 1998 e venceria novamente no Japão, em 2002. Se, na Argentina Maradona é Deus, o 'El Diez', naquele dezenove de setembro de 1993, Romário, que hoje se aposenta, se tornaria nosso 'El Once'.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2431309040419950168?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2431309040419950168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2431309040419950168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2431309040419950168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2431309040419950168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/o-camisa-11.html' title='El Once'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8322751934221736980</id><published>2008-04-28T13:52:00.001-07:00</published><updated>2008-04-28T14:00:59.793-07:00</updated><title type='text'>Guerreiros da Metrópole</title><content type='html'>Texto publicado por este escriba há duas semanas no Blog O Pensador Selvagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros. Volto depois de um mês e tanto a este cada vez mais lido blog. A idéia é a de, nos dois próximos posts, publicar histórias de gente que, como eu, arrisca ou arriscou a vida se metendo, a bordo de uma bike, na guerra do trânsito de São Paulo. Gente que não dá bola para os buracos, para as buzinas, para a poluição e para a falta de interesse generalizada de governo e empresas em estimular o uso das bikes como meio de transporte numa cidade em que a frota de automóveis veículos vem aumentando na mesma proporção em que diminui a velocidade média dos carros – apenas em 2007, houve uma redução de 29 para 27 quilômetros por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente de que se trata de um problemaço, que poderá comprometer os planos de reeleição do prefeito Gilberto Kassab, a prefeitura lançou, em março, um pacote de medidas tímido, que deixou de lado grandes obras de transporte público (como a construção de novos corredores de ônibus) e soluções como o estímulo ao uso das bikes, por meio da construção de ciclovias.&lt;br /&gt;Mas, indiferentes a planos e medidas e ao trânsito que se vai se avolumando nas ruas, diminuindo ainda mais a velocidade média dos veículos, os personagens que tentarei aqui descrever, verdadeiros guerreiros da metrópole, seguem pedalando pela cidade. Gente como o administrador de redes Denis Ferreira Lourenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denis Ferreira Lourenço é um rapaz de classe média paulistano. Noivo, 29 anos, ele atua como administrador de redes numa empresa do grupo Neogrid - prestadora de serviços para companhias de telecomunicações. Mora num apartamento confortável no bairro de classe média da Barra Funda e freqüenta uma academia em Perdizes, a poucos quarteirões de casa. Denis não combina com o tipo geralmente associado às pessoas que costumam ir para o trabalho de bicicleta. Mesmo assim, quase que diariamente, percorre, a bordo de uma bike, os 11 quilômetros que separam o apartamento do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz isso desde abril de 2005, quando, cansado de primeiro, esperar pelos ônibus e, depois, se espremer dentro deles, resolveu se arriscar a ir de bike. Nunca mais parou. Nem mesmo quando a companhia transferiu sua sede da avenida Faria Lima para a Vila Olímpia, quatro quilômetros mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, desde então, em vez sua motivação só aumentou; Denis já trocou de bicicleta três vezes. Pedala, atualmente, a bordo de uma moderna Gary Fisher com freios a disco, sapatilhas especiais, velocímetro e câmbio Shimano, modelo XT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poluição e o trânsito pesado não incomodam. "Faz parte de São Paulo", diz. Incomodo, mesmo, só quando chove. Nesses dias, Denis tem de deixar a bike na garagem e, por um dia, voltar a chacoalhar nos ônibus. Também não o incomoda o fato de a empresa não demonstrar, aparentemente, interesse em estimular o meio de transporte alternativo. Todos os dias, ele é obrigado a se espremer num minúsculo banheiro para tomar banho. "Mas é o que me basta". Também tem de acomodar a sofisticada bike num canto da garagem, junto com as motos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denis conta que, nesses três anos de ruas e avenidas congestionadas, nunca sofreu um acidente. Talvez por andar equipado com luvas, capacete e luzes sinalizadoras e por seguir à risca, as leis de trânsito. "No inicio, costumava invadir as calçadas para evitar ser atingido por algum veículo. Mas, quando li as leis de trânsito a respeito das bikes, descobri que essa prática é proibida. Desde então, passei a evitar. Mas, para além da questão da legislação, há outra, a do respeito aos pedestres. Quando se pedala na calçada, há o risco de as pessoas mais idosas se assustarem com a presença do ciclista e caírem, mesmo quando não são atingidas. Quem quer respeito tem de respeitar. Quando subo na calçada, desço da bike e me transformo, também, em pedestre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nunca chegou a pôr na ponta do lápis o total que já economizou nesses anos com passagens de ônibus e gasolina. Para ele, na relação custo-benefício do uso da bicicleta o que pesa são, mesmo, a saúde e a liberdade. Afinal, trânsito e poluição são apenas trânsito e poluição. Faz parte de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8322751934221736980?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8322751934221736980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8322751934221736980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8322751934221736980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8322751934221736980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/guerreiros-da-metrpole.html' title='Guerreiros da Metrópole'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7721234036572788221</id><published>2008-04-24T13:43:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T13:48:07.818-07:00</updated><title type='text'>Por pura preguiça</title><content type='html'>Caros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem com um texto do José Luis Teixeira, do blog Escuta Zé - este, sim, ao contrário deste escriba, bom blogueiro e jornalista das antigas, daquele militantes-comunas, cachaceiros e brilhantes no trato das palavras. Para quem quiser mais, o endereço é &lt;a href="http://escutaze.blog.com/"&gt;http://escutaze.blog.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventureiros malucos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É senso comum de que há muitos malucos neste mundo. Com o passar do tempo, parece que se multiplicam. Vejam o caso desse padre paranaense, por exemplo, que no último fim de semana decidiu subir aos céus amarrado a balões de gás e desapareceu no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, deitado no sofá da minha sala, olhando para o teto, fico a imaginar o que leva essas pessoas a aventuras cujo único objetivo, ao que parece, é correr risco de vida ou, o que é pior, apenas  sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o prazer que o Carlos Tramontina - apresentador dos telejornais da Rede Globo e tido como um sujeito normal - tem ao escalar o Everest?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa dias congelado, comendo mal, sujo, precisando fazer a maior ginástica para ir ao banheiro...enfim, quase morre de tanto sofrimento para subir ao pico do morro e descer, em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sobrinho, o Zé Pupo, que pratica corrida-de-aventura. Aliás, sua equipe foi a vencedora da última delas, realizada no início deste mês no Nordeste.&lt;br /&gt;Encontrei-o recentemente, com herpes labial, fungo nos braços, arranhões pelo corpo todo, saindo de um repouso de alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova teve 88 horas, das quais, acreditem, ele dormiu apenas três. Ou seja, passou praticamente 85 horas remando, pedalando e correndo sob o fustigante sol do sertão nordestino.&lt;br /&gt;Ninguém é capaz de imaginar, entretanto, o brilho de seu olhar, a expressão de felicidade em seu rosto, a disposição de quem parecia estar pronto para correr mais 100 quilômetros sem parar.&lt;br /&gt;O que é mais curioso, é que esses doidos-varridos, muitas vezes pagam para fazer isso. No máximo, arrumam patrocínio para custear as despesas das suas loucuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invejo-os. Mal-e-mal passo três sofridos meses por ano em uma academia, "puxando-ferro".&lt;br /&gt;Sempre quis ter bíceps fortes, "tanquinho" na barriga, pernas musculosas para poder desfilar, orgulhoso, pelas areias de Copacabana. No entanto, nunca emplaco o quarto mês de musculação.Isso ocorre não apenas pela dificuldade em ficar levantando pesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha desmotivação deve-se também a uma frase ouvida de um sarcástico português, pai de um amigo, na época do colégio. Ao saber que havíamos nos matriculado para fazer halterofilismo (era assim que se chamava), Seu Constantino sabiamente observou:- Vocês gostam de levantar pesos porque pagam para isso; se recebessem, garanto que não gostariam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7721234036572788221?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7721234036572788221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7721234036572788221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7721234036572788221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7721234036572788221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/por-pura-preguia.html' title='Por pura preguiça'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8382652372418280091</id><published>2008-04-14T13:23:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T13:52:42.354-07:00</updated><title type='text'>Passou de Mil</title><content type='html'>O Sitemeter, contador de acessos a este tosco e mal lido blog, me informa, hoje, que o total de visitas desde essa geringonça foi instalada (em dezembro do ano passado) chegou a 1.111 - um, um, um, um; fosse eu um pai de santo, diria que essa seqüência tem algum significado mágico.&lt;br /&gt;Bom, na média, são oito acessos por dia. Agradeço a vocês, meus, agora, oito leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8382652372418280091?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8382652372418280091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8382652372418280091' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8382652372418280091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8382652372418280091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/passou-de-mil.html' title='Passou de Mil'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5756189148298124980</id><published>2008-04-07T06:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T10:17:21.990-07:00</updated><title type='text'>Corrida Maluca</title><content type='html'>Deu no New York Times: foi comprovado cientificamente que correr 'dá barato'. Segundo matéria publicada dia 27 de março no jornalão americano, cientistas alemães comprovaram que a corrida provoca a liberação, no cérebro, de endorfinas, uma droga natural produzida pelo organismo relacionada à sensação de bem estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer Joãozinho que realize, lá, seus 20 minutos de caminhada por dia, sabe da existência das endorfinas e dos efeitos que provoca. Atribui-se a elas efeitos anestésicos - os cientistas as classificam como opiáceos, por provocarem sensações de supressão de dor semelhantes às provocadas pelo ópio. É o que explicaria, por exemplo, o fato de um corredor suportar as dores provocadas por uma lesão durante uma prova e, mesmo assim, conseguir terminá-la. Ou a sensação de euforia relatada pela grande maioria das pessoas que conclui uma corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade é a de que não havia, até hoje, provas científicas de que, uma vez produzidas pelo organismo, as endorfinas atingissem o cérebro, provocando esse efeito. Por isso, durante mais de 30 anos, o tal barato da corrida foi somente uma hipótese não comprovada - relata o NYT. Uma vez comprovados os efeitos da endorfina, os pesquisadores poderão, a partir de agora, desenvolver novos medicamentos que estimulem a prática da atividade física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pergunto, cá com meus teclados, onde essa história irá parar. É capaz de que daqui a alguns anos lancem uma edição especial do Biotônico Fontoura, com os poderes de fazer garotinhos rechonchudos pularem do sofá e saírem por aí, doidões e cheios de energia: "Biotônico abre o apetite. E agora também aumenta a fome de exercícios do seu filho." Já imaginaram? Seria a vingança dos hiperativos e o desespero dos pais, que iriam querer seus nerdinhos de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, para além do Biotônico, é provável que o novo produto fosse comercializado nas mais diversas formas. Os departamentos de marketing dos laboratórios quebrariam a cabeça para dar, à novidade, um formato mais marcante que o de assépticas bolinhas branco-aspirina. Buscariam, isso sim, dar a elas uma cara mais marcante, como a dos comprimidinhos losangulares-azuis-do-amor, nos anos 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, testemunharíamos o surgimento de uma nova geração de tiozões endinheirados trocando o copo de chopp pelas novas pílulas. Depois da geração-Viagra, teríamos a geração dos comprimidos da corrida maluca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5756189148298124980?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5756189148298124980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5756189148298124980' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5756189148298124980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5756189148298124980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/o-barato-da-corrida.html' title='Corrida Maluca'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4940471265272666076</id><published>2008-04-01T05:19:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T05:21:21.113-07:00</updated><title type='text'>Água Mineral: aprecie com moderação</title><content type='html'>Post publicado por este escrevinhador no blog O Pensador Selvagem (&lt;a href="http://opensadorselvagem.org/"&gt;http://opensadorselvagem.org&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água: beba à vontade, porque faz bem à saúde. Quanto à garrafinha, aprecie com moderação. Essa mistura de chavões retrata, um pouco, o atual debate em torno da indústria de água mineral nos Estados Unidos e na Europa. Lá no primeiro mundo esse setor vem sendo duramente criticado por conta dos impactos ambientais do uso de copinhos plásticos e garrafinhas. Nada de novo. Aqui no Brasil, ou ao menos em São Paulo, a água em garrafinhas PET se tornou muito popular. A diferença é que, por aqui, o debate ainda não ganhou corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exterior, a polêmica é enorme. Só para vocês terem uma idéia, o New York Times publicou, dia 1 de agosto, um editorial (que reflete, portanto, a opinião do jornal) no qual critica a indústria de água. Segundo o jornalão, beber água mineral significa ignorar solenemente que a maioria das cidades dos Estados Unidos possui um sistema confiável de tratamento de água. Ou seja: podem beber água da torneira e dormir tranqüilos. Nos Estados Unidos, pelo menos. Pelas contas do New York Times, se uma pessoa consumir apenas água mineral (que, por lá, é importada da Itália, da França ou das ilhas Fiji), gastará anualmente algo em torno de US$ 1.400. Bebendo água ‘torneiral’, apenas US$ 0,49 (isso mesmo, quarenta e nove centavos de dólar). O britânico The Guardian vai pela mesma linha: diz que a água distribuída na Inglaterra é das mais puras e mais seguras do mundo. Pra comprovar a idéia, chegou a fazer um teste cego, da água ‘torneiral’ versus a mineral, made in França. O resultado: nenhuma diferença. O título da matéria refere-se a esse teste: “Insanidade ambiental: beber água mineral se a água da torneira tem o mesmo gosto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão econômica é a que menos pesa nessas circunstâncias. Afinal, se o sujeito quiser passar a vida torrando o dinheiro em água Perrier, o problema é dele. O que importa, mesmo, é o impacto ambiental – pelo menos na opinião deste escriba. Segundo o NYT, são gastos anualmente 1,5 milhão de barris de petróleo para fabricar as garrafinhas e copos de água consumidos pelos americanos - os dados são do Earth Policy Institute in Washington (Instituto de Políticas para o Planeta, em português). Essa quantidade de petróleo seria suficiente para abastecer 100 mil carros por ano. Pelos padrões americanos, aliás, já que, por lá, o consumo é de mais ou menos 7 a 8 quilômetros por litro. Na Inglaterra, a energia usada para produzir as garrafinhas seria equivalente ao consumo anual de 6 mil casas, relata o Guardian.A situação não seria tão crítica se os gringos reciclassem mais. Apenas 23% do plástico usado para fabricar os recipientes da água mineral é reciclado. Na Inglaterra o índice é ainda mais baixo, de apenas 10%. Por isso, algumas cidades, como São Francisco, na Califórnia, já proibiram, nas repartições públicas, a compra de água mineral.A questão, vista pelo lado do estilo de vida, tem que ver com a substituição dos refrigerantes e bebidas com grande quantidade de açúcar e cafeína pela água mineral. Nos últimos anos, beber água mineral se tornou sinônimo de vida saudável, da prática de esportes, etc. Nos Estados Unidos, as vendas de água já superam as de café e de leite e deverão superar as de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dilema que aparentemente começa a ganhar força é: vale à pena trocar uma melhoria da qualidade de vida por mais degradação ao meio ambiente? A matéria do NYT já fala em “prazer com culpa”.A questão é que as vendas de água em garrafa dispararam nos últimos anos. A solução, como diz o NYT, não é trocar a água pelo guaraná ou pela coca-cola, mas a garrafinha por um recipiente que dure mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4940471265272666076?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4940471265272666076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4940471265272666076' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4940471265272666076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4940471265272666076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/04/gua-mineral-aprecie-com-moderao.html' title='Água Mineral: aprecie com moderação'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7854118566903876898</id><published>2008-03-28T14:08:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T14:11:12.273-07:00</updated><title type='text'>Arborismo, finalmente</title><content type='html'>Último texto de minha participação na Haka Race.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao PC 08, o arborismo. Missão, que, dadas as precárias condições físicas de meu colega, caberá a mim. Já paramentado com o kit de escalada, olho para as pequenas fendas na parede artificial, impossíveis de se agarrar e mais impossíveis ainda de se apoiar os pés. Desanimo. “Ricardo, você vai ter de ir no meu lugar, velho. Eu não vou conseguir...” A resposta: “Você não ta vendo o jeito que eu tô? Larga de ser bundão e vai...”. Fui. Com a ajuda do instrutor, lá embaixo, passo por mais essa numa boa, atravesso uma ponte entre duas árvores e desço por uma pequena corda tirolesa. Missão cumprida. Passamos, juntos, o pórtico de entrada – ali transformado em chegada. Nos abraçamos como dois jogadores que comemoram um gol. Nada de dança para demonstrar força ou invocação aos deuses da guerra. Entre uma subida íngreme, um sol de 28 graus e o esforço pra se manter na estrada, driblando as câimbras e o cansaço, o que vale nessa dança é espantar os próprios demônios, seguir em frente e festejar a camaradagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7854118566903876898?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7854118566903876898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7854118566903876898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7854118566903876898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7854118566903876898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/03/arborismo-finalmente.html' title='Arborismo, finalmente'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4238875224107683092</id><published>2008-03-26T14:18:00.001-07:00</published><updated>2008-03-26T14:25:46.065-07:00</updated><title type='text'>Haka Race Terceira Etapa - Sol de 28 graus</title><content type='html'>Prezados dois ponto três. Seguimos com a penúltima etapa de meu calvário na Haka Race. Enquanto vocês perdem seu tempo com isso, penso em algo mais produtivo pra postar nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos a ‘perna’ mais longa de bike, que nos levaria até o PC 07 (pela planilha, apenas ‘cruzamento’), passando, antes, por uma ponte de concreto (PC 05, já na área urbana de São Roque) e pelo cemitério do Cambará (PC 06). Seguimos num comboio de três equipes. Aos poucos, o tempo chuvoso dá lugar a um sol forte e a temperatura sobe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho mais difícil, entre o cemitério e o cruzamento, é uma longa subida em estrada de terra – mais de um quilômetro, calculo – ladeada à nossa esquerda por um enorme muro de concreto. Nessa etapa, seguimos da única forma possível: empurrando morro acima nossas magrelas. Naquelas circunstâncias, aliás, o termo ‘magrela’ não poderia ser mais inadequado. Pressupõe algo leve, esbelto. Mas convenhamos: não há nesse mundo balança de precisão que me convença de que naquela ladeira enorme e debaixo de um sol de 40 graus, minha ‘magrela’ pesasse apenas 13 quilos, como já havia verificado várias vezes numa balança em casa e em lojas especializadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, diante das forças da natureza, pesava 80 quilinhos, no mínimo. E dá lhe sol! Nos arrastávamos por cinco ou seis metros e parávamos debaixo de algum arbusto pra respirar e tomar um pouco de água. Nessas horas, dizem os iniciados, a reação de todo corredor é mais ou menos a mesma: “Putaqueopariu. Meu Deus! O que eu tô fazendo aqui? Pra que isso?”, pensava. Seguimos e alcançamos o PC 07, o tal do cruzamento. Sirlene, uma velha amiga, é quem está no comando das planilhas de registro. Ela nos estimula: “Meninos, vocês tão indo muito bem! São uma das primeiras equipes a passar por aqui”. Pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiro na tabela e observo que umas 20 equipes no máximo já deixaram ali suas assinaturas. Dali até o PC 08, já de volta ao ponto de onde cinco horas antes largáramos, o pedal é tranqüilo. Cerca de um quilômetro na reta. Ricardo, maltratado por horas de câimbras, se esforça pra me acompanhar. Mas é a hora de minha vingança: “Vamos, meu, a gente tá bem na parada. Não atrasa, porra!” “Vá à merda. Você passou a prova inteira esperando por esse momento”, pestaneja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4238875224107683092?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4238875224107683092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4238875224107683092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4238875224107683092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4238875224107683092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/03/sol-de-28-graus.html' title='Haka Race Terceira Etapa - Sol de 28 graus'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2522037960825670412</id><published>2008-03-25T05:00:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T05:02:16.160-07:00</updated><title type='text'>Haka Race - Segunda etapa (Morro do Saboó)</title><content type='html'>Prezados um ponto três. Continuo, neste post, descrevendo minha 'jornada' nas corridas de aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos debaixo de uma fina garoa pelo acostamento de uma estrada de asfalto. O ritmo é excelente, o trecho, bom de pedalar. Mais alguns quilômetros e abandonamos o asfalto e iniciamos a trilha. Depois de mais ou menos 10 quilômetros, chegamos no PC 02 - Chácara do Nilson, informa a planilha. Assinamos a tabela de controle e seguimos a pé para um dos trechos mais extenuantes, a subida do morro da Saboó, com mais de 1 mil metros de altitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que o morro, antes um pequeno ponto na paisagem, vai se tornando maior à nossa frente, começamos a discutir. “Não, ele não pode ter posto o PC lá no topo. Já andamos uns nove dos 10 quilômetros de trekking que tavam previstos. O  PC deve ser na metade...” “Claro que não. Você acha que o Léo não ia pôr um desafio desses? Esquece, meu! O PC é lá no pico”. Perplexos e desanimados, identificamos minúsculos pontos vermelhos – a cor da camiseta dos participantes da prova – bem próximos do pico. Inicio a subida, procurando, sempre que possível, olhar pro chão, evitando adivinhar as escarpas que se avolumam à minha frente. No trecho mais próximo do cume, me agarro a raízes e pedras para vencer as passagens mais íngremes. Chego no topo. Fosse num passeio, ficaria ali parado por uns longos minutos apreciando aquela paisagem espetacular. Mas não há tempo. Assino a tabela do PC, espero uns minutos até a chegada de meu companheiro e iniciamos a descida. Na estrada que dá acesso novamente à chácara do Nilson - a próxima transição – ganhamos tempo, substituindo a caminhada por uma corrida em ritmo leve. Por poucos minutos, apenas; logo, Ricardo começa a sentir câimbras que o acompanhariam até o final da prova. Seguidas vezes, ele corre por uns metros e, logo em seguida, pára  pra se alongar, diminuindo, assim, os efeitos das contrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Chácara do Nilson, paramos para abastecer nossas mochilas de hidratação e caramanholas (garrafinhas). É hora de devorar uma barra de cereal e um tubo de gel energético. Ricardo, mais determinado, esquece das câimbras e se apronta na bike: “Vamos logo, caralho!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2522037960825670412?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2522037960825670412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2522037960825670412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2522037960825670412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2522037960825670412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/03/haka-race-segunda-etapa-morro-do-sabo.html' title='Haka Race - Segunda etapa (Morro do Saboó)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5708309590427799142</id><published>2008-03-20T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T08:15:06.216-07:00</updated><title type='text'>Quarenta e nove dias depois...</title><content type='html'>Caros. Aos poucos começo a entender o que se passa com cineastas, escritores, compositores e outros 'ores' que ganham a vida criando. Criar algo novo todos os dias, ininterruptamente, é foda.&lt;br /&gt;Mas voltarei a esse assunto daqui a um tempo. Por enquanto, peço desculpas pelo longo período de ausência - exatos 49 dias sem um único post! - e publico, aqui, em pílulas, um pouco do que foi minha primeira experiência em corridas de aventura. Se alguém ainda acessa este mal lido espaço, que se apresente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ritual de Iniciação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haka, segundo a Wikipedia, é uma dança dos povos Maori, descendentes dos polinésios que colonizaram a Nova Zelândia. Como uma espécie de ritual, antes de cada batalha, os guerreiros Maori praticam a 'war haka'. É uma forma de invocar o deus da guerra e demonstrar força e coragem diante do inimigo. Provavelmente por conta de tão nobres características, a haka tornou-se uma espécie de patrimônio nacional dos neozelandeses. É invariavelmente praticada antes de cada partida pela seleção nacional de rugby, os ‘All Blacks’, orgulho do País, assim com a seleção de futebol é para nós, brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas explicações todas sequer me passavam pela cabeça naquela manhã chuvosa de sábado, 1º de março, enquanto me espremia com outros 146 guerreiros, todos modernamente paramentados com calças de lycra, mochilas e capacetes diante de um pórtico alaranjado com o logotipo da Curtlo. Era a largada da Haka Race, meu, digamos assim, ritual de iniciação nas corridas de aventura. Estávamos todos ali diante do desafio de percorrer dezenas de quilômetros a pé e de bike e de descobrir, com a ajuda de uma bússola, um mapa da década de 70, e uma boa dose de sorte, oito Postos de Controle –  PCs, na linguagem das corridas de aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo, meu colega de equipe, com quem eu dividiria nas próximas horas confidências, discussões e uma infinidade de câimbras, se espremia um pouco à frente. Sua estratégia era obter, das demais equipes, alguma ajuda na ingrata tarefa de decifrar o uso de mapas, planilhas e bússolas – tarefa com a qual, diga-se, não tínhamos a menor familiaridade. De minha parte, a estratégia resumia-se a seguir, passo a passo, o pelotão composto pelo maior número de competidores. Usaria essa tática nos primeiros metros, quando seguiríamos separadamente – eu correndo e Ricardo escorregando por uma pista de esqui artificial. Depois que nos encontrássemos, no primeiro PC virtual, passaria a confiar cegamente em suas pouco confiáveis habilidades de navegador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nas corridas de rua, uma invisível, mas bem perceptível onda de tensão e excitação instala-se entre os competidores antes da largada. Uns pulam, outros batem palmas, outros pulam e batem palmas; outros, ainda, ajoelham-se e balbuciam palavras imperceptíveis. Léo, o organizador, passa, aos gritos, as últimas orientações. Em seguida, inicia a contagem: 5, 4, 3, 2 ,1...largamos! Ainda meio atordoado, sigo o pelotão que desceria a pé. Fosse numa corrida de rua e nesses primeiros metros, diminuiria o ritmo, guardando as energias pro final. Mas numa corrida de aventura, quando não se tem a menor noção de técnicas de orientação, mais importante, mesmo, é estar na cola de quem conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos juntos ao PC virtual e aguardamos a turma que viria pela pista de esqui. Meus adversários logo reconhecem seus pares no primeiro grupo vindo da pista e seguem para o segundo PC. Ricardo leva uns 20 minutos. “Marquei na estratégia. O pessoal que desceu pelo teleférico em vez da pista se deu melhor...”, grita.&lt;br /&gt; Seguimos a pé, colados num grupo de amigos – todos veteranos em corridas de aventura – pelos cerca de cinco quilômetros até o PC 01, um matagal no qual as bikes estão estacionadas à nossa espera. Aproveito a oportunidade para sorver vagarosamente um tubo de gel energético. Ricardo, mais ligado na prova, me dá o primeiro de uma série de puxões de orelha: “Porra, meu, vai logo! Transição tem de ser rápido!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5708309590427799142?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5708309590427799142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5708309590427799142' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5708309590427799142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5708309590427799142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/03/quarenta-e-nove-dias-depois.html' title='Quarenta e nove dias depois...'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-293277311162695364</id><published>2008-01-31T15:27:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T15:47:42.812-08:00</updated><title type='text'>Quotation</title><content type='html'>Me lembro de ter ouvido no filme Central do Brasil, mas pelo que entendi, originalmente é do Vinicius de Morais: A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-293277311162695364?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/293277311162695364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=293277311162695364' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/293277311162695364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/293277311162695364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/quotation_31.html' title='Quotation'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8907868542023873556</id><published>2008-01-31T12:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T12:34:05.139-08:00</updated><title type='text'>Mais nomes esdrúxulos</title><content type='html'>Por falta de inspiração, mais uma lista do Denão - com os comentários inspiradíssimos do próprio. Nem o Kibeloco faria melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edson Arantes do Nascimento Filho (É o pelézinho)&lt;br /&gt;Divino Eterno da Silva (Ademir da Guia, deve ser adversário do pelezinho)&lt;br /&gt;Manoel Messias Porto da Hora&lt;br /&gt;Mahara Dutra Gologossidis&lt;br /&gt;Gengis Khan Santos Vieira (Muito bom !!!)&lt;br /&gt;Antônio Marcos Pinto dos Santos (Clássico)&lt;br /&gt;Divino Inácio Sobrinho (Agora é Tio !!!)&lt;br /&gt;Divino Coelho (É o Coelho da Páscoa)&lt;br /&gt;Bráulio Everson Homen (Esse poderia ser colunista da Mens Health ou da Playboy)&lt;br /&gt;Bráulio Pinto (Famoso)&lt;br /&gt;Bráulio de Jesus (Esse é foda)&lt;br /&gt;Shakespeare Lopes&lt;br /&gt;Ray Charles Taylor de Almeida&lt;br /&gt;Bruce Lee Borges da Silva &lt;br /&gt;Bruceli Cora Cavaleiro&lt;br /&gt;Martin Luter King de Almeida&lt;br /&gt;Hitler Moreira (Putz !!!)&lt;br /&gt;Natalício das Neves (É o Papai Noel !!!)&lt;br /&gt;Albino Luciano das Neves (Deve ser pouco branco)&lt;br /&gt;Albino Leite de Aguiar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8907868542023873556?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8907868542023873556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8907868542023873556' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8907868542023873556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8907868542023873556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/mais-nomes-esdrxulos.html' title='Mais nomes esdrúxulos'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3836244941064606170</id><published>2008-01-25T06:38:00.001-08:00</published><updated>2008-01-26T07:33:45.258-08:00</updated><title type='text'>Efemeridades</title><content type='html'>Diante de mim, na parede atrás do computador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50 crachás, pendurados precariamente por um minúsculo prego, de eventos de todo tipo: "Congresso Nacional de Tecnologias Aeroagrícolas - Botucatu, 24 a 27 de junho de 2004"; "Fundos de Pensão Instituidores, 1º de julho de 2003"; "Fehab Anamaco 2000"; "Ciab Febraban 2005"; "Infra GTD 24-26 abril 2001"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 medalhas, igualmente mal equilibradas num preguinho: "Circuito Corpore 450 anos de São Paulo 2004" "Corrida Duque de Caxias, 29/08/2004"; "Nike 10 km, 19/11/2006"; "83ª São Silvestre"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas efemeridades que a vida vai deixando pelo caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3836244941064606170?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3836244941064606170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3836244941064606170' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3836244941064606170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3836244941064606170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/diante-de-mim-enquanto-escrevo-este.html' title='Efemeridades'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-313125297829587822</id><published>2008-01-25T03:27:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T01:43:14.576-08:00</updated><title type='text'>Curso de Férias</title><content type='html'>Dois anos e meio depois de me afastar dos bancos escolares, voltei a estudar. Quero dizer, em termos. Afinal, não se pode dizer que freqüentar durante uma semana um curso de férias seja exatamente estudar. Indepentemente de classificações, lá fui eu. A faculdade, a Escola Superior de Propaganda e Marketing, é uma das mais conhecidas do País na área. Só por isso já valeria à pena. No mais, dizem por aí que é bom frequentar cursos como esses pra aumentar a rede de relacionamento (que chamam pomposa e estupidamente de network) e oxigenar as idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme orientação de inúmeros e-mails, lá estava eu às 18h50, exatos quarenta minutos antes do início da primeira aula - e depois de uma pra, dizer o mínimo, heróica viagem de uma hora no caótico trânsito do &lt;em&gt;rush&lt;/em&gt; paulistano, debaixo de uma daquelas tempestades aparentemente programadas pra desabar pontualmente às 18h. Quem vive por aqui sabe que, considerando-se o tamanho da bagunça, uma tempestadezinha não conseguiria piorar o que já é, por natureza, uma bagunça. Pois consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, lá estava eu. O primeiro dia de aula, independentemente da escola, do tipo de curso e da idade dos alunos, é sempre parecido. Um corre-corre de gente desorientada em busca das informações mais básicas. Prá maioria, a escola é ainda um enorme labirinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro onde é a minha sala - ainda um pouco vazia - e trato de demarcar meu território, deixando a mochila, o guarda chuva e o paletó ocupando três carteiras na primeira fila, junto à parede. Feito isso, dou uma volta pelos corredores. Devoro uma barra de cereais, entre um gole e outro de água, enquanto tento decifrar pelo rosto e pela forma como se vestem meus colegas, a origem de cada um. Faço o possível pra manter um ar de quem já domina bem aquele ambiente. Pura falsidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No corrredor, próximo à sala de aula, um grupo conversa animadamente. Um rapaz de terno e gravata conta para duas ou três gatotas - todas impecáveis em seus terninhos e sapatos de bico fino - como foram suas férias numa praia qualquer de Ubatuba. As garotas interrompem, mudam de assunto, e tratam, logo, de falar de seu dia-dia na empresa (aparentemente, são todos colegas). Enfiam, em cada frase, dois ou três temos em inglês. Volto prá sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas altura, próximo do canto da sala onde acomodei meu equipamento, um rapaz e uma garota, ambos aparentemente bem jovens, riem em voz baixa. O rapaz usa jeans surrado e camiseta com estampa de um personagem de quadrinhos. No outro canto, no oposto de onde estou, duas garotas usando taileur e sapatos comportados olham pro teto. Aguardam, aparentemente entediadas e ainda sem se conhecer, o início da aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a professora, uma jovem senhora (uns 50 anos, calculo). Veste um terninho bem cortado, no qual vai fixado um minúsculo bottom da faculdade. Cabelo curto, moderno, mas sóbrio, como aparentemente convém a uma jornalista-assessora-publicitária. Logo, nos cumprimenta e abre um sorriso protocolar, sem esticar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais alguns minutos e chegam as demais colegas: a morena de rosto arredondado, jeans e camiseta que, logo que me identifica, abre um enorme sorriso - nos conhecemos de outro curso, me avisa logo (coisas da idade, me esforço pra lembrar...); a loira de óculos, jeito sério e uns óculos com aros dourados; outra loira, essa de cabelos tingidos, claríssimos e visual também despojado e uma garota baixinha, de um metro e meio de altura, mais ou menos, olhos miúdos, mas bem espertos. Cursos de jornalismo e relações públicas, principalmente, costumam ser frequentados predominantemente por garotas. Nós, homens, somos minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora trata, logo, de nos explicar, que aquilo não seria um curso formal; que nos transmitiria apenas noções gerais do assunto - coisa que, pra mim, era meio óbvia - e forma três grupos: o primeiro seria o cliente (a empresa que contrataria a assessoria de imprensa); o segundo, a assessoria de imprensa, mesmo, e o terceiro, a imprensa (digo, um jornal fictício).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grupo, formado pela conveniência da proximidade, é composto pelo rapaz e pela garota que riam baixo no início da aula. Ao contrário deste escriba que, ao longo de dez anos de trabalho, passou por três redações e duas assessorias, a experiência dos demais é nula. Um longo curso de uma semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-313125297829587822?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/313125297829587822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=313125297829587822' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/313125297829587822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/313125297829587822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/curso-de-frias.html' title='Curso de Férias'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6263221542309875663</id><published>2008-01-23T16:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T06:28:33.585-08:00</updated><title type='text'>Nomes Esdrúxulos</title><content type='html'>Denão, irmão deste escrevinhador e sujeito estrategicamente posicionado no mundo da comunicação corporativa jurídico-financeira, me enviou uma lista de nomes, pra dizer o mínimo, pouco convencionais, à qual teve acesso. Os nomes, acreditem, existem de verdade. Basta dar um passeio pelo site da Telefônica e, no catálogo de endereços, digitar algo como Elvis Presley de Sousa, ou Diego Maradona de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêem uma olhada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazeres de Santana (Hummmm....)&lt;br /&gt;Charles Beethoven dos Santos (Gênio...)&lt;br /&gt;Armando Cruz de Carvalho (Crucificando Jesus)&lt;br /&gt;Armando Bom Despacho (Pai de santo)&lt;br /&gt;Jimmy Cliffi de Mello (Reggae Night...)&lt;br /&gt;Geraldo Santos (Esse é clássico... o cara era torcedor fanático)&lt;br /&gt;Maicon Marlon Maia (O único cara que tem um trio sertanejo no nome !)&lt;br /&gt;Tim Maia Araújo da Cruz (Meu Deus! Chama o síndico!)&lt;br /&gt;Natanael Epaminondas Raposo (Born to be burocrata)&lt;br /&gt;Johnny Graysson Hay Mussi da Silva (ESSI EU AGARÂNTIO!!!!)&lt;br /&gt;Jack Johnson Venâncio&lt;br /&gt;James Dim Freitas da Silva&lt;br /&gt;Adolfo Nascimento do Rego (O nascimento do rego????)&lt;br /&gt;Washington Romário Bica da Silva (Irmão do grande Robinho Pedalada de Almeida)&lt;br /&gt;Nelson Ned Jesus dos Santos (Sem comentários)&lt;br /&gt;Joandre Pinto de Carvalho (Pinto de carvalho? Nofffffaaaa...)&lt;br /&gt;Jacinto Pena de Jesus (E eu sinto pena desse sujeito....)&lt;br /&gt;John Lenon Valadão dos Santos (Nasi Valadão, vocalista do Ira!, se orgulharia....)&lt;br /&gt;Uburatan Índio do Ceará (!!!)&lt;br /&gt;Ewerton Gustavo Leite Farinha (Dois ovos, açúcar e canela)&lt;br /&gt;Amador Generoso (E o pai desse infeliz não foi nem um pouco generoso)&lt;br /&gt;WOXINTOM Amador Ferreira (registrado pelo Escrivão Analfabeto da Silva)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6263221542309875663?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6263221542309875663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6263221542309875663' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6263221542309875663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6263221542309875663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/nomes-esdrxulos.html' title='Nomes Esdrúxulos'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2132230201837883095</id><published>2008-01-14T00:33:00.001-08:00</published><updated>2008-01-14T05:37:28.781-08:00</updated><title type='text'>Fragmentadora de papel - II (Atendendo ao anônimo)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Um anônimo leitor deste mal lido blog observa, a propósito de minha incomensurável e, nesse caso, auto-declarada ignorância, que, em filmes da Segunda Guerra já se vêem as fragmentadoras de papel. Elas não são, portanto, 'ultra modernas', como eu mencionava no post - que, aliás, já foi corrigido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pois bem, resolvi verificar. O caminho mais óbvio, a Wikipedia &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Paper_shredder"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Paper_shredder&lt;/a&gt;, informa, na área de conteúdo em inglês, que a primeira fragmentadora (em inglês, paper shredder, algo como desfiadora ou retalhadora de papel) foi patenteada em 1909, nos Estados Unidos. O projeto comercial, no entanto, nunca saiu do papel. A história é também contada no site Paper Shredders Info &lt;a href="http://www.paper-shredder-info.com/"&gt;http://www.paper-shredder-info.com/&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ela ganharam espaço, mesmo, na década de 1930, quando o alemão Adolf Ehinger desenvolveu um sistema manual, supostamente, segundo a Wikipedia, para destruir a propaganda anti nazista produzida por ele mesmo (que, se caísse nas mãos da turma de Hitler, o colocaria numa gelada - ou, melhor, num forno). O sistema foi aperfeiçoado, ganhou motor elétrico e transformou a invenção de Ehinger numa sólida companhia que existe até hoje - quem duvida entre no site &lt;a href="http://www.eba.de/"&gt;http://www.eba.de/&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1984, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos definiu que não havia nada de ilegal na busca de provas documentais para processos nos lixos, as vendas ganharam mais um empurrão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Então tá. De fato, meu caro anônimo, pode-se falar de tudo a respeito das fragmentadoras, menos que sejam ultra modernas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2132230201837883095?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2132230201837883095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2132230201837883095' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2132230201837883095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2132230201837883095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/fragmentadora-de-papel-ii-atendendo-ao.html' title='Fragmentadora de papel - II (Atendendo ao anônimo)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-32504087146526491</id><published>2008-01-13T12:18:00.000-08:00</published><updated>2008-01-14T05:37:48.847-08:00</updated><title type='text'>Fragmentadora de papel</title><content type='html'>Recebi, de um tal de Marcelo Antunes, o seguinte e-mail: "Aqui está a forma correta de eliminar os papéis que dizem respeito a você e a sua empresa. Secret Off Destruction Super Paper Small Pieces Documentos Fragmentadoras de Papel Tabajara. Sua segurança na medida certa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmentadoras de papel, pra quem não sabe, são aquelas máquinas cuja finalidade única é triturar documentos. Fisicamente falando, são super-lixeiras equipadas, na parte superior com um orifício semelhante ao dos pré-históricos aparelhos de fax, no qual se insere o papel. O documento enfiado naquele ralo da morte sai do outro lado, transformado em milhares de pedacinhos. Quinze mil seissentos e quarenta e cinco pedacinhos, me informa o anúncio - pergunto-me se o sr. Antunes se deu ao trabalho de contar, fragmento por fragmento, em quantos desses pedacinhos se transformam meus outrora super secretos documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O e-mail informa, ainda, que há dois modelos de fragmentos: bolinhas, parecidas com confete de carnaval e 'partículas', seja lá o que isso signifique - desconfio que o resultado seja algo parecido com serpentina ou, falando em linguagem gastronômica, talharim. O modelo mais possante fragmenta até 10 folhas padrão 75 gramas ou um cartão de crédito ou um CD. Alta tecnologia a serviço da destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho cá minhas dúvidas em relação às intenções do sr. Antunes ao escolher este tão mal informado e pouco política e empresarialmente influente escriba pra alardear as qualidades de tal mecanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, confesso que fragmentadoras de papel sempre me pareceram uma espécie de confissão implicita de culpa. Adquirir uma equivaleria, por exemplo, a freqüentar uma clínica especializada em melhoria do desempenho sexual. Lembro-me de que, quando estive em Brasília, nos idos de 2004, chamou-me a atenção o grande número de anúncios de dispositivos como esse e, vejam só, de serviços especializados terceirizados. "Destruímos seus documentos com total sigilo e segurança." Imagino que, na Capital Federal, a fragmentadoras sejam, para os escritórios e gabinetes, item tão básico e indispensável do mobiliário quanto a escrivaninha e a máquina de café. Desconfio, aliás, de que, nos porões do Congresso ou de alguma residência oficial, haja, neste exato momento, uma equipe de centenas de burocratas (envergados em jalecos brancos, ternos acima do tamanho e gravatas de mau gosto) trabalhando dia e noite pra tirar das pranchetas um fragmentador de caseiros detratores, secretárias mal-comidas e ministros da fazenda trapalhões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-32504087146526491?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/32504087146526491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=32504087146526491' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/32504087146526491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/32504087146526491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/fragmentadora-de-papel.html' title='Fragmentadora de papel'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4408006544967312203</id><published>2008-01-08T15:25:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T09:38:15.971-08:00</updated><title type='text'>As 20 mais</title><content type='html'>Dois ponto três leitores. Sei que as listas pululam nos blogs aí pela Internet afora. Confesso que não vejo lá muita graças nelas - na verdade, acho uma enorme perda de tempo e uma maneira de se criar assunto quando não há muito o que dizer. Mesmo assim - e mantendo a linha do post anterior -, ousarei tomar seu precioso tempo enumerando minhas 20 melhores músicas pra correr. Antes, três considerações: (1) a lista me veio de primeira. Assim certamente faltará, nela, coisa muito melhor que já conheço ou que ainda não ouvi; (2) integram a lista apenas músicas em inglês. Embora domine razoavelmente o idioma anglófono, correr é, para mim, antes de tudo, uma forma de, como dizem, despoluir a cabeça. Assim, quanto menos palavras inteligíveis, melhor; (3) procurei, na medida do possível, eliminar todos os clichês - como por exemplo The eye of the tiger, a já mencionada trilha sonora de Rock o Lutador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Bad Relligion - Punk rock song&lt;br /&gt;2) U2 - Where the streets have no name&lt;br /&gt;3) Steppenwolf - Born to be wild&lt;br /&gt;4) Dave Matthews - Two Steps&lt;br /&gt;4) U2 - When love comes to town&lt;br /&gt;6) Bad Religion - The streets of America&lt;br /&gt;7) AC/DC - Hells bells&lt;br /&gt;8) Deep Purple - Burn&lt;br /&gt;9) Gin Blossoms - Follow you down&lt;br /&gt;10) The Police - Message in a bottle&lt;br /&gt;11) Metallica - From whom the bell tolls&lt;br /&gt;12) Midnight Oil - Blue sky mine&lt;br /&gt;13) Queen - I want it all&lt;br /&gt;14) Soul Asilum - Somebody to shove&lt;br /&gt;15) The Wallflowers - We can be heroes&lt;br /&gt;16) Scorpions - Rock you like a hurricane&lt;br /&gt;17) Deep Purple - Perfect strangers&lt;br /&gt;18) Audioslave - Cochise&lt;br /&gt;19) REM - The one I love&lt;br /&gt;20) Live - Pain lies on the riverside&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceito sugestões. Só não me peçam pra tocar Raul. O maluco beleza certamente não toleraria tão saudável e mauricinha afronta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4408006544967312203?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4408006544967312203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4408006544967312203' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4408006544967312203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4408006544967312203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/dois-ponto-trs-leitores.html' title='As 20 mais'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-622598380949792713</id><published>2008-01-06T17:59:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T11:46:55.118-08:00</updated><title type='text'>São Silvestre - Parte III</title><content type='html'>Cumprido o trecho do elevado Costa e Silva, desço pelas quebradas da rua Tagipurú, alameda Olga e rua Margarida pra, finalmente, ganhar a primeira subida de verdade, o viaduto Pacaembú. Antes, porém, uma estratégica e escatológica pausa pra um xixi. Na falta de um banheiro de verdade, paro por alguns minuto num canto da calçada e me alivio num copinho de água já vazio. Mais leve, venço a inclinação do viaduto sem dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A subida da Rudge (na verdade, viaduto Orlando Murgel), como me adiantara o Edgard, é talvez, o maior desafio da prova. É mais curta, mas fica justamente no quilômetro 10. Quem superá-la terá, ainda, pela frente, um terço da prova -incluída, aí, a própria Brigadeiro. Enfim, mais pressão psicológica. Reduzo o passo à velocidade mínima. Na calçada ao lado direito, uma corredora passa mal. Entro no tedioso retão da Rio Branco. Hora de acionar o aparelhinho de MP3. Um som do &lt;em&gt;U2&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Bad&lt;/em&gt;) me ajuda a manter a concentração. Sigo num transe, acompanhando o ritmo dos demais corredores. Subitamente, volto à realidade quando sou ultrapassado por um rapaz magrelo carregando um daqueles bonecões de Olinda. Em seguida, passa por mim um senhor de uns 40 anos usando uma enorme peruca amarela encaracolada. Nariz de palhaço e umas mãos postiças de isopor, ele acena para o público. Depois da Rio Branco vêm o largo do Paissandú, o Teatro Municipal, viaduto do Chá, rua Líbero Badaró e o largo de São Francisco. Trechos protocolares. O que importa, agora, é a subida da Brigadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vem do Largo de São Francisco, a visão que se tem da Brigadeiro e de doer - as coxas, as panturrilhas, tudo. O que se vê dali é subida, até onde a vista alcança. O MP3, aparentemente entendendo meu drama, muda de faixa e seleciona, aleatóriamente, o grupo &lt;em&gt;Bad Religion&lt;/em&gt;. Uma verdadeira porrada sonora. Ganho algum ânimo pra enfrentar o calvário que vem pela frente. No início da subida, paro para pegar um copinho de água no último posto de hidratação. Que burrada! Depois de uma hora e meia realizando sem parar o mesmo movimento, as pernas não querem parar nem por decreto. Mas, depois que páram, páram de vez. Convencer as coitadas a voltar a correr, depois disso, é quase como tentar convencer um cidadão a passar férias no Iraque. Mas, aos poucos, consigo retormar o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os milhares de guerreiros que, sem forças para continuar correndo, se entregam, dignamente a uma derradeira caminhada, me sinto um alien correndo. Mas sigo. Não andar ali é questão de honra! À minha direita, me ultrapassa um senhor de uns cinquenta anos carregando, sabe-se lá por que, uma réplica enorme de um ônibus, de mais ou menos um metro de comprimento. "Meta pra 2008: não ser ultrapassado por nenhum desses tipos", prometo pra mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego, finalmente, aos dois quarteirões finais da Brigadeiro. E, pra não passar em branco tão célebre momento, o MP3 me escolhe por acaso - por acaso!!! - &lt;em&gt;The Eye Of The Tiger&lt;/em&gt;, a trilha sonora do filme &lt;em&gt;Rocky, o Lutador&lt;/em&gt;. Cruzar a linha de chegada ouvindo aquilo! Se houvesse um prêmio "Melhor clichê da São Silvestre" eu venceria. Aliás, ficaria em segundo lugar, pois certamente algum imbecil subiu ouvindo &lt;em&gt;We are the Champions&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;Queen&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na Paulista eufórico. Imagens de todos aqueles heróis cruzando a linha de chegada me vêem à cabeça. Como num daqueles filmes piegas da sessão da tarde, bato no peito, orgulhoso, e me esforço para segurar as lágrimas. Passo pela a linha de chegada, pulo a grade que separa os corredores do público e vou direto comprar uma latinha de Skol num daqueles vendedores ambulantes. Que venha 2008!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-622598380949792713?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/622598380949792713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=622598380949792713' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/622598380949792713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/622598380949792713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/so-silvestre-parte-3.html' title='São Silvestre - Parte III'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3288121633648163759</id><published>2008-01-05T15:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T04:36:42.271-08:00</updated><title type='text'>São Silvestre - Parte II</title><content type='html'>Histórias, personagens e significados me vinham à cabeça quando soou, alta e solene, a sirene anunciando o início da São Silvestre. Pessoas famosas, pessoas anônimas, 20 mil pessoas. A multidão aplaude, grita, vibra, mas não consegue dar um passo sequer. É impossível, imagino eu, pôr tanta gente em movimento exatamente ao mesmo tempo. Ficamos ali, eu e um velho amigo, o Edgard, parados por dez minutos, mais ou menos, em meio àquela multidão. "Bem vindo à São Silvestre", debocha o Edgard, um veterano das corridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, o congestionamento vai se desfazendo e começamos uma caminhada. Na mesma cadência, viramos a esquina da Paulista com a Avenida Consolação onde o trânsito começa, finalmente, a fluir. Edgard se despede, aciona suas turbinas invisíveis, e some no meio da multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avenida Consolação, com o perdão do trocadilho, deveria ser chamada de Tentação. É uma tentação pros marinheiros de primeira viagem da São Silvestre. Espaçosa - as duas pistas são liberadas para os corredores, o que facilita o fluxo - e bem pavimentada, a Consolação é uma enorme descida que se estende até a Praça Roosevelt, onde se junta com a Ipiranga. Os novatos descem a 'milhão', torrando, desta maneira, a energia que deveria ser poupada pra depois, nas intermináveis subidas da Avenida Rudge e da Brigadeiro. Seguindo o conselho de gente mais experiente, me contenho. Desço num ritmo cadenciado, de 8 quilômetros por hora, mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo pela pequena reta da Avenida Ipiranga aumentando um pouco a velocidade (pelos meus cálculos, uns 9 quilômetros por hora). Sou ultrapassado por um sujeito fantasiado de Chapolin Colorado - o cara, metido naquela fantasia ridícula, aparentemente sofre com o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uns metros na Ipiranga e contorno a caetânica esquina com a São João, que, por sua vez, leva ao elevado Costa e Silva, o Minhocão. Nas calçadas da São João, reconheço um grupo de africanos (nigerianos, provavalemente) que há tempos se hospeda nos hotéis meia-boca-do-lixo da região - e cuja forma de ganhar a vida é uma incógnita. Tento adivinhar, por um instante, se vibraram ou não com a passagem dos quenianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elevado Costa e Silva. Em meus planejamentos, o trecho do Minhocão seria uma barbada. Nos metros finais desse mastodonte de concreto horroso que o ex-governador Maluf plantou em São Paulo fica o largo Padre Péricles, onde moro. Fechado aos domingos, me serviu em diversas ocasiões de campo de treinamento prás corridas. Triste engano. Pra resumir numa palavra, a sensação é de frustração. A impressão de que, por mais que se tenha corrido, o que se cumpriu foi apenas um terço da prova é um baque psicológico. Mesmo assim, sobrevivo. No trecho mais próximo de casa, procuro adivinhar, na multidão que acompanha a corrida, algum rosto conhecido. Meu feito teria, afinal, de ser testemunhado por algum vizinho. "Caramba, nem o lerdo do zelador apareceu?" Paciência. Não há tempo pra exibicionismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3288121633648163759?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3288121633648163759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3288121633648163759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3288121633648163759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3288121633648163759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/so-silvestre-parte-ii.html' title='São Silvestre - Parte II'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3763833739715088906</id><published>2008-01-04T03:51:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T05:13:31.518-08:00</updated><title type='text'>São Silvestre - Parte I</title><content type='html'>Noite mal dormida. Dor de barriga. Saquinho de supermercado para acondicionar, com segurança, contra a chuva, o celular, umas notas de R$ 10 e um inevitável naco de papel higiênico. Lista detalhada de músicas para lotar a memória do aparelhinho de MP3: U2, Bad Religion, Dave Matthews. Ah, e um boa desculpa para, quem sabe, pular fora na última hora. Inseguranças e preparativos que precederam minha primeira participação na São Silvestre. Nos próximos posts, dois ponto um leitores, tentarei descrever essa experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A São Silvestre é certamente a prova mais famosa e, possivelmente, a mais antiga do País. Tem 83 anos. É a corrida a que todo mundo assiste, mesmo sem entender lhufas de atletismo. Uma efeméride do Reveillon, assim como o peru, a champanha e a contagem regressiva prá virada do relógio - venha ela de que relógio vier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, também, por excelência, a personificação e a catalisação de todos os desejos de ordem físico-desportiva para o ano que se inicia. Na festa de família, diante da TV sintonizada na São Silvestre, fumantes declaram solenemente, diante dos olhares incrédulos, que abandonarão o vício e passarão a praticar esportes. Afinal, ainda falta um ano prá próxima São Silvestre. Meio a contragosto, primos rechonchudos também se comprometem a refrear ímpetos destruidores. Assalto à geladeira nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas primeiras memórias da São Silvestre remetem a longínquos reveillons na casa de tia Terezinha. Magrinha e minúscula, traços bem definidos no rosto miúdo, tia Terezinha era, pra mim, sósia da corrredora portuguesa Rosa Mota. Diante de sua TV, assistíamos à Rosa Mota cruzar - invariavelmente em primeiro lugar - a linha de chegada, enquanto os fogos do ano novo já pipocavam nos céus da avenida Paulista. Naquele tempo, a São Silvestre terminava à meia noite. A subida derradeira era na avenida Consolação. E a tia Terezinha era a Rosa Mota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, vieram João da Mata, Rolando Vera, Paul Tergat, Marilson da Costa. Heróis desconhecidos do grande público em seus 15 quilômetros de fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, logo, tem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3763833739715088906?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3763833739715088906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3763833739715088906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3763833739715088906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3763833739715088906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/so-silvestre-parte-i.html' title='São Silvestre - Parte I'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-1605599762414566508</id><published>2008-01-02T15:19:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T16:01:08.772-08:00</updated><title type='text'>Quote</title><content type='html'>Tu te torna eternamente responsável por aquilo que cativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saint Exupéry, autor de O Pequeno Principe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-1605599762414566508?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/1605599762414566508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=1605599762414566508' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1605599762414566508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1605599762414566508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2008/01/quotation.html' title='Quote'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4032477710814003985</id><published>2007-12-24T14:08:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T14:43:32.945-08:00</updated><title type='text'>No fim dá certo - Post de Natal, copiado descaradamente de Fernando Sabino</title><content type='html'>Três ponto um leitores deste mal-lido blog. Por falta de um lapso criativo que me inspirasse a escrever um texto alegre e bonitinho em homenagem ao natal, transcrevo aqui a crônica No Fim da Certo, do mestre Fernando Sabino. Afinal, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim. Mesmo que o ano tenha chegado ao fim. &lt;em&gt;Hope you enjoy.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que já não se fala no malfadado livro A Lei de Murphy e Outros Motivos Por Que Tudo Dá Errado. É uma lei segundo a qual, por exemplo, seja qual for a fila em que você estiver, a outra andará mais rápido; todo arame cortado no tamanho indicado será curto demais; toda entrega de mercadoria que normalmente levaria um dia, levará cinco quando dependemos dela; todo telefonema importante vem no momento exato em (ou, pior, um minuto depois) que o interessado se sentou no vaso sanitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esse exemplo escatológico da incidência da famigerada lei, no entanto, o telefone sem fio, podendo ser levado para o banheiro, representou uma forma segura de neutralizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, poderia mencionar outras instâncias em que prevalece a Lei de Murphy, nos inconvenientes que somos forçados a enfrentar ao longo do dia - e principalmente da noite. Houve uma época em que eu acreditava seriamente haver o demônio designado um de seus menos categorizados capetas do inferno, verdadeiro fichina das maquinações diabólicas, para ficar aqui pela terra, mesmo incumbido da mesquinha missão de nos infernizar a vida em pequenos acidentes cotidianos: seria ele o inventor do famoso ferrinho de dentista. É quem nos faz pisar no cocô de cachorro, ser atingido por um perdigoto e ter de continuar a conversa como se nada houvesse acontecido, responder a um cumprimento dirigido a alguém atrás de nós, dar aquele ridículo pulinho no meio da rua ao ouvir uma buzinada nas costas, ou aquela patada no chão ao fim da escada pensando ainda haver um degrau, encontrar um fio de cabelo na sopa em jantar de cerimônia, despencar de cabeça no abismo das gafes imperdoáveis, enfim, expor-nos diariamente aos pequeninos tormentos diabólicos. Mas resolvi mandar o diabo ao diabo e desmoralizar seus enredos infernais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora volta ele, encarnado nesse Murphy e sua lei abominável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois me disponho a enfrentá-lo, lançando os fundamentos da Lei Anti Murphy, cujos corolários serão por mim oportunamente enunciados. Por ora me limito a colher inspiração em fonte mais judiciosa, qual seja a que emanava da sabedoria de meu pai, cujos oito baixos sempre respeitei. São os princípios otimistas da Lei de Seu Domingos que não me canso de enaltecer (como dizia meu pai, A Volta Por Cima), e que aqui enumero, devidamente resumidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) As coisas são como são, e não como deveriam ser - e muito menos como gostaríamos que elas fossem.&lt;br /&gt;2) O que não tem solução solucionado está - não adianta gastar boa vela com mau defunto.&lt;br /&gt;3) Se quiser que alguma coisa mude, e não puder fazer nada, espere, que ela mudará por si.&lt;br /&gt;4) Toda mudança é pra melhor: se mudou é porque não deu certo.&lt;br /&gt;5) Mais vale passar por um apertinho agora do que por um apertão o resto da vida.&lt;br /&gt;6) Antes de entrar, veja por onde vai sair.&lt;br /&gt;7) Faça somente o que gosta. Para isso, passe a gostar do que faz.&lt;br /&gt;8) Trate os outros como gostaria de ser tratado.&lt;br /&gt;9) Não se deve aumentar a aflição dos aflitos.&lt;br /&gt;10) A única forma de resolver um problema nosso é resolver primeiro o do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois últimos princípios decorrem daquela sábia observação de Carlos Drummond, no filme que fiz sobre ele, e que até parece inspirada por meu pai: não exigir das pessoas mais do que elas podem dar. Eu acrescentaria o que resolvi assumir a partir de hoje: todo mundo tem seu lado bom, ainda que pequenino; descobrir o de cada um com quem temos de conviver, e não sair dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Domingos jamais se dexaria levar por esse Murphysmo nefando que se tenta impor em nossos dias. Sem saber, enunciava a fórmula capaz de exterminá-lo, quando dizia, de maneira categórica, ensinando-me a ter paciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, tudo nesse mundo no fim da certo. Se não deu, é porque ainda não chegou ao fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4032477710814003985?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4032477710814003985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4032477710814003985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4032477710814003985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4032477710814003985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/12/o-que-no-tem-remdio-copiado.html' title='No fim dá certo - Post de Natal, copiado descaradamente de Fernando Sabino'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2010884190908111685</id><published>2007-12-10T05:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T09:32:33.853-08:00</updated><title type='text'>Fogos do tempo</title><content type='html'>Dona Marinez acordou sobressaltada, o coração palpitando sob o pijama branco de flanela. Ainda sonolenta, levou algum tempo para cair em si e entender que as seguidas explosões lá fora eram, não um tiroteio, mas os fogos do baile do Havaí, no clube da cidade, duas quadras adiante. Abriu a janela e ficou alí, os olhos passeando por entre as coloridas formas geométricas que se formavam, aqui e alí, nos céus da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e poucos anos haviam se passado desde que ela, ainda adolescente, entrara, pela primeira vez, naquela festa. Naqueles anos, em que televisão era coisa rara nas casas da cidade e em que TV em cores era um luxo a que só o seu Barbosa, da então movimentada rua Alberto de Barros podia se dar; em que geladeira era da marca Prosdócimo e o mundo era dividido entre a Arena e o MDB, a Jovem Guarda e a MPB, os engajados e os alienados – o Baile do Havaí era uma efeméride. Um acontecimento, como a própria ‘inauguração’ da TV em cores de seu Barbosa, alguns anos antes, na Copa de 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante que era, o Baile do Havai não comportava distinções entre ‘tribos’ - palavra, aliás, que, naquele tempo, era usada só mesmo pra se referir às etnias indígenas. Alienados e engajados, ou, nos termos de hoje, mauricinhos e alternativos, marcavam presença ali, todos juntos. Bebiam soda e cuba libre, submetiam-se, logo na portaria do clube, ao ritual de pendurar no pescoço os famigerados colares de flores e voltavam pra casa cedo, não sem antes namorar no portão ou nos apertados fusquinhas, o carro popular da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Marinez se lembrou, de repente, de quando o filho Adhemar, o mais velho, foi pela primeira vez ao baile. O ano era mil novecentos e oitenta e alguma coisa. Naquela noite, o baile foi interrompido pra que o vocalista do grupo que se apresentava anunciasse em primeira mão que Ayrton Senna acabara de conquistar o título mundial de Fórmula 1. O Adhemar, tão feliz que ficou, tomou algumas cervejas além da conta (tomar porre de Cuba Libre, a essas alturas, já era visto como excentricidade) e pulou na piscina do clube com roupa e tudo, os óculos dançando dois metros abaixo da superfície, como náufragos afogados naquela noite de delírio. Os anos passariam e Ayrton Senna conquistaria, ainda, mais dois títulos. Morreria em 1994, numa manhã chuvosa de domingo, enquanto o Adhemar quebrava a cabeça no vestibular prá faculdade de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adalberto, o filho mais novo. Esse nem dera trabalho, lembrou dona Marinez. Foi ao baile do Havaí pela primeira vez aos 16 anos, já de mãos dadas com a Michelle, a namoradinha com quem se casaria oito anos depois. Não que não tivesse tirado, de dona Marinez, algumas boas noites de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andréa, a filha do meio, sempre se recusou a pôr os pés naquela festa. Baile do Havaí, sempre fora, para ela, uma festa da burguesia. Àquela altura, no final dos anos 1980, o termo 'tribo' já tinha a conotação que tem hoje, sendo usado pra denominar os diversos gostos estéticos, musicais, etílicos, etc. dos adolescentes. E as tribos já não se misturavam como na primeira vez que dona Marinez foi ao Baile do Havaí. Para Andréa, o baile era, mesmo, um motivo a mais pra encontrar os amigos e pôr a conversa em dia, entre uma garrafa e outra de vinho, em algum canto bem longe do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Marinez se perdeu naquelas lembranças todas enquanto assistia à queima de fogos. Entre a primeira noite em que enroscara no pescoço o famigerado colar de flores e aquele momento, foram trinta e poucos anos e um sem número de alegrias, expectativas, tensões e significados. Naquela noite, no entanto, os fogos eram apenas fogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto dedicado a d. Eunice)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2010884190908111685?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2010884190908111685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2010884190908111685' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2010884190908111685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2010884190908111685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/12/dona-marinez-acordou-sobressaltada-o.html' title='Fogos do tempo'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5350355833108358822</id><published>2007-12-09T09:05:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T03:40:12.968-08:00</updated><title type='text'>A bikes do Oregon</title><content type='html'>Texto publicado no site O Pensador Selvagem, do qual me tornei, recentemente, colaborador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver interesse passe lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://opensadorselvagem.org/pt/estilo-de-vida/bicicletas-na-cidade/cultura-e-business-em-duas-rodas.html"&gt;http://opensadorselvagem.org/pt/estilo-de-vida/bicicletas-na-cidade/cultura-e-business-em-duas-rodas.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois ponto três novos leitores do blog O Pensador Selvagem. O conselho editorial (?) deste nobre espaço me convidou pra fazer parte de seu seleto time de escrevinhadores oficiais. Fui, como dizem na linguagem corporativa, 'brifado' pra tratar do tema "Bicicleta como meio de transporte". Pensei, pensei e resolvi aceitar. Confesso que tenho cá minhas dúvidas em relação à amplitude desse assunto. O uso da bicicleta como meio de transporte ainda é, na maior parte dos países, mais uma boa idéia do que uma medida prática, infelizmente. Por isso, aviso, desde já, que haverá, ao longo do período em que aqui estiver exercendo meu direito de dar pitacos, alguns desvios do tema central. Desvios, asseguro, para subtemas correlatos. E, pra não perder tempo demais com apresentações, posso dizer a meu respeito que escrevo com alguma freqüência num blog chamado Under Construction - &lt;a href="http://doutroladodatela.blogspot.com/"&gt;http://doutroladodatela.blogspot.com/&lt;/a&gt;. Quem quiser me conhecer um pouco mais dê uma passada por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como trabalho neste post numa ensolarada e otimista manhã de domingo, começarei por uma historinha bacana. A cidade é Portland, capital do Estado do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos. Considerada média pros padrões brasileiros (500 mil habitantes, mais ou menos), Portland é conhecida, nos 'isteitis' como a capital das bikes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade contabiliza, segundo o jornal New York Times, 32 quilômetros de ciclovias - São Paulo, vejam só, possui mais ou menos 11 milhões de habitantes, 22 vezes mais, e apenas 23 quilômetros. Possui, ainda, o maior porcentual de trabalhadores que utilizam a bicicleta para ir e voltar do trabalho, 3,5%. A, digamos, cultura ciclistica da capital do Oregon, se manifesta não apenas em números, mas também no dia-dia da cidade. Estacionamentos pra biciletas são comuns nas empresas da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soa, para este escriba, bastante estranho que os Estados Unidos, logo eles, que inventaram a cultura do "cada um no seu carro" (que o mundo inteiro adotou, ressalte-se), que criaram a Ford e a GM, que batizaram Detroit como a capital do automóvel, abrigassem uma cidade como Portland, em que esse tão não-poluente meio de transporte tenha conquistado espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo, ao que me parece, é o fato de que, como em todas as áreas, os americanos transformaram as bikes num baita dum &lt;em&gt;business&lt;/em&gt;. A cidade possui nada menos que 125 pequenas empresas que, de uma forma ou de outra, se beneficiam do negócio das biciletas, seja fabricando quadros, capacetes ou mesmo equipamento pra transporte das magrelas. O número de trabalhadores empregados nesse setor aumentou de cerca de 200 há uma década para mais ou menos 800 atualmente, informa uma consultoria especializada, a Alta Planning and Design.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próprias autoridades da cidade já reconhecem o tremendo negócio em que as bikes se transformaram. "Nosso objetivo é tornar a cidade tão sustentável quanto possível. Isso significa sustentável socialmente, ambientalmente e economicamente. Não há retorno melhor para o investimento em transporte do que aquele destinado à promoção do uso das bicicletas", afirma o secretário municipal de transportes da cidade, Sam Adams. Na mesa do secretário, há um projeto para se ampliar a atual rede de ciclovias dos 32 quilômetros já mencionados para nada menos que 177 quilômetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os americanos, a questão, seja ela de que natureza for, só desperta interesse quando envolve uma boa oportunidade de negócios. E é assim, apostando nas bikes como business, que transformaram Portland numa cidade viável pros ciclistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bikeportland.org/"&gt;http://bikeportland.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, logo, tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DV, jornalista, interiorano radicado em SP e tricolor até morrer, escreve sobre o que vem na cabeça em seu blog - Under Construction (&lt;a href="http://doutroladodatela.blogspot.com/"&gt;http://doutroladodatela.blogspot.com/&lt;/a&gt;). No Pensador Selvagem, só sobre bikes e meio de transporte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5350355833108358822?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5350355833108358822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5350355833108358822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5350355833108358822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5350355833108358822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/12/bikes-do-oregon.html' title='A bikes do Oregon'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2004589500969760189</id><published>2007-12-09T08:30:00.000-08:00</published><updated>2007-12-10T06:01:58.368-08:00</updated><title type='text'>Samba, suor e autenticidade</title><content type='html'>Meus dois ponto três leitores. Os poucos de vocês que me conhecem sabem que, em termos de música, não sou lá dado a muitas concessões. Como a maioria dos adolescentes da minha geração - e de outras tantas -, passei por uma fase de paixão pelo rock'n roll e, feliz ou infelizmente, lá fiquei. Meu gosto musical, claro, evoluiu um pouco desde então, mas não foi muito além de algumas curtas incursões pelo jazz, o samba e a MPB - curtas, bem curtas. Pra não alongar demais a história, meu espectro não vai muito além de Beatles, U2, algumas bandas pop (não muito pop, tenho ojeriza de movimentos mais moderninhos, como o tal do Indie), João Bosco e Paulinho da Viola. Fato é que, goste ou não de samba, todo morador da 'capitar' que tenha um mínimo de interesse pelo que se pode chamar de cultura brasileira deveria, um dia, dar uma passada por um botecão chamado Você Vai Se Quiser, na Praça Roosevelt, centrão de Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente dos charmosos, mas assépticos botecos da Vila Madalena, o Você Vai Se Quiser respira samba, suor e autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar ali não é pra qualquer um; o cidadão tem de ser iniciado pra encontrar esse gueto (literalmente) do samba. Fica no final de uma ruazinha estreita e sem saída, travessa da zoneada Rua Augusta. Os que ousarem entrar ali, numa tarde de sábado - quando são realizadas as rodas - não reconhecerão, de cara, que estão no caminho certo. É preciso andar uns 200 metros na ruela, em meio a mendigos e prédios em estado terminal de conservação pra chegar à casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aventureiro que tenha conseguido chegar ao "Você Vai.." encontrará, alí, uma decoração das mais simples: piso de cimento queimado, iluminação clara, nem um pouco aconchegante, forro em gesso com desenhos geométricos, de extremo mau gosto e banheiros que nos horários de pico (por volta das 20h, quando a casa costuma receber sua lotação máxima, de 300 pessoas) se transformam em mórbidas sucursais do Rio Tietê - o mictório masculino é, na verdade, uma floreira em concreto. Nas paredes, há dezenas de fotos, quase todas em preto e branco, dos para os leigos, desconhecidos sambistas que por ali passam todo final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas características de simplicidade na decoração e no acabamento, direferentemente do que se poderia imaginar, dão ao "Você Vai...", um charme dificil de se copiar nos barzinhos da moda. Mas, à parte as discussões estético-arquitetônicas, o que chama mesmo a atenção são os já mencionados desconhecidos para os leigos sambistas que passam pela casa nas tardes de sábado. Mesmo aqueles que têm, no pé e no DNA, tanto samba quanto um turista dinamarquês - caso deste escriba - podem, ali, ter contato com o que, acredito, seja o verdadeiro samba de raiz, sem cordão de ouro no pescoço, sem gel nos cabelos e sem teclado nos arranjos. Passeiam ali, sozinhos, pelos sucessos de Cartola, Jamelão, Adoniran e outros tantos não-sei-quens do samba paulistano, o tamborim, o cavaquinho e o violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente, pra usar um clichê dos mais batidos, é democratico. Misturam-se patricinhas bem arrumadas, de saltos altíssimos e brincos enormes, garotões que, imagino, freqüentem cursos caros da FAAP, tiozinhos de cinqüenta, sessenta anos (encostados, no balcão, entre um copo americano e outro de cerveja - geladíssima, por sinal), manos equipados com óculos escuros espelhados, tatuagens enormes e tênis Nike do último modelo e divas do samba - negonas acima do peso e em roupas coloridíssimas, combinando com o batom vermelho nas bocas enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por estranha que seja, essa mistura cultural funciona muito bem. Diferenças à parte, o importante é celebrar o samba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2004589500969760189?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2004589500969760189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2004589500969760189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2004589500969760189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2004589500969760189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/12/samba-suor-e-autenticidade.html' title='Samba, suor e autenticidade'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7418756252256174249</id><published>2007-12-02T14:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T14:07:48.647-08:00</updated><title type='text'>Vaso ruim quebra, sim</title><content type='html'>Que pena, me enganei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7418756252256174249?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7418756252256174249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7418756252256174249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7418756252256174249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7418756252256174249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/12/vaso-ruim-quebra-sim.html' title='Vaso ruim quebra, sim'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-1480248299706691553</id><published>2007-11-30T14:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T05:29:41.334-08:00</updated><title type='text'>Vaso ruim não quebra</title><content type='html'>Meus dois ponto três leitores. Se alguém tem dúvida em relação ao futuro do Curintias, lhes digo: o timinho da Marginal não cai. Não porque não mereça, mas porque o Goiás, esse sim, tem demonstrado uma gana muito maior de conquistar sua vaguinha lá, na segundona. Longe deste escriba querer dar pitacos mais que intuitivos em relação ao esporte bretão - se é isso que vocês, dois ponto um leitores, querem, consultem o site dos colegas Cesarotti &lt;a href="http://amalgama2.blogspot.com/"&gt;http://amalgama2.blogspot.com/&lt;/a&gt; e Luizão http://mesadecalcada.blogspot.com, ambos bem fundamentados e consistentes no assunto. O site deles é de análise. O meu, apenas de palpites. O que me parece, entretanto, é que o Curintias não é, mesmo, pior que Goiás e Paraná. Talvez por isso tenham pipocado nos últimos dias entre os coleguinhas jornalistas funerais antecipados da gambazada. No fundo, no fundo, ninguém acredita, mesmo, que o Curintias seja rebaixado domingo. Por isso, todo mundo quer tirar sua casquinha enquanto é tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-1480248299706691553?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/1480248299706691553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=1480248299706691553' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1480248299706691553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1480248299706691553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/vazo-ruim-no-quebra.html' title='Vaso ruim não quebra'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-435876262996912663</id><published>2007-11-30T12:04:00.000-08:00</published><updated>2007-11-30T12:25:15.892-08:00</updated><title type='text'>Rest Test III</title><content type='html'>Dando seqüência à série de avaliação dos banheiros dos hotéis mais chichérrimos de SP, testei as dependências do &lt;strong&gt;Grand Hyatt&lt;/strong&gt;, bem de frente prá fedorenta Marginal Pinheiros, em Sampa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Bti_9UT4I/AAAAAAAAAFM/B0lVcjA8JEs/s1600-R/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138727622881333122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 32px; CURSOR: hand; HEIGHT: 27px" height="27" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Bti_9UT4I/AAAAAAAAAFM/BsSIMKYfhLM/s200/Vaso+Bom.jpg" width="28" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Btuv9UT6I/AAAAAAAAAFc/D-mXXdnHtgQ/s1600-R/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138727824744796066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 26px; CURSOR: hand; HEIGHT: 29px" height="30" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Btuv9UT6I/AAAAAAAAAFc/IYpDN3MTkjE/s200/Vaso+Bom.jpg" width="25" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Btnv9UT5I/AAAAAAAAAFU/vjRFugoYfms/s1600-R/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138727704485711762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 26px; CURSOR: hand; HEIGHT: 29px" height="33" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Btnv9UT5I/AAAAAAAAAFU/yqoutXqmGqc/s200/Vaso+Bom.jpg" width="28" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outro banheiro abaixo das expectativas prá um hotel de altíssimo padrão, por isso, não recebeu mais que três privadinhas. O visual, no geral, não deixa a desejar. Piso de granito bem limpo, um espelho enorme na parede principal e um cheiro de citronela - além, claro, dos quadros abstratos, outro item, pelo que tenho visto, obrigatório na decoração, digamos, banheirística. Às cabines: ponto positivo pro papel higiênico, o único papel higiênico de verdade, de rolo, mesmo, que encontrei nesta cruzada sanitária. Ah, frescura máxima, as pontas dos papéis higiênicos estão sempre dobradas, imagino, pra passar a impressão de cuidado. Já a vedação, item sobre o qual este escriba discorreu no post anterior, deixa muito a desejar. Embora as cabines sejam fechadas, como no caso do Renaissance, há aquele enorme e tradicional vão - nesse caso, de uns trinta centímetros, mais ou menos - entre o piso e a porta. O suficiente pra um sacana de plantão dar aquela clássica espiada pela qual se tenta adivinhar, pelo modelo dos sapatos, o usuário da cabine. Ganchos na porta pra pendurar o paletó, há apenas um e, mais uma vez, repetindo os dois casos anteriores, falta uma prateleira pra mochilas e pastas. O Hyatt chegou, se não me engano, a ser um dos cotados para receber o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush no início do ano. Na mesma época, recebeu o presidente da Alemanha, Horst Köhler. Líderes mundiais respeitados e exigentes que são, é provável que Bush e Köhler não tenham, mesmo, utilizado os banheiros do Hyatt.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-435876262996912663?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/435876262996912663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=435876262996912663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/435876262996912663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/435876262996912663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/rest-test-iii.html' title='Rest Test III'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R1Bti_9UT4I/AAAAAAAAAFM/BsSIMKYfhLM/s72-c/Vaso+Bom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7572800920882506985</id><published>2007-11-29T03:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T06:24:07.107-08:00</updated><title type='text'>Rest Test II</title><content type='html'>Post iniciado na semana passada, de teste de banheiros de hotéis - área comun, repito; quartos, aos quais, evidentemente, este escriba não teve acesso, não foram avaliados. Ah, e, claro, foram banheiros masculinos, apenas. Aos resultados: &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06v80qLprI/AAAAAAAAAFE/_oFNWQtWZKo/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138237684338894514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 29px; CURSOR: hand; HEIGHT: 27px" height="25" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06v80qLprI/AAAAAAAAAFE/_oFNWQtWZKo/s200/Vaso+Bom.jpg" width="29" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06v00qLpqI/AAAAAAAAAE8/WDpsbXEXrcc/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138237546899941026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 24px; CURSOR: hand; HEIGHT: 28px" height="27" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06v00qLpqI/AAAAAAAAAE8/WDpsbXEXrcc/s200/Vaso+Bom.jpg" width="27" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06vpkqLpoI/AAAAAAAAAEs/wYsvRJ_d4rE/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138237353626412674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 28px; CURSOR: hand; HEIGHT: 28px" height="22" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06vpkqLpoI/AAAAAAAAAEs/wYsvRJ_d4rE/s200/Vaso+Bom.jpg" width="29" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06vvEqLppI/AAAAAAAAAE0/f-gljyH2kNQ/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138237448115693202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 26px; CURSOR: hand; HEIGHT: 27px" height="28" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06vvEqLppI/AAAAAAAAAE0/f-gljyH2kNQ/s200/Vaso+Bom.jpg" width="27" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Renaissance (Alameda Santos)&lt;/strong&gt; - Bom! Em quase todos os itens avaliados, obteve boa avaliação. A começar pela decoração, simples, mas de bom gosto. Compõem o visual alguns quadros abstratos e uma mesinha escura sobre a qual fica um vaso de orquídea, discreta e de bom gosto, como indicam as boas regras da decoração sanitária. É incrível, aliás, como as orquídeas são peça quase obrigatória na decoração dos banheiros de hotel. A cabine de evacuação, a parte que interessa, embora não receba a nota máxima (explicarei o porquê adiante) no geral é muito confortável. Bem vedada, impede que aromas e ruídos escapem para o ambiente externo, o que, como já foi dito em outro post, deporia contra a reputação do nobre cavalheiro. Já imaginaram se, por exemplo, um ministro - ou, pior, o próprio presidente Lula! - durante um evento tenha de ir a uma dessas cabines pra, digamos, se aliviar de uma indisposição intestinal-ministerial-presidencial? A caganeira do presidente vira assunto de boteco! Vedação de banheiro de hotel é, enfim, questão de segurança nacional e, como tal, deve ser tratada. E nesse quesito o Renaissance é nota dez, merece cinco privadinhas. Os ganchos instalados na parte de trás da porta também são de boa qualidade - dá pra pendurar dois paletós -, assim como os pisos e revestimentos das paredes, numa espécie de mármore escuro, com rejuntes bem alinhados. A dita cabine poderia receber nota máxima, não fossem dois detalhes: (1) o tamanho do papel higiênico - folhas de dez por quinze centímetros, uma dimensão, assim como no do Mofarrej, insuficiente pra manobras higienizadoras mais arriscadas; (2) a falta de uma prateleira pra acomodar pastas, mochilas, etc. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;No geral, as cabines do hotelão da Alameda Santos são como um bom veículo sedã prêmium - poderia ser, por exemplo, um New Civic, um Vectra ou um Nissan Sentra, com câmbio automático, computador de bordo e uma série de outros ítens obrigatórios num carro de alto padrão. O slogan de um veículo dessa categoria, o Ford Fusion, serviria, aliás, pra definir os banheiros do Renaissance "Quem senta nesse trono fez por merecer". Não é, no entanto, o que se pode chamar de o melhor da categoria. Logo, logo, tem mais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7572800920882506985?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7572800920882506985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7572800920882506985' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7572800920882506985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7572800920882506985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/rest-test-ii.html' title='Rest Test II'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R06v80qLprI/AAAAAAAAAFE/_oFNWQtWZKo/s72-c/Vaso+Bom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-5193959769492738771</id><published>2007-11-28T01:20:00.000-08:00</published><updated>2007-11-28T05:20:59.006-08:00</updated><title type='text'>Coisas que eu odeio</title><content type='html'>Pequena relação de situações que tornam meu dia-dia um pouco mais &lt;em&gt;disgusting&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Freada de elevador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Leva de três a cinco segundos, cronometrados no relógio, dependendo, evidentemente, do modelo e da idade do equipamento em questão (sim, fiz questão de verificar) . Freada de elevador é, em poucas palavras, uma das sensações mais desagradáveis para portadores de síndrome pré-claustrofóbica, como este escrevinhador. Naquele tempinho quase imperceptível para os não iniciados nesse tão providencial meio de transporte, a sensação é a de pane geral, imediata e definitiva. Pior se, junto com você, compartilhando aquele espaço minúsculo, estiver, por exemplo, um chefe ou vizinho com o qual você não guarde grande afinidade. A convivência nos elevadores, por mais curta que seja, tem lá suas regras. Exige, em geral, que se olhe para baixo, num silêncio de funeral ou quando muito, que se atenha a assuntos banais, como a previsão do tempo, as condições do trânsito ou o último jogo do timão. Os prédios mais modernos, por sinal, são equipados com tecnologia de ponta a serviço dessas regras de boa conduta. Os elevadores, nesses edifícios &lt;em&gt;high tech&lt;/em&gt;, possuem monitores de TV de última geração nos quais são veiculadas as notícias do momento - a respeito da previsão do tempo, das condições do trânsito e do último jogo do timão. De qualquer forma, mesmo para aqueles que não têm qualquer problema claustrofóbico, a perspectiva de um, digamos, apagão elevadorístico põe a perder todas essas regras, mudando completamente o panorama da partida. Sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Informações sobre as condições do Trânsito &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um serviço como esses deveria ser chamado de irritabilidade pública. O que me importa saber que a intransitável Marginal do Tietê está tão congestionada quanto a ultra-intransitável Radial Leste? As emissoras de rádio gastam, todos os dias, uma enorme quantidade de energia, dinheiro e combustível escalando repórteres, alugando helicópteros e tudo o mais apenas para lembrar aos pobres dos motoristas que não fará a menor diferença ir pro trabalho pela rua A ou pela avenida B, pois ambas estarão igualmente e inevitavelmente congestionadas. Num post anterior, comentei que, segundo o próprio prefeito Gilberto Kassab, há um déficit de 110 quilômetros de vias em São Paulo. Ou seja, ruas de menos prá carros demais. Comentei, também, que a solução seria estimular outros meios de transporte, mas esse não é o tema em questão. Voltando ao assunto: informações sobre condições de transito só servem, mesmo, pra lembrar que o trânsito da capital não tem mais solução. Melhor parar tudo e começar do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Paulistano em cidadezinha do Interior &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meus zero vírgula três leitores paulistanos, me perdoem. Mas confesso que, como interiorano radicado nesta paulicéia que sou, nunca entendi lá muito bem por que raios os colegas aqui nascidos e criados têm a péssima mania de sair por aí exigindo, quando em terras menos urbanizadas, o mesmo padrão de atendimento da 'capitar'. Não, não quero aqui assumir o papel de defensor do descaso aos nobres direitos do consumidor. Também não sou fã de demora nos restaurantes, de cheiro de mofo em quartos de hotel ou de bife sangrando no lugar daquele filé ao ponto que o cidadão havia pedido. Mas, pior que esses deslizes, são os pequenos espetáculos proporcionados pelo dito povo civilizado de Sampa. Dos garçons ao cachorro, todos são alvo deste superexigente consumidor quando alguma coisa não sai como sairia nos restaurantes do Itaim, nos bares da Vila Madá ou em algum hotel bacana da Alameda Santos. "Moço. A pizza que eu pedi demorou 40 minutos. 40 minutos! O senhor tem idéia do que é isso? Pode suspender!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Computador com síndrome de técnico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca passou por isso? Acompanhe a seqüência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01) O sujeito acaba de produzir um trabalho super esmerado num &lt;em&gt;Photoshop&lt;/em&gt; da vida ou uma planilha complicadíssima no Excel, mas, na hora de salvar, TUM! Surge um retângulo enorme na tela acompanhado de um aviso do tipo "Não foi possível realizar esta operação";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;02) Claro, numa situação como essas, qualquer cidadão com um mínimo de experiência em peripaques tecnológico-corporativos (ou, em tecniquês, 'paus') sabe que, na maioria das empresas há um departamento responsável quase que somente por resolver esse tipo de problema - em geral esses departamentos são conhecidos mais por siglas que por nomes; pode ser Centro de Processamento de Dados (CPD), Central de TI (TI, mesmo) ou algo que o valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03) Os técnicos desses departamentos, em geral castigados pela falta de intimidade com os PCs (mal que atinge predominantemente a geração-máquina-de-escrever), vivem atolados de trabalho. Por isso, demoram preciosos minutos pra chegar no ponto em que se encontra o infeliz do &lt;em&gt;Photoshop&lt;/em&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04) Quando isso finalmente acontece, a invariável primeira pergunta do técnico: "O que tá acontecendo. Pode me mostrar?" (E incrível a capacidade que esses caras têm de manter a mesma cara de paisagem, mesmo que o caso em questão seja de perda total da HD e o desesperado, o próprio presidente da empresa);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05) O desesperado que havia ligado há quarenta minutos - e que durante esse tempo todo, não havia feito mais nada, a não ser amaldiçoar gerações e gerações da família do pobre técnico, repete o procedimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06) A máquina, por pura sacanagem, realiza a operação normalmente. O arquivo é salvo, o e-mail é enviado, o comando solicitado aparece, tudo rapidamente e sem o menor transtorno. Como a vingança, dizem, é um prato que se come frio, o técnico, diante do constrangimento do colega - dado o inesperado ataque de eficiência da máquina -, sequer lhe dirige uma palavra. Lança-lhe, em vez disso, apenas um olhar de desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Telemarketing&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Preciso tá explicando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-5193959769492738771?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/5193959769492738771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=5193959769492738771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5193959769492738771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/5193959769492738771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/coisas-que-eu-odeio.html' title='Coisas que eu odeio'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7164912225021295072</id><published>2007-11-26T08:55:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T07:56:22.748-08:00</updated><title type='text'>Às compras de Natal</title><content type='html'>O jornal americano &lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt; publicou, no último domingo uma matéria de comportamento a respeito de compras de fim de ano. Começa assim: "Pra muita gente a verdadeira diversão das festas de fim de ano vem das compras, como ir a uma loja às 4h (&lt;em&gt;da manhã!)&lt;/em&gt; para obter melhores ofertas ou encontrar aquele brinquedo impossível de se encontrar nas promoções de Natal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a matéria, o prazer que uma pessoa proporciona a si mesma realizando boas compras - leia-se obtendo bons preços ou encontrando os produtos que nesta época do ano costumam sumir dos balcões ou prateleiras, dada a enorme demanda - é algo que beira a excitação provocada por determinadas drogas, lícitas ou ilícitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No país que possui o maior PIB do Planeta e, salvo enagano, os consumidores mais vorazes, a questão já é até mesmo tema de estudos acadêmicos. Uma dessas pesquisas - a apresentada no NY Times - é a do psiquiatra Donald Black, da Universidade de Iowa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor Black, o mecanismo dos compradores é parecido com o que move os viciados em jogos de azar, por exemplo - o que ocorre, simplificadamente, é a liberação, no cérebro, de substâncias químicas ligadas à euforia toda vez que o jogador aposta ou que o nosso ávido consumidor sai por aí torrando o dinheiro em ofertas imperdíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psiquiatra publicou seus estudos no jornal da Associação Mundial dos Psiquiataras, sob o título Um estudo do Distúrbio das Compras Compulsivas (CDB). Sim, a enfermidade já ganhou até nome oficial! Não surpreenderia se daqui uns anos, ganhasse as ruas e caísse na boca do povão, como, por sinal, já aconteceu com tantas outras denominações médico-psicológicas, como o Transtorno Obsessivo Compulsivo ou hoje em dia, pra qualquer Joãozinho, TOC - ou com uma dezena de outras disfunções ligadas à questão sexual ou à obesidade, por exemplo. Já imaginou? Sua namorada chama as amigas pra ir à Zé Paulino pra umas comprinhas e, na hora, já ouve das coleguinhas "Meninas, você pode tá com CBD. Eu, mesma, fiz anos de terapia. Na semana passada, eu fui na Vinte e Cinco e gastei só trezentos e vinte reais!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo, entre os americanos, o índice de, digamos, contágio, desse distúrbio é de pouco menos de 6%. Pra quem quiser saber mais, o endereço da pesquisa é &lt;a href="http://www.indiana.edu/~engs/hints/shop.html"&gt;http://www.indiana.edu/~engs/hints/shop.html&lt;/a&gt;. Mas atenção: mesmo para aqueles um vírgula dois leitores que dominarem o vocabulário anglófono e se sentirem meio culpados na hora de passar o cartão de crédito numa daquelas maquinetas, advirto que o nobre acadêmico se recusa terminantemente a responder perguntas a respeito da questão ou prestar qualquer tipo de consultoria a potenciais portadores de CBD, sejam eles brazucas ou mesmo americanos. Logo de cara, na entrada do site, um enorme banner avisa: "Não poderei mais responder questões a respeito de vício em compras devido ao enorme número de acessos a este site." Os números do professor, os tais 6% só podem estar, mesmo substimados. Nos Estados Unidos e aqui mais pro Sul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7164912225021295072?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7164912225021295072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7164912225021295072' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7164912225021295072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7164912225021295072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/s-compras-de-natal.html' title='Às compras de Natal'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7535759900500716747</id><published>2007-11-26T04:05:00.001-08:00</published><updated>2007-11-26T04:12:24.055-08:00</updated><title type='text'>As inúmeras maneiras de se matar um inseto (texto do Cleido)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R0q4F0qLpkI/AAAAAAAAAEM/yQNpwarwW-E/s1600-h/comgas_dengue_mosquito.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137120735143896642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R0q4F0qLpkI/AAAAAAAAAEM/yQNpwarwW-E/s200/comgas_dengue_mosquito.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se o texto é bom, nóis publica. O artigo abaixo é de um cara chamado Cleido - um amigo da família do qual este escriba não sabe sequer o nome. Sabe, apenas, que vive na gloriosa Ribeirão Preto e que é amigo da família. E só. Mas, pra deleite de vocês, dois vírgula um leitores, segue aqui reproduzido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só existe um animal que eu mato conscientemente e com prazer, os pernilongos. O resto tento evitar, quando possível. Lógico que uma barata, frente a frente comigo, no meio do meu lar, terá uma morte rápida, certa, digna e com pouco sofrimento. Mas, nesse caso, sou eu ou ela. Isso também é válido para aranhas. Só mato em caso de extrema necessidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No passado fui mais sádico. Na infância, fazia uma mistura de água e terra e colocava as saúvas para afundarem igual às areias movediças dos filmes de selva e mistério. Na adolescência e também quando era um jovem adulto, tinha um prazer quase sensual de afogar formiguinhas em pias de cozinhas e banheiros. Vinha, igual a um deus-inca-tsunami e mandava todas para o ralo. Sempre deixava algum sobrevivente para que ele pudesse contar para o resto do formigueiro sobre o terrível deus Tsu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelo menos, os quatro anos de psicoterapia serviram para superar essa fase de destruição sádica de himenópteros associado ao delírio do uso indiscriminado de meu poder divino. Na verdade, ainda acho que tenho esse poder, porém, a psicanálise me mostrou que não devo usá-lo contra as pobres e indefesas formigas. Hoje, gasto parte do meu tempo-para-gastar-com-coisas-que servem-para-alguma-coisa aperfeiçoando técnicas para exterminar os famigerados pernilongos. Eu, particularmente, gosto de matar aqueles que passaram a noite chupando o meu sangue ou o de algum familiar e estão lá, gordos, lentos, como nós ficamos após uma feijoada e três pedaços de torta de mousse de limão num domingo quente de verão. Gosto de projetar a trajetória do vôo lerdo deles, usar meu cerebelo para calcular onde eles vão estar no instante seguinte e plaft! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois é só lavar a mão com sabonete.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com o tempo, fui me especializando. Posso ficar parado esperando o besta se aproximar e vupt, catá-lo com a mão em um movimento rápido derivado dos antigos filmes de kung-fu. Se ele está pousado em alguma parede, o ideal é bater as palmas das mãos sobre ele que, sai voando no primeiro deslocamento de ar e morre prensado entre os dedos. Chega a ser triste vê-los cairem nesse golpe sujo das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Aedes aegypti são um caso a parte, voam ligeiros e fazem curvas aéreas irregulares que tornam difíceis as previsões cerebelares. Eles nunca estão onde você pensa que eles estarão no momento seguinte. Também possuem uma personalidade insistente, possuem uma auto-estima elevadíssima, têm certeza que vão conseguir chupar seu sangue e não desistem facilmente. Atacam enlouquecidamente à luz do dia e, acho, já lutaram no Vietnã e na guerra da Coréia. Eu diria que a morte de um tigradinho pode valer muitos pontos no campeonato nacional de caça aos seis patas. E nem vou entrar no mérito da questão epidêmica causada pelos capetinhas. Às vezes, sou atormentado por dúvidas existenciais. Matar ou não matar seres vivos? Ter prazer em tudo isso, faz de mim um ser menor? Comer uma alface é destruir uma vida? Devo continuar desvirando besouros, que estão de barriga para cima e mexendo as patinhas, quando os encontro pelos caminhos que a vida formou, após um chuva quente de verão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei a(s) resposta(s) para tudo isso. Sei apenas que existem momentos, em que entendo a complexidade da teia da vida, das gotinhas de orvalho, do equilibrio dinâmico das redes do acaso. Nessas horas, chego a lamentar o prazer que sinto ao subtrair desse universo mais um pequeno inseto sugador de sangue. Olho para as vaquinhas ruminando no campo e penso em um mundo melhor. Penso no pão light, nas verduras, na leveza do corpo filtrado de LDL, no coexistir sustentável com os outros seres vivos que ainda sobrevivem nesse planeta sem muito futuro. Mas, noutras predominantes e perigosas horas, o que me move é o banho de serotonina que meu cérebro recebe quando esmago uma pernilonga gordinha de sangue ou quando caio de boca na misturinha de carne + rodela de bacon do Macnífico, acompanhado das salgadas, ao excesso, batatas fritas e de uma coca-cola gelada até o inferno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7535759900500716747?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7535759900500716747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7535759900500716747' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7535759900500716747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7535759900500716747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/as-inmeras-maneiras-de-se-matar-um.html' title='As inúmeras maneiras de se matar um inseto (texto do Cleido)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R0q4F0qLpkI/AAAAAAAAAEM/yQNpwarwW-E/s72-c/comgas_dengue_mosquito.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-1957506342746268621</id><published>2007-11-23T13:26:00.001-08:00</published><updated>2007-11-29T06:26:20.632-08:00</updated><title type='text'>Rest Test - Ou, nas melhores casinhas do ramo</title><content type='html'>Meus dois ponto três leitores. Este é um daqueles posts em que o título puxa a idéia do texto. Quem já trabalhou numa redação de jornal sabe que, em geral, o texto é escrito primeiro. O título, por mais criativo e engraçadinho que seja, vem depois. Esta habilidade, a de criar bons títulos, anda, aliás, em falta nos nossos jornais. Não se vêem mais em nossos periódicos os títulos criativos que fizeram a fama e o bom - ou nem tão bom - nome de publicações como o Jornal da Tarde (JT) e o falecido Notícias Populares. De qualquer forma, este é um assunto pra outra hora, se é que haverá um lapso criativo deste escriba voltado a tal finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha que dá nome a este post não é, por sinal, sequer criativa. Mas vale uma explicação prá idéia totalmente idiota que me ocorreu a partir deste título. &lt;em&gt;Rest&lt;/em&gt; vem do inglês &lt;em&gt;restroom&lt;/em&gt;, que significa banheiro - não o banheiro completo, no modelo que temos em casa, com chuveiro e pia (que, no vernáculo anglófono, seria traduzido como &lt;em&gt;bathroom&lt;/em&gt; - algo como cômodo do banho), mas o compacto, equipado apenas com uma essencial e providencial latrina. Pra ficar mais claro, um teste de banheiros de hotéis - os banheiros localizados nas áreas comuns, e não os dos quartos, que na maioria das vezes possuem hidromassagem, dezenas de espelhos, etc. O post será atualizado na medida em que tiver acesso aos locais de testes. Serão três ou quatro posts, na ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03IA0qLpnI/AAAAAAAAAEk/MwmvozuF-PM/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137982666360727154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 25px; CURSOR: hand; HEIGHT: 24px" height="27" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03IA0qLpnI/AAAAAAAAAEk/MwmvozuF-PM/s200/Vaso+Bom.jpg" width="27" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03HwkqLpmI/AAAAAAAAAEc/UqU6guNywo8/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137982387187852898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 28px; CURSOR: hand; HEIGHT: 23px" height="22" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03HwkqLpmI/AAAAAAAAAEc/UqU6guNywo8/s200/Vaso+Bom.jpg" width="24" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Gran Meliá Mofarrej&lt;/strong&gt; - Numa palavra, decepcionante. O que esperar dos sanitários &lt;div&gt;um hotel bacana da região da avenida Paulista? Hotel, aliás, em que já se hospedaram figurões como os canadenses do super trio Rush? Nada, infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) as divisórias que separam as, digamos assim, 'cabines de evacuação' são relativamente baixas, um metro e oitenta, mais ou menos, com um considerável espaço até o forro, cerca de meio metro pra cima. Numa situação como essas, claro, qualquer cavalheiro que ouse ocupar e utilizar esses espaços padecerá de um enorme constrangimento, tendo de compartilhar com os demais seus próprios ruídos - e, claro, aromas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) papel sanitário - outro item sofrível. Pelo formato e pelo tamanho, lembra muito um guardanapo, de dez por dez centímetros. Reconheça-se, a qualidade do material é excelente, super, como diz a propaganda do enxaguante bucal Oral B, sem álcool, "gentil com a sua boca" (nesse caso, não com a boca....). O tamanho, no entanto, é muito pouco adequado a qualquer tipo de manobra que seja necessária numa situação de emergência - ou num caso em que o usuário tenha algum tipo de deficiência motora. Pior: o equipamento no qual é acondicionado o papel - e que teria como função única permitir que seja retirado do tal equipamento uma folha por vez, para que não haja desperdício - só serve, mesmo, pra rasgar os já insignificantes papéis sanitários. Eles têm de ser retirados por um minúsculo orifício na parte inferior do mecanismo, o que implica em inevitáveis rasgos. Nessas condições, nem pra assoar nariz acabam servindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Faltam prateleiras. Num local como esses, nas área de eventos dos hotéis, os banheiros costumam contar com providenciais prateleiras nas já mencionadas cabines. Claro, como esses hotéis atendem dezenas de eventos todas as semanas, os participantes, em geral, já entram ali com pastas (nas quais vai o material promocional), bloquinhos de anotações, mochilas, etc. Resta, ao desavisado cavalheiro, deixar seus pertences na pia (na área comum do banheiro) ou esquecer qualquer tipo de preconceito contra atitudes menos dignas de um cavalheiro e pôr tudo no chão, mesmo. Ponto positivo (um dos poucos) pro ganchinho fixado na porta, excelente pra pendurar paletós e casacos. Poder abrir mão dessas peças de roupa mais pesadas num momento como esses, de reflexão, deveria ser, afinal, um dire&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03HL0qLplI/AAAAAAAAAEU/Q--y3vchsdo/s1600-h/Vaso+Bom.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ito básico de qualquer cidadão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-1957506342746268621?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/1957506342746268621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=1957506342746268621' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1957506342746268621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1957506342746268621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/rest-test.html' title='Rest Test - Ou, nas melhores casinhas do ramo'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R03IA0qLpnI/AAAAAAAAAEk/MwmvozuF-PM/s72-c/Vaso+Bom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7787408854622797928</id><published>2007-11-14T13:59:00.000-08:00</published><updated>2007-11-15T06:01:18.170-08:00</updated><title type='text'>UNDER CONSTRUCTION DE CARA NOVA!!!!</title><content type='html'>Meus dois ponto três leitores. Por absoluta falta do que fazer, neste modorrento - adoro esta palavra, 'modorrento' - feriadão, resolvi dar a este inútil espaço uma cara nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência de capacidade para lidar com os Corew Draws e Photoshops da vida, só me restou recorrer a um modelo pré-fabricado, oferecido pelo próprio site. A cara, como vocês podem notar, é de carteira de identidade - por isso, arrisquei pôr um retrato de minha pessoa, aqui do lado pra completar o figurino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto, acreditem, não configura qualquer tipo de indicativo de convicção política - o burro, pra quem não sabe, é, nos EUA, o símbolo do Partido Democrata, dos ex-presidentes Bill Clinton, Jimmy Carter e John Kennedy, embora combine mais com o atual, Jorginho Bush. &lt;em&gt;Hope you enjoy.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7787408854622797928?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7787408854622797928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7787408854622797928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7787408854622797928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7787408854622797928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/under-construction-de-cara-nova.html' title='UNDER CONSTRUCTION DE CARA NOVA!!!!'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-884700360642592593</id><published>2007-11-10T03:15:00.001-08:00</published><updated>2007-11-10T08:28:27.547-08:00</updated><title type='text'>Tricolores inesquecíveis</title><content type='html'>Meus dois ponto três leitores. Me perdoem se volto ao tema futebol. Me perdoem, também, se copio descaradamente uma idéia do nobre ex-colega Fernando Cesarotti, jornalista esportivo, blogueiro bem sucedido (&lt;a href="http://amalgama2.blogspot.com/"&gt;http://amalgama2.blogspot.com/&lt;/a&gt;) e grande entendedor do assunto que predomina nos botecos, casas de sinuca e ambientes freqüentados por marmanjos em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a idéia não muito nova - na verdade, bem velha - do Cesarotti foi publicar a lista dos 30 jogadores que marcaram seus 30 anos. Eu, do alto dos meus 33, não ousarei relacionar minha seleção com qualquer tipo de efeméride. Também não me passa pela cabeça pôr lado a lado, nossas duas listas. A minha, tenho certeza, seria uma vergonhosa e passional relação de são paulinos que, de uma forma ou de outra, tiveram participação decisiva nos títulos do tricolor. A dele, uma criteriosa seleção técnica de craques cheios de qualidades invisíveis a olhos leigos, como os deste futebolisticamente iletrado escrevinhador. De qualquer forma, fica a homenagem aos caras a quem devo efêmeras alegrias nas tardes de domingo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Raí - Não tem pra ninguém, mesmo. A lista poderia ser mais óbvia se tivesse o óbvio Rogério Ceni no topo. Mas creio que nenhum jogador tenha sido tão importante pro SP em finais. Rai &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXDCxFZvSI/AAAAAAAAAC4/KHQfdqEasJk/s1600-h/20070508_152017_RaiSPFC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131221802761698594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXDCxFZvSI/AAAAAAAAAC4/KHQfdqEasJk/s200/20070508_152017_RaiSPFC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tinha, talvez, como maior qualidade a de se sair especialmente bem contra o Corinthians. E em finais. Foi assim em 1991, quando marcou três gols na primeira partida da decisão e, depois, em 1998, quando jogou apenas uma partida, a final. E bastou. Da mesma forma que os corinthianos idolatram o irmão mais velho, o igualmente craque Sócrates, que tantas vezes massacrou o tricolor, qualquer são paulino que se preze tem pelo Rai um respeito que beira a veneração. À parte as deliciosas e destruidoras performances contra o Corinthians, o mais importante, mesmo, foi a atuação decisiva na partida contra o Barcelona, em 1991, na primeira vez que o tricolor conquistou o mundial. A grande diferença do Rai em relação aos demais jogadores que compõem esta lista - e grande motivo pra ele ocupar o topo - talvez seja o fato de que diferentemente dos demais, até mesmo do RC, a lista de imagens inesquecíveis por ele protagonizadas é imensa. Pincei, das que tenho, duas particularmente emocionantes: (1) o primeiro gol contra o Corinthians na primeira partida da final de 1991 (SP 3 X 0 Corinthians), um chutasso do meio de campo. Seria o início da vingança pelo Brasileiro que havíamos perdido em 1990 - tá bem, Paulista contra Brasileiro, os corinthianos levam a melhor, mas foi, a seu modo, um troco; (2) a imagem de o Rai correndo, determinado, em direção ao eterno Telê Santana após ter marcado o gol de barriga na final contra o Barcelona. Certamente uma das imagens mais inesquecíveis da história do SP. Rai merecia. Telê merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Rogério Ceni - Rogério é, talvez, o maior ídolo da história do SP. Surgiu do nada, como uma sombra do incontestável Zetti, como o candidato natural ao posto de primeiro homem do tricolor, historicamente uma espécie de coadjuvante de sucesso - pape&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXDUxFZvTI/AAAAAAAAADA/dfgrmCg5S34/s1600-h/RC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131222111999343922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXDUxFZvTI/AAAAAAAAADA/dfgrmCg5S34/s200/RC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;l cumprido, antes, com perfeição pelo proprio Zetti e por outros antecessores, como Valdir Peres, Gilmar Rinaldi e Poy. Mas Rogério foi além. Transformou esse posto em papel principal - e aí está seu maior mérito. Na base desse novo papel está, claro, o excepcional talento pra cobrar faltas (77 gols até hoje, segundo seu site &lt;a href="http://www.rogerioceni.com.br/home/"&gt;http://www.rogerioceni.com.br/home/&lt;/a&gt;, um recorde mundial). Mas há outras características que fazem dele um mito: performances igualmente excepcionais debaixo das traves - tá bem, no auge, em 1999, Marcos, do Palmeiras, foi melhor - e uma fidelidade ao clube rara em qualquer equipe nos dias de hoje. Tudo bem, nesse ponto está a única mancha em sua carreira, uma mal-sucedida tentativa de transferência pro Arsenal (clube inglês), em 2001. Mas isso não chega a arranhar sua imagem de comprometimento com o tricolor. Prova disso é o fato de ser recordista de jogos com pelo SP, 770. Reconhecido como ídolo há uma década, mais ou menos, faltavam-lhe, diziam os críticos, títulos de expressão. E ele vieram a partir de 2005. A imagem inesquecível (e incrível) é a de Rogério erguendo a taça da Libertadores. O auge da carreira de um craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Serginho Chulapa - Tá bem, já sei. Se algum são paulino mais fanático um dia acessar este blog - o que seria o meu segundo leitor, e, portanto, coisa quase impossível de acontecer...-, dirá que o Serginho fez carreira no Santos e lá se consagrou - em conseqüência do gol que fez na final do&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXD0hFZvVI/AAAAAAAAADM/pnO96lcODqw/s1600-h/chulapa010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131222657460190546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXD0hFZvVI/AAAAAAAAADM/pnO96lcODqw/s200/chulapa010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Paulista, em 1984 e do fato de integrar até hoje a comissão técnica do Peixe. Mas, pra mim, o Serginho tem um significado especial. É dele a primeira lembrança que tenho de um jogador do São Paulo, em 1981, um inesquecível chapéu no goleiro Carlos (que, logo depois, iria para o Corinthians), num gol que garantiria o título. Me informa o site tricolormania (&lt;a href="http://www.tricolormania.com.br/"&gt;http://www.tricolormania.com.br/&lt;/a&gt;) que o Chulapa foi o jogador que mais fez gols pelo São Paulo, 242. Mas a leviandade das estatísticas (os idiotas da objetividade, como diria o tão ignorante futebolisticamente quanto eu Nelson Rodrigues) não considera os setecentos e setenta e nove gols e as performances inesquecíveis deste craque em minhas equipes de futebol de botão. Devo provavelmente ao Chulapa o fato de ser são paulino. Por isso, e pelo recorde de gols, vai pro terceiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Mineiro - Fez o gol do título em 2005. E um gol decisivo contra o Goiás, em 2006, faltando&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXElhFZvWI/AAAAAAAAADU/mt1aMvAiR6k/s1600-h/Mineiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131223499273780578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXElhFZvWI/AAAAAAAAADU/mt1aMvAiR6k/s200/Mineiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; quatro rodadas pro final, que praticamente consolidou o tetra-campeonato brasileiro. Compôs, com o igualmente excelente Josué, uma das melhores duplas de volantes que o tricolor já teve. Só por isso, já merece um lugar na minha lista. Quietão, se enquadra bem naquele perfil de jogador carregador de piano indispensável nos grandes esquadrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Zetti - Armelino Donizetti Quagliato. Eita nome estranho pra um jogador de futebol -ou, melhor dizendo, para um goleiro. Não fosse o surgimento do discípulo Rogério Ceni, Zetti ocuparia o primeiro lugar na lista dos meus goleiros inesquecíveis. Foi um dos&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXGjRFZvbI/AAAAAAAAAD8/ojwromlJc0o/s1600-h/zetti_abre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131225659642330546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="138" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXGjRFZvbI/AAAAAAAAAD8/ojwromlJc0o/s200/zetti_abre.jpg" width="136" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; comandantes, talvez o mais importante jogador naquela campanha da conquista da Libertadores em 1992. A imagem inesquecível do Zetti, pra mim, é a dele se preparando pra defender o penalti que daria aquele título ao São Paulo. O cobrador, o argentino Gamboa, principal atacante do adversário, o Newell´s Old Boys, transpirava confiança. Mas Zetti, tranquilo, defendeu. Depois daquela defesa, o tricolor nunca mais encararia a Libertadores da mesma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Muller - Brilhou em dois momentos diferentes. Primeiro, no time dos 'Menudos' do inesquecível Cilinho, em 1985 - um dos primeiros títulos dos quais me lembro com clareza, do alto de meus, na época, 10 anos. Nessa mesma época, diga-se, foi destaque jogando como centroavante (substituindo Chulapa, aliás) em minhas imbatíveis equipes de futebol de botão. Mas a consagração veio, mesmo, em 1993, contra o Milan, no segundo título &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXGFBFZvaI/AAAAAAAAAD0/XeC7LI9dmTo/s1600-h/muller00.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131225139951287714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" height="115" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXGFBFZvaI/AAAAAAAAAD0/XeC7LI9dmTo/s200/muller00.gif" width="132" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mundial do tricolor, quando, por um desses caprichos do futebol, a bola resvalou em seu calcanhar - sim, resvalou, a jogada não foi intencional, pelo que me lembre - e entrou. À parte a vitoriosa carreira no SP, teve, também, bons momentos no paparicadíssimo Palmeiras de 1996.  Uma das imagens inesquecíveis é a de Muller apontando pro zagueiro Costacurta, do Milan, após o gol, aparentemente desabafando num momento em que o tricolor praticamente garantia o título diante de um adversário teoricamente mais poderoso - imagem, aliás, precariamente reproduzida na foto ao lado. Um daqueles momentos em que a sorte recompensa o talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã tem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-884700360642592593?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/884700360642592593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=884700360642592593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/884700360642592593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/884700360642592593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/meus-dois-ponto-trs-leitores.html' title='Tricolores inesquecíveis'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzXDCxFZvSI/AAAAAAAAAC4/KHQfdqEasJk/s72-c/20070508_152017_RaiSPFC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2523656809704772677</id><published>2007-11-06T11:52:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T03:13:28.912-08:00</updated><title type='text'>Mancha corporativa</title><content type='html'>Pequena insusão pelo mundo da ficção. A mancha é baseada em fatos reais. Os outros fatos não possuem conexão com a realidade. Pelo menos com a minha. &lt;em&gt;Hope you, one point seven readers, enjoy the experience...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava alí, enorme. Tão apavorado que ficou, Reginaldo nem se deu ao trabalho de tentar descobrir se ela foi aparecendo aos poucos, sem que ele se desse conta, ou se tinha simplesmente brotado alí de repente, como uma daquelas ilhotas que volta e meia surgem do nada no meio do pacífico Pacífico, quando um vulcão entra em erupção nas profundezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ela estava lá. Intrépida. Impávida. Impassível. Desprezíveis nove milímetros de diâmetro, uma insignificância. Mas naquele ponto, no alto do penhasco onde as maçãs do rosto fazem uma curva em direção à cavidade ocular, a mancha vermelho escura estava numa localização privilegiada o suficiente pra causar uma enorme dose de preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E justamente naquela manhã prá qual estava marcada a temida reunião mensal de diretoria. Sim, temida. Afinal, reunião de diretoria não era uma reunião qualquer. Era dia de jogo decisivo. Era ali que os manda-chuvas decidiam o futuro de nobres e plebeus, tomavam as decisões de vida e de morte. Isso era lá dia prá desgraçada da mancha aparecer? E logo daquele tamanho, com colossais nove milímetros de diâmetro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pobre do Reginaldo, meio atônito, suava diante do espelho. Pensava nos meses que havia empenhando estudando cada detalhe da concorrência, levantando os pontos fortes, as áreas de atuação, visitando pontos de venda. Varara noites elaborando relatórios. Descobrira que a principal concorrente estava à beira da falência. E a reunião de diretoria seria o momento exato pra revelar essa situação. Os diretores, boquiabertos, se impressionariam. Perguntariam. Seria a consagração. O jogo do título, com o estádio lotado, a torcida a favor e o adversário fragilizado. E a maldita mancha estava lá, pra estragar aquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num instante, os pensamentos voltaram ao banheiro do apartamento. Passaram, então, a passear por comerciais de TV. Reginaldo revirava a cabeça tentando relacionar todas as propagandas de produtos anti-manchas de que se lembrava. "Caiu, bateu, coçou? Tem de ser coçol!"... "Passa Vodol que passa!"... "Novo Vanish Poder O2. Tira mancha sem estragar as suas roupas..." Bah! Aquilo não era hora pra devaneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia tempo a perder, o momento era de decisões drásticas. Meteu no rosto uns óculos escuros enormes e pulou pra dentro do elevador, ainda com a gravata nas mãos. Num instante, estaria na empresa, sentando-se na ponta oposta à do chefe, na enorme mesa de madeira clara em torno da qual perfilavam-se todos os demais diretores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nove milímetros de diâmetro da mancha, felizmente, eram pequenos o suficiente pra que o Reginaldo alternasse quase uma dezena de gestos intelectualóides - lembrara-se da 'cara de conteúdo, o mote de uma velha campanha de propagandas do Estadão - que, de alguma maneira, disfarçavam a catástrofe. Tomado pela pavor, ficou alí, esforçando-se pra demonstrar interesse nas longas exposições dos colegas. Saiu calado. O relatório teria de ficar prá próxima, fosse quando fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desanimado pela performance pífia, levantou se, a mão esquerda espalmada sobre o lado esquerdo do rosto, o da mancha, num gesto que combinava bem com aquele momento de fiasco. Mário Henrique, o diretor financeiro, que pouco se manifestara durante a reunião, chamou-lhe com um gesto, como se quisesse lhe confidenciar algo. "Rapaz, notou como o chefe tá quietão? Pois tudo o que disseram aqui hoje não vale nada, mermão. Nadinha. Ontem à noite a PF baixou aqui e descobriu uma porrada de documento sujo na contabilidade. Levaram tudo prá sede. Só não divulgaram ainda porque não conseguiram uma prova mais firme. Se essa história estourar, todo mundo vai ficar marcado. Isso aqui vai virar um caldeirão..." As mãos, aquela altura, vagavam incertas, ora remechendo os cabelos, descrevendo, com os dedos, pequenos, cachos, ora metendo-se nos bolsos, a procura de um objeto qualquer. Baixara a guarda. Afinal, o que era a tal da mancha?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2523656809704772677?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2523656809704772677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2523656809704772677' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2523656809704772677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2523656809704772677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/mancha-corporativa.html' title='Mancha corporativa'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-995146210173670147</id><published>2007-11-02T12:19:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T04:02:04.968-07:00</updated><title type='text'>Consumidor tricolor</title><content type='html'>Meus dois vírgula setenta e cinco leitores. Dizem por aí que torcer pro tircolor é uma grande moleza. Que o São Paulo é o time mais organizado do futebol brasilero. E mais rico, mais bem administrado, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: creio que, passada a previsível enxurrada tardia de elogios cabe às mentes mais esclarecidas pôr às claras que o tricolor não faz mais do que seu dever. Digo, não faz mais que sua obrigação em entregar a nós, torcedores, o que nos é devido, como clientela que somos. Afinal, nesses dias, em que tanto se fala em respeito aos direitos do consumidor, foco no cliente, relações customizadas, e tudo o mais, nada mais justo exigirmos nossos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais exigentes irão logo pensar que trato de pequenezas como compra de ingressos pela Internet, amplos e seguros estacionamentos, longe do território dos cambistas, cadeiras numeradas nos estádios, banheiros limpos e outras irrelevâncias. Bobagem. Perfumaria. &lt;em&gt;Peaunuts&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trato, mesmo, de um produto mais nobre, de um objeto de desejo - e que, por isso mesmo, tem de ser entregue com qualidade, pontualidade e respeito à clientela: gols, títulos, ídolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o tricolor tem atendido bem às expectativas de seus consumidores? Simples. Tá no Código de Defesa do Defesa do Consumidor, Lei 8078/90 (&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L8078.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L8078.htm&lt;/a&gt;, pra quem quiser pesquisar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 6º São direitos básicos do consumidor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - a proteção (...), da saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: o código fala em 'saúde'. E o que o tricolor faz senão proteger nossa saúde contra o stress do dia-dia nos dando, a cada jogo, um motivo para esquecermos do chefe mal humorado, do congestionamento na marginal, do vizinho do apartamento ao lado que ouve &lt;em&gt;É o Tcham&lt;/em&gt; no volume máximo, da namorada que tem sempre, às dez da noite, aquela providencial dor de cabeça? Isso sem falar na tranquilidade que nos proporciona evitando ataques de nervos que poderiam ser causados por provocações de adversários engraçadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: o código fala em proteção contra os 'riscos provocados por (...) serviços perigosos ou nocivos'. Torcer pro tricolor nos protege dos riscos provocados pelos demais prestadores de serviços do futebol - estes, sim, perigosos e nocivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações. Já ouviram falar num projeto chamado Batismo Tricolor? Trata-se de uma 'cerimonia' pela qual qualquer pessoa pode ser tornar oficialmente são paulina, com reconhecimento de certificado e tudo -&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.saopaulofc.net/batismo/index.html"&gt;http://www.saopaulofc.net/batismo/index.html&lt;/a&gt; . O que é o batismo senão um processo pelo qual se informa a clientela das qualidades do produto e de sua conformidade com os desejos do consumidor? Quanto ao 'consumo adequado', consiste em aplicações semanais de vitórias sobre os adversários; o produto deve ser usado seguindo uma rotina de pequenas conquistas, saboreando aos poucos, rodada a rodada, os títulos que no final certamente virão. Prazos de validade: não mais que um ano; o tempo necessário pra vencer mais um capeonato. Ah, o Código fala em 'igualdade nas contratações'. Notaram que o time do São Paulo não tem nenhum supercraque, nenhum jogador que seja, por assim dizer, um 'desigual', numa equipe que, à excessão do espetacular Rogério Ceni, foi marcada pelo 'conjunto'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva (...). Não é difícil encontrar por aí, no mundo do futebol, publicidade enganosa: é projeto Tóquio pra lá e pra cá, título mundial conquistado em território brasileiro em final contra time carioca, parcerias com megainvestidores internacionais, construção de verdadeiros templos do futebol que, dizem os anunciantes, superariam em modernidade e em capacidade qualquer estádio de São Paulo. Conversa! O tricolor, esse sim, tem três mundiais, parceiros de primeira linha e o maior estádio de São Paulo, o Morumbi. O resto é propaganda enganosa, balela pra enganar o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais (...). Tá bem, vá lá. O tricolor deixou escapar a Libertadores, o Paulista, a Copa do Brasil. O consumidor que eventualmente tenha se sentido moralmente atingido pelas piadinhas e gozações dos adversários deve, agora, mesmo, estar se sentindo reparado (e como!) com a consquista do penta brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Código segue, ao todo, por 118 artigos. O consumidor/torcedor pode ir lá e conferir, parágrafo por parágrafo. O tricolor tá em conformidade, na letra da lei, como se diz no jargão jurídico. Poderia freqüentar as listas do Procon e do Idec como exemplo de fornecedor que cumpre suas obrigações com o cliente. Como uma montadora, que entrega aos seus consumidores um veículo novinho, não muito sofisticado, é verdade - não somos o Barcelona -, mas robusto e bem equipado pra enfrentar ruas e estradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para os que torcem o nariz pra esse produto pentacampeão de qualidade, o mercado tem outras opções. A escolha é livre. Só não reclamem, depois, se o carro enguiçar no meio do caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-995146210173670147?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/995146210173670147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=995146210173670147' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/995146210173670147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/995146210173670147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/consumidor-tricolor.html' title='Consumidor tricolor'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-6636682510500610024</id><published>2007-11-02T11:31:00.000-07:00</published><updated>2007-11-04T05:19:42.515-08:00</updated><title type='text'>Alma de saci</title><content type='html'>Texto postado no blog Caiporas (&lt;a href="http://caiporas.com.br/"&gt;http://caiporas.com.br/&lt;/a&gt;) em homenagem ao colega Pedro Sansão. Pedrinho, como era chamado, era organizador de corridas de aventura em Botucatu, tinha uns 35 anos e morreu em Buzios (RJ), num acidente de carro, quando voltava do Ecomotion, uma das mais importantes provas de corrida aventura do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci o Pedrinho Sansão nos idos e hoje distantes anos 1990, no Objetivo. Ele era dois, três anos, mais velho que eu e nossa conversa nunca foi muito além de um "E aí? Tudo bem?"Pra mim, ele era da turma dos caras mais velhos e ponto final. "A turma do cursinho", coisa distante pra molecada do primeiro, segundo colegial. Tempos do diretor Eledir e do professor Carlão, que, poucos anos depois, seria substituído pelo Célio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pouco contato que tínhamos desapareceu de uma vez quando ele deixou o Objetivo, lá por 1993 - em 1994, eu também deixei o 'Biju', quando ingressei na faculdade de Direito, em Bauru. Reencontrei o Pedrinho em 2005 anos depois, em 2005, quando ele trouxe o Ecomotion, uma das principais corridas de aventura do País, aqui pra Botucatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos apenas conhecidos, não amigos, mas, desde então, passei a ter, por ele, uma tremenda admiração. Pedrinho estava envolvido até o pescoço com os esportes de aventura, com turismo ecológico, com a Cuesta da Botucatu. Minha admiração, aliás, só aumentou quando soube que ele havia criado uma agência de turismo ecológico, a Guará - e de quem recebia por e-mail, regularmente, os informativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem localizada, bem decorada, criativa nos pacotes oferecidos, a Guará me parecia um projeto que tinha, mesmo, tudo pra dar certo (embora, diga-se, tenha me oferecido algumas vezes, pecotes, digamos assim, menos ecológicos e mais convencionais, pra peças de teatro, por exemplo - fazer o que? É preciso sobreviver, &lt;em&gt;that´s business&lt;/em&gt;...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, embora eu nunca tenha embarcado nos passeios da Guará, a agência sempre me pareceu uma proposta de primeira. O profissionalismo, pelo jeito, teria, finalmente, chegado ao turismo ecológico em Botucatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho tinha alma de saci. O saci (aquele, mesmo, de gorro e cachimbo) é um bicho típico da região. Pedrinho certamente lutou pra preserva-los e, com certeza, criava, no quintal da Guará, um casalzinho deles. Amava a Cuesta e, em suas trilhas, encontrou um jeito de ganhar a vida. Sua última grande empreitada, a Travessia da Cuesta de Bike, marcada pro final de novembro, fica, agora, órfã. Assim como ficam um pouco órfãos todos os que acreditavam no seu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-6636682510500610024?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/6636682510500610024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=6636682510500610024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6636682510500610024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/6636682510500610024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/11/e-o-sanso-perdeu-fora.html' title='Alma de saci'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8831209484169213363</id><published>2007-10-05T12:54:00.000-07:00</published><updated>2007-11-10T02:54:26.344-08:00</updated><title type='text'>Dia Mundial sem carro - Terceira e última etapa (As bicicletas de Paris)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWN2hFZvQI/AAAAAAAAACo/yDL0LxX64qo/s1600-h/um_carro_a_menos_low.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131163318192028930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWN2hFZvQI/AAAAAAAAACo/yDL0LxX64qo/s200/um_carro_a_menos_low.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falei, nos dois últimos posts, a respeito das dificuldades de se usar a bicicleta como meio de transporte em São Paulo. Na data estabelecida oficialmente como dia mundial sem carro (22 de setembro), fui da rua Arthur de Azevedo até a USP, num percurso de quatro quilômetros. Menos de uma semana depois, arrisquei (literalmente) uma ida ao trabalho, encararando dificuldades como a falta de uma estrutura mínima nas ruas para se pedalar, a poluição, as reclamações dos motoristas e, em certa medida, o preconceito das pessoas. São Paulo é uma cidade feita pra carro, não pra gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em alguns países, principalmente na Europa, o uso da bike como meio de transporte é algo comum - isso não é novidade; quem, diferente deste escriba, já esteve por lá deve saber. O que é novidade é que em alguns locais, o aluguel de bicicletas para uso urbano está se tornando um bom negócio, um &lt;em&gt;business&lt;/em&gt;. A JCDecaux, uma companhia francesa especializada em mídia externa (mídia externa significa aqueles anúncios que havia nos pontos de ônibus, em SP, antes da Lei Cidade Limpa), está investindo US$ 115 milhões num sistema de aluguel de bikes em Paris, num modelo de negócios parecido com o que já foi adotado pela mesma empresa em Lion, a terceira maior cidade da França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo uma reportagem do jornal americano Washington Post, esse dinheiro será usado na compra de 20,6 mil bicicletas, construção de 1,5 mil estacionamentos e contratação de 285 funcionários para gerenciar o projeto. Funcionará assim: a pessoa poderá alugar a bicicleta num dos estacionamentos, pedalar o tempo que quiser e, depois, devolve-la. Simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A idéia de se criar um sistema que permita às pessoas terem acesso a bibicletas quando quiserem, para, por exemplo, ir ao trabalho ou ao supermercado, e depois devolverem, não é nova. Em Amsterdan, na Holanda, na década de 1960, um grupo de anarquistas já havia criado algo mais ou menos parecido, o White Bike Plan - algo como Plano das Bicicletas Brancas, já que as bikes eram, todas, pintadas de branco. Embora tivesse a melhor das intenções, a proposta - movida pelo espírito ripongo-altruísta predominante na época - não foi prá frente. Aparentemente não passou pela cabeça dos idealizadores que as pessoas simplesmente poderiam não devolver as bicicletas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Agora, em tempos de capitalismo nada altruísta, a idéia volta à cena, repaginada e com um indisfarçado intuito de se ganhar dinheiro - o que, afinal, não deixa de ser uma boa notícia. Com o dinheiro entrando em cena, é provável que haja, agora sim, uma precocupação com a manutenção e a devolução das bikes.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Para evitar que algum espertinho, ao alugar uma bicicleta, resolva se 'esquecer' de devolve-la, a JCDecaux exige, no ato do aluguel, documento de identidade mais um depósito de US$ 195 - isso em Lion, onde o sistema já foi implantado. Para desestimular os usuários a ficarem por períodos prolongados com as bikes - o que, por sua vez, pode levar a esses 'esquecimentos' deliberados - foi criado um sistema de tarifas progressivas; quem fica mais tempo com a bicicleta paga, proporcionalmente, mais. A primeira hora de aluguel custa US$ 1,30; a segunda, US$ 2,60 - para que fique mais claro, se ficar durante uma hora com a bike, o usuário pagará, ao todo, US$ 3,90. Os interessados também, podem, em vez de pagar pelo aluguel cada vez que usam o sistema, adquirir um pacote anual, por US$ 19, não incluídas tarifas extras caso excedam um determinado tempo de uso.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em Lion, pouco depois do lançamento, o sistema já contabilizava 20 mil pacotes comercializados - atualmente, são cerca de 60 mil 'assinantes'. Aproximadamente 17 mil aluguéis são realizados todos os dias. O sistema deu tão certo que, quando a prefeitura de Paris resolveu adotar um programa parecido, outra companhia do setor de mídia exterior, a americana Clear Chanel Outdor também se candidatou a oferecer o serviço - sinal de que, aparentemente, o negócio é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo sair como o planejado Paris deverá se tornar uma cidade mais huumana. Menos poluída, menos barulhenta e menos congestionada. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O colunista especializado em bikes Matt Seaton, do jornal britânico The Guardian (um dos mais respeitados do mundo) descreve a proposta num artigo com algum entusiasmo. Mas, no final, se mostra cético: "Invariavelmente recebidos com grande entusiasmo, esses esquemas sempre 'se demancham' quando são postos em prática. As bicicletas são pesadas e de má qualidade, a manutenção é mal feita e, no final, são vandalizadas ou roubadas. O risco é de que essas políticas 'visionárias' terminem criando gigantescos elefantes brancos. A questão ainda não respondida é se é mesmo verdade que as pessoas ainda não pedalam porque não possuem biciletas." Só daqui a alguns anos se poderá, afinal, dizer se Matt estava certo. O fato é que é, independentemente dos resultados, já há, em outros países uma preocupação - e, mais que isso, há ações - para se adotar as bicicletas como instrumento para a melhoria da qualidade de vida. Que pena que Matt não conhece São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os links para as matérias do Washington Post e do The Guardian a respeito do assunto são:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/03/23/AR2007032301753_pf.html"&gt;http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/03/23/AR2007032301753_pf.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2007/mar/15/g2.ethicalliving"&gt;http://www.guardian.co.uk/environment/2007/mar/15/g2.ethicalliving&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8831209484169213363?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8831209484169213363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8831209484169213363' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8831209484169213363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8831209484169213363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/10/falei-nos-dois-ltimos-posts-respeito.html' title='Dia Mundial sem carro - Terceira e última etapa (As bicicletas de Paris)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWN2hFZvQI/AAAAAAAAACo/yDL0LxX64qo/s72-c/um_carro_a_menos_low.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7819301772130629011</id><published>2007-09-25T05:06:00.001-07:00</published><updated>2007-11-10T03:05:30.279-08:00</updated><title type='text'>Dia mundial sem carro - Segunda etapa (ou Missão Escritório)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWQXhFZvRI/AAAAAAAAACw/wEo6ec21OmI/s1600-h/um_carro_a_menos_low.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131166084150967570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWQXhFZvRI/AAAAAAAAACw/wEo6ec21OmI/s200/um_carro_a_menos_low.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cumprida a primeira fase de meu 'test bike' (saindo da Rua Arthur de Azevedo com destino à USP), resolvo dar um passo (uma pedalada?) mais ambicioso: ir trabalhar de bike.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia já vinha amadurecendo há bastante tempo em minha cabeça, confesso que mais por motivos de ordem prática - traduzindo: proibição de sair de carro em dia de rodízio - do que por outros mais nobres, como respeito ao meio ambiente (o principal motivo, imagino, para a criação do Dia Mundial Sem Carro) ou questões de ordem físico-desportivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ficar mais claro, nos dias em que o rodízio me proíbe de andar de carro das 07h às 10h da manhã, tenho duas opções pra percorrer os sete quilômetros que me separam do meu trabalho: (1) me espremer num superlotado e sacolejante ônibus da linha Jd. Helga-Metrô Barra Funda - a capacidade de um ônibus urbano convencional é de 74 passageiros; no Jd Helga, pelas minhas contas, a ocupação deve ser de mais ou menos 130; e (2) insistir em ir de carro, tendo de acordar duas horas mais cedo - umas 04h30 - pra chegar no escritório, no bairro de Pinheiros, antes das 7h. Nessas circunstâncias, por que não tentar um transporte alternativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, já na primeira vez em que pensei com um mínimo de seriedade nessa hipótese, cheguei rapidamente à conclusão de que exigiria uma logística tão complexa quanto a de se preparar uma equipe para participar do rally Paris-Dakar. Numa prova como essas, a organização - ou, no termo chique em inglês, o &lt;em&gt;staff&lt;/em&gt;- tem de garantir que os pilotos terão um equipamento confiável, alimentação adequada e um mínimo de segurança, tanto contra acidentes, nos momentos em que estão acelerando no deserto, quanto contra roubos, durante a noite, quando param suas máquinas em algum vilarejo de nômades no Marrocos ou na Mauritânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação pra o meu 'rally urbano', teria de incluir um bom planejamento do ponto de vista das ruas e avenidas a serem percorridas (de preferência as mais tranquilas); lanternas, na dianteira e na traseira da bike - pra ficar bem visível à noite, na volta -; mochila, pra asssegurar que meu 'kit-executivo' (o traje de trabalho: terno, camisa, gravata, sapato e cinto) chegue no escritório seco, limpo e desamassado e, finalmente, corrente e cadeado - a segurança de meu 'veículo' nos locais em que eu estacionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez atingido meu primeiro objetivo, o de chegar no escritório, começaria a segunda fase - que, claro, também teria de ser planejada. Essa etapa consistiria em trocar o visual de ciclista pelo de executivo e em eliminar qualquer comprometedor resíduo de suor resultante da aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo planejado na véspera, a terça-feira de manhã seria, finalmente, o dia de pôr o plano em ação. O, digamos, estacionamento de meu veículo, fica num canto bem escondido - e com forte cheiro de bolor - bem atrás da área destinada aos carros, no segundo subsolo do prédio. Trata-se de uma enorme barra enorme de ferro na qual há, soldados, ganchos nos quais as bikes ficam penduradas. Contrastando com minha, sem modéstia, moderna bicicleta, as demais são indícios do sedentarismo de meus vizinhos: modelos antigos, muita poeira cobrindo bancos e quadros, cadeados enferrujados prendendo as velhas correntes. Desengancho minha guerreira e saio pela calçada de uma movimentada avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Descubro, mal saindo da garagem, que minha equipe de apoio - no caso, eu mesmo - falhou num detalhe crucial: a previsão meteorológica. Não me passou pela cabeça verificar pela Internet como estaria o clima. O dia está frio e nublado. Uma fina garôa que não combina nem um pouco com a imagem que as pessoas fazem dos passeios de bibicleta cai sobre a cidade, com pequenas pausas para rajadas de vento. Preparado que estou não desanimo. Sigo em frente. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A exemplo do que havia feito no sábado anterior, vou disputando o espaço com os pedestres na calçada para não correr o risco de ser atropelado pelos carros, na rua. Em menos de um quilômetro, alcanço a avenida Sumaré, com seu enorme canteiro central no qual as pessoas costumam fazer caminhadas e correr todos os dias e o dia todo. Nas laterais, na faixa mais à esquerda, há vias especiais para as motos seguirem em segurança, sem passar no meio dos carros, como ocorre nas outras avenidas. Alguns ciclistas se arriscam a disputar esse espaço com os motociclistas. Eu não. Fico, mais uma vez, na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputando espaço quase sempre com os pedestres e, menos frequentemente, com os carros, chego à entrada do prédio em que trabalho em 30 minutos. De carro, num dia normal de trânsito forte, a ida ao escritório tomaria 40 minutos, mais ou menos. No item 'tempo', portanto, a operação foi bem sucedida. Mas agora vem a parte mais difícil: entrar vestido de ciclista e encontrar um lugar para mudar de roupa. Tudo isso, de preferência sem ter de subir pelo elevador até o 17º andar, onde trabalho - isso provavelmente implicaria dar de cara com algum colega e consequentemente ser alvo de chacotas. (Posso estar enganado, mas não acredito que as pessoas compreenderão a maluquice de encarar o trânsito de SP a bordo de uma bike pra ir pro trabalho. Sendo assim, melhor evitar exposições públicas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro, no fundo da garagem (sempre o fundo da garagem), um banheiro usado pelos funcionários. Um cúbiculo mofado, no fundo do qual se esconde um vaso sanitário fedorento e uma pia de louça branca, toda suja de graxa. Espremido, retiro o conteúdo da mochila-tudo incrivelmente seco e desamassado! -, me equilibrando num pedaço de papelão pra não sujar os pés no chão molhado. O terno, a camisa e a gravata ficam dentro da pia, protegidos precariamente por um saco plástico de supermercado antes usado para embalar os sapatos. Trocado, ponho de volta na mochila o 'kit ciclista'. Como o prédio não dispõe de um estacionamento específico, por mais simples que seja, acorrento minha bicicleta no corrimão de uma escada, num canto do primeiro subsolo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Usando um terno preto, camisa branca e uma gravata azul, bem sóbria, saio do banheiro transformado. Outro homem. Entro no elevador cumprimento os colegas pensando, já, no momento da saída, às 18h, quando terei de encarar mais uma sessão de banheiro fedorento e trânsito pesado. Sem dúvida, São Paulo é uma cidade feita para carros, não para pedestres. Muito menos para bicicletas.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7819301772130629011?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7819301772130629011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7819301772130629011' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7819301772130629011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7819301772130629011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/09/dia-mundial-sem-carro-segunda-etapa-ou.html' title='Dia mundial sem carro - Segunda etapa (ou Missão Escritório)'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RzWQXhFZvRI/AAAAAAAAACw/wEo6ec21OmI/s72-c/um_carro_a_menos_low.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-682551032824517555</id><published>2007-09-24T14:31:00.000-07:00</published><updated>2007-09-24T14:42:59.912-07:00</updated><title type='text'>The paths of Kruger Park</title><content type='html'>Peço licença aos meus dois leitores e meio em português pra postar, a pedido dos meus outros dois leitores, os não brasileiros, um texto em inglês. Trata-se de uma tradução do texto anterior, 'As veredas do Kruger Park'. Meus agradecimentos à colega Thais e seu digníssimo, Diogo, que verteram o material do vernáculo pátrio para o anglófono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As João Guimarães Rosa, a Brazilian writer, once wrote, sertão is as large as the world. It goes as far as your eyes can see. During these days of drought, sertão is like an enormous ocean of dark colors, such as yellow, brown, grey, and, sometimes, green. Kruger Park, the biggest national park in South Africa is like a huge sertão. An endless plain land, made of small, dry, twisted trees, spreads across dozens of kilometers all the way to the horizon, where all these dark colors meet the blue of the sky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Created in 1989, by former president of the Transvaal Republic (nowadays, part of South Africa), Paul Kruger, the park functioned, in its early years, as a reserve intended to protect wildlife. By that time, no tourist visit was allowed. It was only in 1926, when it was officially turned into a national park, that Kruger Park started to receive visitors. Hundreds, thousands, millions of them.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Since that, the park has grown and continues on growing as one of the most important destinations for adventurers from all over the world who search for wild animals - and, at the same time, as a land were these animals are, in fact, wild. In Kruger Park, life follows its natural course with both big and small battles to survive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The park numbers are impressive. Its total area is up to 2 million hectares - equivalent, for example, to Israel. It received, in 2006, 1.2 million tourists, close to a fifth of all visitors who come to Brazil during one whole year. There are 12.5 thousand elephants, 7 thousand rhino, 7 thousand giraffes, 21 thousand zebras and 120 thousand impalas (a kind of antelope) according to the last cense, which took place in 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We traveled across Kruger Park in a three day safari from the main entrance, the Paul Kruger Gate. We could see, live, almost all these species. Out of the called 'big five', the quintet of large mammals that fulfill the dreams of safari operators (bull, lion, rhino, elephant and leopard), we just were not able to see the leopard, a wild cat related to the Brazilian jaguar. That maybe due to its reserved personality, less inclined to public apparitions. Personality that is, actually, the opposite of another related wild cat, the lion,  which shows no embarrassment and with an enormous dose of vanity, parades among the cars of marveled tourists and the thousand clicks from digital cameras (see the picture). This is also an identifiable personality characteristic of many leo, such as this writer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But differently of what you can imagine by the numbers, travel across this sertão’s dusty roads looking for animals is quite a patience exercise. Men, here, are just spectators. The animals, the land owners, are there, but not to be watched, like in a zoo. Predators and preys carry out, daily, their roles, minding no men. That is why you need to learn to delight yourself with the small clues that theses daily battles leave throughout the burned soil of the African savannah.&lt;br /&gt; The carcass of an antelope devoured by a lion, for example, left by the side of the road (see the picture); the scratches, on a tree trunk, made by the nails of a leopard which sharpened its claws there, like a huge cat; the rhino’s excrements splattered on the floor in a way to show the other rhinos that he is the owner of the area; the huge and round footprints of an elephant. Sertão is not obvious. Nature is not obvious.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-682551032824517555?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/682551032824517555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=682551032824517555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/682551032824517555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/682551032824517555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/09/paths-of-kruger-park.html' title='The paths of Kruger Park'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3277201494724998568</id><published>2007-09-22T13:49:00.001-07:00</published><updated>2007-10-06T04:31:25.367-07:00</updated><title type='text'>Dia Mundial sem carro - Primeira Etapa</title><content type='html'>Peço desculpas aos meus quase dois leitores pelo longo período de ausência. Escrever demanda tempo, paciência e uma considerável dose de vontade de compartilhar com as pessoas sentimentos, idéias e experiências. Idéias, experiências e principalmente sentimentos - de amor e de ódio - nunca me faltaram. Tempo e paciência, esses, sim, andaram em falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, passado esse período cinzento - outros ainda virão, entendam...-, tô de volta. Pra falar sobre o tal 'Dia Mundial sem Carro'. Só pra situar, essa efeméride foi criada nos anos 1970 na Europa, durante a crise do petróleo. Na década de 90, os dias sem carro ('carfree days', em inglês) se tornaram mais e mais populares. Surgiram ONGs especializadas em tratar da questão e, em 1999, foi estabelecido o Dia Internacional sem Carro - quem quiser saber mais dessa história, o site é &lt;a href="http://www.worldcarfree.net/"&gt;http://www.worldcarfree.net/&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o carfree day foi realizado pela primeira vez em 2001. Atualmente, é adotado em mais de 100 municípios, com destaque, claro, para as capitais, onde o trânsito é um dos maiores problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números mais recentes da Fundação Seade dão conta de que, em 2002, havia na cidade de São Paulo 5,5 milhões de veículos - o equivalente a 24% de toda a frota nacional. Considerando-se que o crescimento de 3% ao ano no período de 1998 a 2002 se manteve nos anos seguintes, o número de carros na cidade seria de mais ou menos 5,7 milhões. A malha viária, pelo que informa o site da Prefeitura, é de 15,5 mil quilômetros e, até onde sabemos, não tem recebido grandes investimentos em amplição. O próprio prefeito Gilberto Kassab declarou que há um déficit de 110 quilômetros de vias. Temos, enfim, cada vez mais carros numa estrutura de ruas e avenidas que praticamente não cresce. O resultado todo mundo conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente por causa desse enorme caos em que se transformou o trânsito de São Paulo que o Dia Mundial sem Carro chamou tanto a atenção. Nos rádios, TVs e jornais, o assunto ganhou visibilidade. A questão é: a população adotou pra valer essa idéia? Pra conferir se isso, de fato, ocorreu e pra dar minha parcela de contribuição, resolvi fazer um 'test-bike', em duas etapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 22 de setembro, o dia mundial sem carro. Primeira etapa. Trajeto de quatro quilômetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira constatação: o dia mundial sem carro não foi, assim, sem carro. Partindo da rua Arthur de Azevedo, em Pinheiros, viro à esquerda na rua Pedroso de Moraes, onde, puxando pela memória, me lembro de que havia uma bicicletaria - uma portinha acanhada e cuja sujeira escura produzida pela borracha dos pneus e pela graxa mais fazia lembrar uma borracharia, mas mais que suficiente para calibrar meus pneus. "Dia mundial sem carro? O senhor tá brincando. Pra falar a verdade, o movimento hoje tá igual ao dos outros sábados. O pessoal, pelo jeito, não se empolgou muito com a idéia de trocar o carro pela bicicleta", me informa o simpático dono da loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo em frente, ainda pela Pedroso, vou em direção à avenida Rebouças, uma das mais importantes de São Paulo. O movimento me confirma a informação do vendedor. O número de carros me parece igual ao de outros sábados - coisa que, aliás, os jornais também constatariam; a manchete da Folha de S. Paulo, por exemplo, no dia seguinte, era: "Trânsito e poluição marcam o Dia Mundial Sem Carro em SP".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No semáforo da Pedroso que dá para a Rebouças, sigo, como as motos, pela trilha que se abre no meio das filas de carros que esperam pelo sinal verde. Num Honda Fit prateado, uma garota de óculos escuros me olha feio através dos vidros fechados. Vira o rosto. Uma mulher de cabelos cacheados ao lado, ao volante - provavelmente a mãe -, buzina, preocupada com o perigo de que eu risque seu veículo. O sinal abre. Sigo, ainda no meio dos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco um pouco de segurança pedalando o mais próximo possível do meio fio, como recomendam os especialistas em 'ciclismo urbano'. Mas um, dois, três ônibus enormes passam muito próximos de mim, quase me derrubando. Os carros, menores, preferem buzinar, da mesma forma que a tia do Honda Fit havia feito minutos antes. Me lembro instantaneamente do que a Renata Falzoni - fundadora do grupo Nightbikers e maior especialista no assunto - havia dito em entrevista na Rádio CBN um dia antes: "Se você quer começar a pedalar no trânsito de São Paulo, esqueça as regras e vá pela calçada, respeitando os pedestres. Não é o mais correto, mas é o mais seguro". Constatação, aliás, que eu já havia tido três ou quatro anos atrás, quando, quando fazia diariamente o percurso entre meu apartamento, na Barra Funda, e o Estadão, onde trabalhava. Não dá pra esperar, mesmo, o respeito dos ônibus e, principalmente, dos carros. Sendo assim, decido deixar de correr riscos, andando pela rua, para causar riscos, pedalando pela calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois quarteirões antes de onde a Rebouças se transforma na ponte Eusébio Matoso (que, por sua vez, dá para a avenida Francisco Morato), começo a ter uma noção mais clara do sacrifício diário a que os pedestres - com quem agora divido a uma estreita feixa entre a avenida e as garagens das casas - são submetidos todos os dias naquela região. A calçada, toda esburacada, exige habilidade pra escapar de pedaços de piso soltos, buracos e pequenas poças formada pela água usada para lavar a fachada das casas e postos de gasolina na região. Já as guias rebaixadas para deficientes estão em todas as esquinas. Só que, em muitos casos, nessas mesmas esquinas em que há as guias rebaixadas, não há um semáforo ou uma faixa que seja para permitir que o pedestre - ou, nesse caso, o ciclista - atravesse a rua em segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ponte Eusébio Matoso, descubro que há, quase invisível aos olhos preocupados com o trânsito dos motoristas, uma área para a passagem de pedestres - estreita, acanhada, mas ali está, pra facilitar minha vida. Ainda na ponte, uma pausa para observar com um pouco mais de atenção o caldo escuro e fedorento (muito fedorento!) do Rio Pinheiros, coisa impossível de se fazer a bordo de um automóvel. Cruzo com pedestres e alguns ciclistas. Nada de cumprimentos. Apenas olhares de cumplicidade - o mesmo tipo de olhar de cumplicidade que trocam os vestibulandos, os maratonistas e os passageiros das companhias aéreas, nas intermináveis filas dos guichês e salas de embarque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da ponte, outro obstáculo: os tubos de aço que servem como base de apoio para as enormes placas de sinalização - em geral, essas placas têm um metro e meio de comprimento por dois de largura - são instalados nas calçadas, dificultando a passagem de pedestres. Sigo por mais cinco quadras, pela avenida Valdemar Ferreira até o portão principal da USP. Estou a salvo. No dia sem carro, como em todos os outros, o trânsito de SP esteve um caos. Por causa dos carros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3277201494724998568?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3277201494724998568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3277201494724998568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3277201494724998568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3277201494724998568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/09/dia-mundial-sem-carro-primeira-etapa.html' title='Dia Mundial sem carro - Primeira Etapa'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-3090669438624625613</id><published>2007-09-06T06:19:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T06:05:59.500-07:00</updated><title type='text'>As veredas do Kruger Park</title><content type='html'>Como disse João Guimarães Rosa, o sertão é do tamanho do mundo. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuUfphqwHRI/AAAAAAAAABQ/dm8N46l6ubU/s1600-h/DSC09643.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108524150594477330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuUfphqwHRI/AAAAAAAAABQ/dm8N46l6ubU/s200/DSC09643.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Do tamanho de até onde a vista alcança. Nesses meses de seca, o sertão é como um imenso mar de tons amarelos, marrons, acinzentados, negros e, às vezes, verdes. O Kruger Park, maior parque nacional da África do Sul, na savana africana é assim, como um imenso sertão. Uma planicie interminável composta por árvores baixas, secas e retorcidas, que se espalha por dezenas de quilômetros até o horizonte, onde todos esses tons escuros se encontram com o azul do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Criado em 1989, pelo então presidente da República do Transvaal (hoje parte da África do Sul), Paul Kruger, o parque funcionou, nos primeiros anos, como uma reserva destinada à proteção da vida selvagem, sendo proibida a visita de turistas. Foi somente em 1926, quando foi transformado oficialmente em parque, que o Kruger passou a receber visitantes. Centenas, milhares, milhões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cresceu em tamanho e segue sendo um dos principais destinos de aventureiros de todo o mundo em busca de contato com os animais selvagens - e, ao mesmo tempo, como uma área em que esses animais têm a liberdade de ser, de fato, selvagens. No Kruger Park, a vida segue seu curso de pequenas e grandes batalhas pela sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os números do parque são impressionantes. A área total é de 2,0 milhões de hectares - o equivalente, por exemplo, ao Estado de Sergipe ou a Israel. Recebeu, em 2006, 1,2 milhão de turistas, mais ou menos um quinto do número de visitantes que o Brasil recebe anualmente. Possui 12,5 mil elefantes, 7 mil rinocerontes, 7 mil girafas, 21 mil zebras, 30 mil búfalos e 120 mil impalas (uma espécie de antílope), segundo o último censo, realizado em 2005. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuU8NhqwHXI/AAAAAAAAACA/mAUXL-pow5g/s1600-h/DSC09236.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108555555395345778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuU8NhqwHXI/AAAAAAAAACA/mAUXL-pow5g/s200/DSC09236.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Percorremos o Kruger Park num safari de três dias, a partir da entrada principal, a Paul Kruger Gate. Pudemos ver, ao vivo, quase todas essas espécies. Dos chamados &lt;em&gt;big-five&lt;/em&gt;, o quinteto de grandes mamíferos que faz a alegria das operadoras de safaris (búfalo, leão, rinoceronte, elefante e leopardo), só faltou, mesmo, o leopardo, o 'irmão' da nossa onça pintada. Reflexo, talvez, de sua personalidade reservada, menos dada a grandes aparições em público. Personalidade, aliás, oposta à do primo leão, que, sem o menor pudor e com enorme dose de vaidade, desfila por entre os carros dos turistas extasiados e os milhares de cliques das câmeras digitais (foto), características, por sinal, identificável na personalidade de boa parte dos leoninos, como este escrevinhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diferentemente do que se pode imaginar pelos números, percorrer as estradas de terra empoeiradas desse sertão em busca da bicharada é um exercício de paciência. O homem, aqui, é apenas expectador. Os animais, donos do pedaço, estão alí, mas não para serem vistos, como num zoológico. Predadores e presas cumprem, diariamente, seus papéis, sem se importar com o bicho homem. Por isso, é preciso aprender a se encantar com as pequenas pistas que as batalhas do dia-dia vão deixando pelo chão queimado do cerrado africano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuUf9hqwHSI/AAAAAAAAABY/-obLmHcmYn4/s1600-h/DSC09641.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuU9AhqwHYI/AAAAAAAAACI/WPK1PXBFuzM/s1600-h/DSC09160.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108556431568674178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuU9AhqwHYI/AAAAAAAAACI/WPK1PXBFuzM/s200/DSC09160.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A carcaça de um antílope devorado pelo leão, por exemplo, deixada à beira da estrada (foto); as marcas, no tronco de uma árvore, das unhas de um leopardo que alí afiou suas garras, como um gato enorme; o cocô de um rinoc&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuU6PRqwHVI/AAAAAAAAABw/mjnWW29pjDY/s1600-h/DSC09160.JPG"&gt;&lt;/a&gt;eronte, espalhado pelo chão como forma de demonstrar aos demais de sua espécie que é dono daquele território; as pegadas enormes e redondas de um elefante. O sertão não é óbvio. A natureza não é óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais infomações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site oficial do Kuger Park&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sanparks.org/webcams/satara.php"&gt;http://www.sanparks.org/webcams/satara.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bundu Safari&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bundusafaris.com/"&gt;http://www.bundusafaris.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-3090669438624625613?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/3090669438624625613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=3090669438624625613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3090669438624625613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/3090669438624625613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/09/as-veredas-do-kruger-park.html' title='As veredas do Kruger Park'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuUfphqwHRI/AAAAAAAAABQ/dm8N46l6ubU/s72-c/DSC09643.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7947158051636083605</id><published>2007-08-26T07:55:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T06:16:26.231-07:00</updated><title type='text'>Route-Movie</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuVCcBqwHaI/AAAAAAAAACY/KtyjAi9eTrM/s1600-h/DSC08860.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108562401573215650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuVCcBqwHaI/AAAAAAAAACY/KtyjAi9eTrM/s200/DSC08860.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Garden Route poderia, digamos assim, ser considerada o cenario perfeito para um &lt;em&gt;road movie&lt;/em&gt; - um filme daqueles em que a historia se passa na estrada, ao longo centenas ou milhares de quilometros, seja a bordo de um onibus, de um carro, ou, melhor ainda, de uma moto, como em &lt;em&gt;Easy Rider&lt;/em&gt;, o principal classico desse genero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de seus 1.600 quilometros, entre Cape Town e Durban (ou 800 quilometros, entre Cape Town e Port Elizabeth), se&lt;br /&gt;alternam praias, montanhas, canions, cidadezinhas historicas e planicies a perder de vista nas quais as pastagens e as plantacoes de todos os tipos produzem, para o viajante, uma infinidade de tons de cores, especialmente no final da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando um pouco do estilo &lt;em&gt;Road Movie&lt;/em&gt;, como cinefilo meia-boca que sou, confesso que nunca assisti &lt;em&gt;Easy Rider&lt;/em&gt;. Minhas referencias no genero estao mais para &lt;em&gt;Sideways&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Diarios de Motocicleta&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Sideways, dois ex-colegas de faculdade passam uma semana juntos viajando num conversivel pela regiao produtora de vinhos da Califiornia. Miles, recem separado e enofilo, busca esquecer a ex-mulher. Jack, o ex-ator bonitao e fracassado, esta prestes a se casar e busca aproveitar o tempo que resta como solteiro conquistando garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diarios de Motocicleta conta a historia da viagem que o jovem Ernesto Che Guevara fez pela America Latina a bordo de uma moto antes de se tornar guerrilheiro, revolucionario e icone da cultura pop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada, nos dois casos, e personagem central. As montanhas, as planicies, os hoteis, as retas interminaveis, tudo isso da sentido a historia. E nesses cenarios que os personagem discutem, vivem seus affairs ou apenas celebram a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente com esse espirito, o de celebrar a vida, que pegamos a Garden Route numa sexta-feira ensolarada do inverno de Cape Town, coisa rara nesta epoca do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bordo de uma van, seis amigos que haviam se conhecido ha menos de um mes e que, de fato, dificilmente terao oportunidade de se reunir novamente - tres caras italianos, um alemao, um brasileiro e uma garota espanhola. No volante, o belga Bart, um tiozao com cara de roqueiro que ha mais ou menos dez anos veio para a Africa do Sul para passar ferias. Gostou tanto que resolveu ficar por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom amante de rock'n roll, Bart caprichou na trilha sonora. Entre U2, Marvin Gaye e uma serie de bandas e estilos entre o soul e o ska, percorremos os cerca de 300 quilometros entre Cape Town e Albertinia, mais ou menos na metade da Garden Route.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodamos, as vezes, por estradas vicinais, em trechos que lembram a rodovia Rio-Santos - dada a quantidade de curvas em&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuVC7RqwHbI/AAAAAAAAACg/A-JvcVXOQYE/s1600-h/DSC08920.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108562938444127666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuVC7RqwHbI/AAAAAAAAACg/A-JvcVXOQYE/s200/DSC08920.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; que o mar e as montanhas se encontram -, as vezes pela N2, uma das mais importantes estradas da Africa do Sul, que, no inicio, sobe por montanhas de cerca de mil metros, entre plantacoes de uva destinadas a producao de vinho e, depois, adentra pelo interior do pais em infindaveis planicies nas quais se espalham pastagens e plantacoes de trigo e canola, que produzem figuras geometricas em diversos tons de verde e de amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte as paradas para abastecimento, para fumar (proibido dentro da van), para pernoite e para lanches de diversos tipos, foram, ao todo, cinco paradas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Bettys Bay - uma das maiores colonias de pinguins da Africa do Sul (acreditem, esses bichinhos engracadinhos sao muito mais bonitos nas fotografias; as colonias fedem coco de pinguim);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Vinicola Idiom, em Hermanus - oferece uma degustacao de cerca de 10 vinhos, produzidos na regiao;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Hermanus - O principal ponto de observacao de baleias da Africa do Sul. Durante o inverno, dezenas de turistas se aglomeram na praca central no inicio da manha e no final da tarde para observar as baleias. A cidade possui alguns bares e cafes que merecem uma parada. Um, digamos assim, conceito de cidade de praia com o qual nos, brasileiros, estamos pouco acostumados; o mar esta ali, mas mais como cenario. Como o clima e extremamente frio, as pessoas preferem se divertir nos cafes a ir na praia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Swellendan - A terceira cidade mais antiga da Africa do Sul, fundada em 1745 por holandeses;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Garden Route Game Lodge - Em Albertinia, perto de Mossel Bay. Trata se de uma fazenda transformada em area de preservacao. Comuns no pais, essas fazendas acabam se transformando em mini-safaris onde os animais (como bufalos, rinocerontes e elefantes) fazem a alegria dos turistas que nao se dispoem a bancar os altos custos de um safari de verdade nos parques nacionais. Dispoe de quartos bem confortaveis com excelente vista para as montanhas - peco desculpa aos meus dois leitores e meio por copiar descaradamente boa parte deste paragrafo de outro post;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) Bungee Jump Gourits River Bridge - um bungee jump de 65 metros numa ponte, cercado por um cenario espetacular - tudo bem, nao e o maior do mundo, mas nao fica devendo muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorremos os cerca de 600 quilometros (ida e volta) entre Cape Town e Albertinia em dois dias e meio. Entre uma boa trilha sonora, bons vinhos e um belo cenario, o que vale e nao viver como um passageiro da propria vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7947158051636083605?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7947158051636083605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7947158051636083605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7947158051636083605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7947158051636083605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/route-movie.html' title='Route-Movie'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RuVCcBqwHaI/AAAAAAAAACY/KtyjAi9eTrM/s72-c/DSC08860.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-7617999572128188286</id><published>2007-08-25T12:34:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T15:34:08.377-07:00</updated><title type='text'>Uma historia africana - mas bem brasileira</title><content type='html'>A história do angolano João Assaca, 48 anos, se parece com a de muitos joões brasileiros. Assim como os outros, ele foi obrigado deixar a região onde vivia para tentar a vida em outro canto. Foi parar na periferia de uma grande cidade, onde luta para, com um salário de cerca de R$ 600 por mês, sustentar a mulher e os oito filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João veio para a África do Sul há nove anos, refugiado da guerra civil angolana - uma guerra que durou 26 anos, afetou 4 milhões de pessoas e só terminou em 2002. Em seu país, abandonou o posto de policial militar. Fugiu como desertor. "Pegar em armas para matar gente do meu próprio país? Me recusei." Nessas circunstancias, se voltar para Angola, Joao sera preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entrar na Africa do Sul, atravessou o rio Orange, o maior da África do Sul, na fronteira com a Namíbia numa canoa, levando quatro dos oito filhos. Os outros ficaram com a mulher, em Angola. Vieram depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de mãe congolesa e pai angolano, João viveu no Congo até os 21 anos. Depois, mudou-se para Angola, de onde fugiu definitivamente aos 39. "Passei minha infância no Congo e a idade adulta em Angola. Agora, estou começando minha velhice aqui na África do Sul."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da infância no Congo, herdou o domínio do francês. Fala, também português - Angola é um dos 10 países que tem o português como língua oficial - e inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que se mudou para o país, João já trabalhou em diversos locais, sempre como segurança. Atualmente, é vigia da Universidade de Stellenbosch, uma cidade conhecida na Africa do Sul por produzir bons vinhos e por possuir elevado padrão de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os cerca de US$ 300 que recebe por mês, comprou um barraco em Guguletu, uma township - townships são a versão sul africana das nossas favelas - na periferia da Cidade do Cabo. Para ir para o trabalho, se espreme diariamente com outras centenas de trabalhadores num dos trens metropolitanos que percorrem, a cada mais ou menos uma hora, os 50 quilômetros entre Stellenbosch e a Cidade do Cabo - como os trens são lentos, o percurso é realizado em cerca de uma hora."Às vezes, quando o dinheiro está curto, tomo só um trem na volta e faco o restante do percurso a pé."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Guguletu, João convive com outros milhares de refugiados. Gente vinda, como ele, de Angola, e de outros países africanos que vivem à beira do colapso, governados por ditadores ou sob permanente estado de guerra civil - apenas o caótico vizinho Zimbabue, que vive sob uma inflação de cerca de 900% ao mês, já 'exportou' para a Africa do Sul cerca de 3 milhões de pessoas, segundo a ONU. João reclama de que, assim como os outros, sofre preconceito dos sul africanos, na township. "Embora sejamos todos negros, eles reconhecem as pessoas vindas de outro pais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente num trem, numa tarde ensolarada de sábado, que conheci seu João, enquanto voltava de minha visita a Stellenbosch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os cerca de quarenta minutos em que conversamos, ele me contou detalhes de seu passado e de seu presente. Numa estacao proxima a Cape Town, se despediu. Se encontraria com a filha mais velha, que trabalha numa loja para, juntos, voltarem para casa. Abriu um enorme sorriso quando falou da possibilidade de a filha entrar na faculdade. Assim como muitos dos joões brasileiros, o João angolano insiste em acreditar na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-7617999572128188286?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/7617999572128188286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=7617999572128188286' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7617999572128188286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/7617999572128188286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/uma-histria-brasileira-mas-que-s.html' title='Uma historia africana - mas bem brasileira'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8279770546821685850</id><published>2007-08-23T06:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T10:35:34.225-07:00</updated><title type='text'>Leoes enlatados</title><content type='html'>A expressao que da titulo a este post, 'leoes enlatados', pode parecer, a primeira vista, exagerada e estranha para quem nunca ouviu falar nesta modalidade de caca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo vem da expressao 'canned hunt', em ingles 'caca enlatada', que, nos Estados Unidos, serve pra designar algumas areas particulares nas quais a caca e liberada. Por mais estupida e absurda que seja, essa pratica e permitida por lei em alguns estados americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, em geral, os animais ficam em grandes fazendas, o termo mais correto talvez fosse algo como 'farmed hunt' ("caca 'enfazendada'") ou, na pior das hipoteses, 'caged hunt' ('caca enjaulada').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas considerando-se as circunstancias com que e praticada aqui na Africa do Sul, talvez a expressao mais correta seja mesmo 'caca enlatada'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate junho deste ano, a 'canned hunt' era permitida por lei em areas particulares, nos mesmos molde do que ocorre nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zebras, gnus, impalas, nada escapava dos rifles dos cacadores. Segundo o jornal New York Times, na temporada de caca 2003-04, nada menos que 54 mil animais foram abatidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o grande trofeu eram, claro, os felinos, em especial, os leoes. Pode ate parecer estranho que, em pleno seculo 21, alguem ainda sinta prazer em apertar o gatilho de um rifle de alta precisao, capaz de perfurar um veiculo, sobre um coitado de um leao. O fato e que, na temporada 2003-04, cerca de 190 debiloides pagaram aproximadamente US$ 15 mil para ter esse, se e que se possa chamar assim, 'prazer'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E obvio que, nessas circunstancias, com armas de alto poder de destruicao,  alta precisao e com guias bem treinados para identificar os esconderijos, as melhores formas de posicionar a arma na hora do tiro, etc., os leoes nao tinham a minima chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questao e que, para facilitar a vida dos cacadores, eram frequentes os casos de abusos no tratamento dos animais. Um documento do governo britanico de 1997, intitulado 'The Cooke Report', relata situacoes em que os leoes eram sedados para serem abatidos mais facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a pratica banida, ha relatos de que, longe da fiscalizacao do governo, leoes ainda sao criados desde pequenos para virar trofeu. Mantidos em espacos minusculos, recebem diariamente grande quantidade de alimento para ganhar peso. Chegam a pesar, quando adultos, 250 quilos - ante 150 quilos de leoes que crescam na natureza, sem, digamos assim, terem sido criados pra morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram relatos desse tipo que ouvi dos guias do Garden Route Game Lodge, uma fazenda transformada em area de preservacao. Comuns no pais, essas fazendas acabam se transformando em mini-safaris onde os animais (como bufalos, rinocerontes e elefantes) fazem a alegria dos turistas que nao se dispoem a bancar os altos custos de um safari de verdade nos parques nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os guias, depois de apreendidos pela fiscalizacao governamental, muitos dos leoes acabam sendo doados para Organizacoes Nao Governamentais (ONGs), que, por sua vez, nao tem como bancar os altos custos de alimentacao e alojamento e acabam repassando os felinos para fazendas como o Garden Route.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La, ganham o direito de viver em areas maiores e reapredem a cacar por conta propria. Da mesma forma que ocorre com gatos criados em apartamento que, de uma hora para outra, tem de acompanhar os donos na mudanca para uma casa e, la, aprender como e a vida sobre um telhado, cacando pardais, esses leoes tem de descobrir, sozinhos, as melhores estrategias para cacar um antilope e garantir o almoco - embora, na maioria do tempo, a alimentacao seja garantida pela fazenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8279770546821685850?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8279770546821685850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8279770546821685850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8279770546821685850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8279770546821685850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/leoes-enlatados.html' title='Leoes enlatados'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-1008692941017967333</id><published>2007-08-16T13:17:00.000-07:00</published><updated>2007-08-21T08:28:28.582-07:00</updated><title type='text'>Terra de Poliglotas (II) - Publicado em 21/08</title><content type='html'>Imagine se, no Brasil, falassemos ingles. Mais: imagine se, alem do ingles, falassemos um portugues completamente diferente do falado em portugal (uma nova lingua que poderia ser batizada, mesmo, de 'brasileiro'). E, completando a lista, tupi-guarani, tupinamba e uma infinidade de outras linguas originadas dos nossos indios. Imaginou? Pois bem, e exatamente esse o cenario das linguistico da Africa do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, segundo a constituicao do pais, se falam, por aqui, nada menos que 11 idiomas: ingles, afrikaans, southern Ndebele, northern sotho, sotho, swati, tsonga, tswana, venda, zulu e Xhosa - que se fala produzindo um estalo da lingua no ceu da boca, num som dificil de pronunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me informa a Wikipedia que, segundo o Censo Nacional de 2001, as quatro linguas mais faladas no pais sao, pela ordem, zulu (24% da populacao), Xhosa (18%), afrikaans (13%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ingles e apenas a sexta linguagem mais falada. Essa estatistica, entretanto, nao deve intimidar eventuais interessados em conhecer o pais. E em ingles que sao anunciados os precos dos produtos nos supermercados, os precos da gasolina nos postos de combustivel e as tarifas de telefones celulares. Em ingles estao, tambem, as sinalizacoes nas estradas, nos onibus e nos bancos. Jornais, revistas e livros? Quase tudo em ingles. Sites - inclusive os do governo? Tambem em ingles. E, claro, e e em ingles que os locutores das radios se comunicam, num estilo, alias, bem parecido com o dos locutores das FMs brasileiras - quem quiser conferir clique em &lt;a href="http://www.goodhopefm.co.za/"&gt;http://www.goodhopefm.co.za/&lt;/a&gt;. E nos grandes centros urbanos funcionarios de orgaos publicos, estabelecimentos comerciais em geral e restaurantes falam ingles numa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso curioso, entre todas essas linguas e o do afrikaans. Simplificando bastante, trata-se de um holandes, modificado por mais ou menos quatrocentos anos de influencia das linguas dos nativos. A historia dessa lingua comecou no seculo 16, quando os holandeses da entao poderosa Companhia das Indias Ocidentais - que operava a rota das especiarias - se estabeleceram aqui em Cape Town (Cidade do Cabo). Ate o seculo 19, o afrikaans era considerado um dialeto do holandes mas, em 1925, foi reconhecido como lingua. Ainda assim, mais ou menos 85% das palavras em afrikaans sao parecidas com as equivalentes em holandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma pequena lista de palavras em afrikaans (com a comparacao com holandes), pescada da Wikipedia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrikaans - lughawe&lt;br /&gt;Holandes - luchthavenvliegveld&lt;br /&gt;Portugues - aeroporto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrikaans - winter&lt;br /&gt;Holandes - winter&lt;br /&gt;Portugues - inverno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrikaans - lemoen&lt;br /&gt;Holandes - sinaasappel&lt;br /&gt;Portugues - laranja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta da influencia dos holandeses aqui na regiao de Cape Town (provincia de Western Cape), o afrikaans e primeira lingua de 58% da populacao. E por isso, mesmo, a maioria das placas, por exemplo, embora esteja em ingles, tem, logo abaixo, a traducao pro afrikaans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a populacao em geral, no dia-dia, o afrikaans e o ingles disputam espaco com as linguas dos nativos (Xhosa, Zulu, etc). Experimente puxar conversa com um vendedor ambulante ou com o cobrador de uma das inumeras lotacoes que circulam por aqui, por exemplo. O vocabulario, na pratica, e uma mistura de todos esses idiomas. Se nao conseguir se comunicar, nao se desespere. Entregue o dinheiro (R 4 para uma passagem de lotacao, mais ou menos R$ 1,5), pronuncie o lugar pra onde quer ir e fique tranquilo. De uma forma ou de outra, mesmo nessa aparente confusao, a comunicacao funcionara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais links de radios e jornais da Cidade do Cabo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.goodhopefm.co.za/"&gt;http://www.goodhopefm.co.za/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.kfm.co.za/"&gt;http://www.kfm.co.za/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.capetimes.co.za/"&gt;http://www.capetimes.co.za/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.capeargus.co.za/"&gt;http://www.capeargus.co.za/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-1008692941017967333?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/1008692941017967333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=1008692941017967333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1008692941017967333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/1008692941017967333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/terra-de-poliglotas-ii.html' title='Terra de Poliglotas (II) - Publicado em 21/08'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4322523579228865350</id><published>2007-08-16T12:15:00.001-07:00</published><updated>2007-08-16T13:15:09.685-07:00</updated><title type='text'>Cabo da Boa Esperanca</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eu sou aquele oculto e grande cabo. A quem chamais vós outros Tormentório&lt;/em&gt;. (Os Lusiadas, Luis de Camoes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cabo da Boa Esperanca e o ponto mais ao sul do continente africano. Fica mais ou menos no ponto em que se encontram o oceano Atlantico e o Indico - digo mais ou menos porque o ponto exato e o Cape Agulhas, mais ou menos 150 quilometros a leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os portugueses e, de certa forma, para nos, brasileiros, o Cabo da Boa Esperanca possui uma enorme dose de simbolismo e uma dose ainda maior de importancia historica. Sua travessia foi considerado na epoca um feito tao importante que se tornou parte de Os Lusiadas, de Camoes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1847, Bartolomeu Dias cruzou o Cabo em busca de uma rota que permitisse aos portugueses chegar as indias, dando inicio a exploracao do comercio de especiarias India-Portugal. Encontrou, ali um mar violento, tempestuoso, que batizou de Cabo das Tormentas. Seguiu contornando a costa da Africa, mas, alguns dias depois, decidiu voltar para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em consequencia das excelentes perspectivas proporcionadas pelo feito - que signficava, digamos assim, 'dobrar a esquina da Africa', vislumbrando, as Indias logo ali na frente - o rei d. Joao II rebatizou a regiao com o nome de Cabo da Boa Esperanca, que prevalece ate hoje e que, vertido pro ingles, 'Cape of Good Hope', perde boa parte do seu sentido de conquistas e grandes aventuras que transmite em portugues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista geografico, o Cabo da Boa Esperanca consiste numa enorme peninsula composta por um paredao de rochas de uns 200 metros de altura que se desce vertical e abruptamente para o mar. La embaixo, ondas enormes se chocam contra as pedras, produindo um barulho fortissimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitamos o Cabo da Boa Esperanca dia 08 de agosto. Naquela tarde, um vento forte e gelado castigava a regiao. No horizonte, a oeste, o ceu, marcado por diversos tons de cinza, se tornava mais escuro, com nuvens enormes enormes e sinais de tempestade em varios pontos do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando se, naqueles dias, ha mais de 500 anos, Bartolomeu Dias enfrentou um tempo assim. Mais admiravel e imaginar como, com os recursos tecnologicos da epoca, conquistaram tal feito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4322523579228865350?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4322523579228865350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4322523579228865350' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4322523579228865350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4322523579228865350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/cabo-da-boa-esperanca.html' title='Cabo da Boa Esperanca'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8333631353199253364</id><published>2007-08-15T15:09:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T12:15:39.179-07:00</updated><title type='text'>Terra de poliglotas</title><content type='html'>Criado em 1993 num predio que, imagino, tenha sido um casarao de meados do seculo 20 no bairro de classe media alta de Green Point, o Cape Comunication Center (CCC) abriga algumas dezenas de alunos - teenagers, em sua grande maioria - que diariamente tem aulas de ingles em suas 30 salas. Gente de todos os canto do mundo: turcos, sauditas, italianos, espanhois, coreanos, franceses, russos, angolanos e, claro, brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estao entre seus pares (gente da mesma origem), em geral adotam a lingua nativa. Os italianos, por exemplo, sao facilmente identificaveis: falam alto, gesticulam, riem. &lt;em&gt;Cazzo, caspita, vaffanculo&lt;/em&gt;. Pensam em mulheres o tempo todo. Falam a respeito de mulheres o tempo todo. Bebem vinho e cerveja com o mesmo impeto com que devoram pratos de macarrao, lasanha e outros itens do cardapio menos associaveis a seu estereotipo, como hamburger e todos os tipos de carnes. Tem, em geral, um comportamento parecidos com o de nos, brasileiros. Os franceses, mais reservados, dificilmente interagem com outras tribos. Circulam pela escola em grupos de tres ou quatro conversando em tom de voz bem comedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja os coreanos sao um caso a parte. Vem, normalmente, pra ficar alguns meses - as vezes, mais de um ano. Mesmo depois dos 25 anos se comportam como adolescentes: bebem, fumam, ouvem &lt;em&gt;rap&lt;/em&gt; de gangsters americanos, abusam do visual e das atitudes rebeldes. Passam por uma especie de estagio de ocidentalizacao. Sao, digamos, personagens de uma versao orientalizada de filmes como Porky's e Curtindo a Vida Adoidado, que imortalizaram o comportamento dos teenagers e universitarios americanos (e que, convenhamos, se repete entre os adolescentes pelo mundo afora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando essas tribos sao obrigadas a interagir - ou quando sao obrigadas a se comunicar com as pecas isoladas desse quebra cabeca cultural, como este escriba, nas aulas, por exemplo - apelam invariavelmente para o ingles. E o ingles nesse caso, acaba se tornando uma especie de impressao-digital linguistica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os italianos carregam na pronuncia dos 'eles'. Quando querem se referir a pessoas ('people'), pronunciam, por exemplo, o que, transformado em texto, seria 'pipoelll' - o ele sai carregado, bem parecido com a nossa pronuncia. Muito diferente da pronuncia dos americanos, algo mais proximo de 'pipou'.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ja os alemaes possuem um ingles bastante inteligivel. O ritmo com que pronunciam as palavras, entretanto, tem muito do jeito, digamos assim, quadrado com que falam e das palavras 'secas' e cheias de consoantes de sua lingua. O ritmo e cortado e as vezes salpicados de palavras longas do alemao.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os espanhois, por sua vez, falam um ingles acelerado, aparentemente consequencia da forma agil como se comunicam. Tem dificuldade de pronunciar o erre e o 've'. &lt;em&gt;Cases&lt;/em&gt;, por exemplo, (casos), pronunciado pelos espanhois - ou pelos que conheci, pelo menos, sai caisses. O 'a' sai bem aberto, semelhante ao nosso 'a' e o esse, que, nesse caso, teria som de ve (em ingles americano, a pronuncia seria algo como &lt;em&gt;queizes&lt;/em&gt;). Nunca assisti uma entrevista do piloto Fernando Alonso ou do tenista Rafael Nadal em ingles (lingua em que certamente sao obrigado a conversar com os jornalistas), mas imagino que nao seja dificil identificar essas caracteristicas em sua fala. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o caso mais interessante - pelo menos dos que pude acompanhar - e o dos coreanos. Tome-se como exemplo o de meu &lt;em&gt;roomate&lt;/em&gt; (colega de quarto), Kim Bae Son. Nosso nivel de interacao, na primeira semana de convivencia, se limitava a dois 'Hey', um de manha, quando eu e ele tinhamos de acordar pra ir pra aula e outro a noite, quando, em geral, ele chegava mais tarde e acendia as luzes do quarto, obrigando-me a virar para o lado oposto a direcao na qual ele vinha e a pronunciar um pouco mais que um rosnado - algo que, na cabeca dele, em coreano, deveria soar como 'Boa noite, amigo'. Qualquer tentativa de comunicacao que proporcionasse um pouco mais de informacao a respeito dele pra mim - e a meu respeito pra ele - sempre emperrou em alguma palavra que na boca dele me parecia impronunciavel. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, depois de uma semana, com a ajuda de um caderninho, no qual anotava seu, digamos assim, vocabulario, e de muita mimica, conseguimos chegar num nivel de interacao que, numa escala de zero a dez, equivalia a mais ou menos quatro. 'Mopurendo', por exemplo, significava 'My friend' (meu amigo). 'Dipurer' equivalia a 'diferent'. E 'cerupono' equivalia a 'cell phone' (o celular dele), que, no primeiro dia aqui, tocou as cinco e meia da manha, transformando minha primeira aula de ingles no exterior numa luta ingloria contra o sono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bae vai, daqui a dois dias, pra passar uma temporada em Durban (outra cidade litoranea aqui da AS). se as coisas nao mudarem, devera ser substituido por outro coreano. Vem ai, mais uma temporada de mimica e caderninho de anotacoes. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8333631353199253364?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8333631353199253364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8333631353199253364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8333631353199253364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8333631353199253364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/criado-em-1993-num-predio-que-imagino.html' title='Terra de poliglotas'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-217650855462122695</id><published>2007-08-11T15:13:00.001-07:00</published><updated>2007-08-12T11:25:50.720-07:00</updated><title type='text'>Mundo (s) em ingles</title><content type='html'>Nesse mundo globalizado, o ingles e artigo de primeira necessidade. Nos aeroportos, seja em Guarulhos, Cingapura ou Johannesburgo, antes de entrar no aviao, as pessoas fazem check in. Toda sexta-feira as empresas promovem o casual day e, nos eventos, nao tem quem nao participe de um coffee break (o 'prato principal', digamos, assim, pode ser um brasileirissimo pao de queijo, mas nao deixa de ser um coffee break). Aqui na Africa do Sul, dezenas de italianos, franceses e coreanos transitam pelas ruas das cidades, cada um falando ingles de um jeito - os sotaques sao os mais variados, mas isso e assunto pra outro post -, mas todos falando, claro, ingles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso, no entanto, e que o estilo de vida - e, mais do que isso, as marcas predominantes - estao tao comuns que o ingles, nessas circunstancias, deixa de ser artigo de primeira necessidade. Se torna quase acessorio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois vejam: sai de um aeroporto, em Guarulhos, desci em outro em Johannesburgo (AS) e tudo, com excessao de um gigantesco telao anunciando a copa do mundo de 2010 aqui na AS (e do caos no aeroporto de Guarulhos, que nenhum pais ainda conseguiu copiar, pelo que eu saiba) era igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A farmacia e clara, asseptica, em geral com o chao bem limpinho, e oferece, nas gondolas, creme anti rugas Nivea, pasta de dente da Colgate e xampu Wella. Tudo bem, voce pode ate nao entender se o shampoo e pra cabelos secos, anticaspa ou protege contra os efeitos dos raios UV porque o rotulo esta em ingles, mas reconhece perfeitamente que se trata de um xampu. Os fast foods (falar do ultraglobalizado Mc' Donalds e cliche) oferecem frango, batatas fritas, coca cola e cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, as cervejas. Essas sao um capitulo a parte. Esqueca os destilados; se voce quiser saber qual a bebida tipica de um determinado pais, basta perguntar pra qualquer garcon qual e a marca de cerveja mais vendida. Nos EUA, por exemplo, Muller e Bud. No Japao, Saporo (esqueca o saque). No Mexico, as favas com a tequila. As bebidas nacionais sao Sol e Tecate. E, aqui na AS, a bebida nacional e conhecida como Castle. Vendida em garrafas long neck, nao fica devendo nada pra nossa Skol - e custa R 9, o equivalente a R$ 3,00, ate o preco e globalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, voltando ao aeroporto. Ou, melhor, saindo do aeroporto se pega uma avenida na qual circulam Volkswagens (Golf, Polo e, nesse caso, Chico, uma versao popular do Golf), Fiats (Palio) e GMs (Corsa) e Ford (Fiesta). Temos tambem Toytotas, Hondas e Renaults.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No supermercado, pra que saber ingles? Basta entrar e ir diretamente a uma das gondolas. Estao la o pacote de sabao Omo, a garrafa de Coca Cola, o pacote de salgadinho Elma Chips. As frutas, verduras e legumes, nao sao monopolio de nenhuma supercorporacao, mas cenouras, batatas e pimentoes sao artigo comum em qualquer secao de hortifruti. No caixa, basta pagar com seu Mastercard, Visa ou American Express. O supermercado (aqui chamado 'pick and pay', ou pegue pague) pode ficar na AS ou nos EUA, mas seu banco, de la da sede na Cidade de Deus, no Jabaquara, ou na Eusebio Matoso, resolve a parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas 'made in Brazil'? Va a uma loja de esportes. Pelo menos aqui, do outro lado do Atlantico, Ronaldo Fenomeno e Ronaldinho estampam enormes outdoors e ajudam a vender camisetas e chuteiras da Nike. Ainda bem que ainda nao aprendemos a exportar E o Tchan e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanha tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DV&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-217650855462122695?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/217650855462122695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=217650855462122695' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/217650855462122695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/217650855462122695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/nesse-mundo-globalizado-o-ingles-e.html' title='Mundo (s) em ingles'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-253575604172822475</id><published>2007-08-11T10:39:00.000-07:00</published><updated>2007-08-12T05:24:17.117-07:00</updated><title type='text'>Apartheid</title><content type='html'>Meio pretencioso de minha parte decifrar o apartheid em uma semana de AS, mas ficam, aqui, algumas impressoes e um pouco de historia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, o apartheid (o regime politico que estabelecia, legalmente, a separacao entre brancos, negros e mulatos - aqui chamados de coloured) terminou em 1994, quando o ex-preso politico e lider da resistencia negra Nelson Mandela foi eleito presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas do apartheid, no entanto, ainda estao por toda parte em Cape Town. E impossivel andar pela cidade e nao se deparar o tempo todo com referencias, implicitas ou implicitas, ao regime. A cidade possui, por exemplo, um museu dedicado exclusivamente a historia da escravidao. O Slave Lodge (em ingles algo como 'residencia dos escravos' fica num edificio construido no seculo 17, que durante muito tempo serviu como deposito de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: diferentemente do que se possa imaginar no Brasil, os escravos aqui, na AS, em geral, nao eram negros africanos, mas asiaticos, trazidos pela holandesa Companhia das Indias Ocidentais pra servir como mao de obra de apoio pras atividades de suprimento dos navios que por aqui passavam na rota das especiarias Asia-Europa - Cape Town, por ficar no ponto mais ao sul do continente africano, se prestava bem ao papel de base de apoio pra essa rota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O museu mostra nao apenas a escravidao, mas a discriminacao e nao apenas na AS, mas no mundo inteiro. Ha, ali, muito da historia &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/Rr37L0WcerI/AAAAAAAAABI/bBCh3GCg4oY/s1600-h/DSC08543.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097506533703187122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/Rr37L0WcerI/AAAAAAAAABI/bBCh3GCg4oY/s320/DSC08543.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do racismo nos Estados, por exemplo - uma das historia e a de Rosa Parks, uma negra que, em 1955, foi a justica para protestar contra as leis do estado do Alabama que proibiam negros e brancos de sentarem lado a lado nos onibus. A decisao, favoravel a Rosa, abriu caminho para uma serie de outras e impulsionou o movimento pelos direitos civis, liderado por Martin Luther King - mostrado em varias fotos no museu. E tambem bastante material sobre a Ku Klux Klan (KKK).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao apartheid. Fica aqui em Cape Town a Ilha Robben (Robben Island), uma ilha que funcionou como prisao de seguranca maxima, especie de Alcatraz sul africana. De 1961 a 1991, Robben Island foi o destino dos presos politicos da AS. Foi em Robben Island que Nelson Mandela ficou preso durante vinte e poucos anos antes de se tornar presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desativada como prisao, a ilha se tornou destino turistico, um retrato bem visivel do que foi o regime (em breve, postarei fotos). No porto de onde partem as balsas a cada 30 minutos, um museu mostra, em fotos, recortes de jornais e pecas da epoca, toda a historia do regime, do inicio - oficialmente, na decada de 1960 - ate o final, como ja foi dito, em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas do apartheid, no entanto, podem ser vistas tambem no dia-dia, de maneira menos formal. Embora a separacao entre negros e brancos ja tenha terminado oficialmente a mais de uma decada, ainda e dificil encontrar, por aqui (pelo menos pelo que eu tenha visto em uma semana), negros que ocupem posicoes de destaque. Na St George Street, uma especie de Wall Street de Cape Town, nao se veem, por exemplo, negros engravatados, como em New York ou em SP. Eles estao la, sim, mas, em geral, varrendo o chao, vendendo quinquilharias ou trabalhando como atendentes nas dezenas de padarias e restaurantes finos (excelentes, por sinal) que se pode encontrar na regiao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas circunstancias, me chamou a atencao a cena aqui acima: criancas negras e brancas brincando juntas numa escola - mais interessante, uma escola de classe alta, como se deduz pelos uniformes. Se o passado foi de separacao, quem sabe o futuro seja, um pouco mais, de integracao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, voltarei ao tema. DV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns links:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Museus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.iziko.org.za/slavelodge/c_ex.html"&gt;http://www.iziko.org.za/slavelodge/c_ex.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento pelos direitos civis nos EUA&lt;br /&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/American_Civil_Rights_Movement_(1955-1968"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/American_Civil_Rights_Movement_(1955-1968&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robben Island&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.robben-island.org.za/"&gt;http://www.robben-island.org.za/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-253575604172822475?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/253575604172822475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=253575604172822475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/253575604172822475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/253575604172822475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/08/apharteid.html' title='Apartheid'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/Rr37L0WcerI/AAAAAAAAABI/bBCh3GCg4oY/s72-c/DSC08543.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-4953644506672679357</id><published>2007-07-21T22:20:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T19:14:21.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='www.bobgruen.com'/><title type='text'>Bob Gruen</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqKyWdg7Q_I/AAAAAAAAAAM/B-kumgfW51Q/s1600-h/Lennon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089826627831677938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqKyWdg7Q_I/AAAAAAAAAAM/B-kumgfW51Q/s320/Lennon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Texto que ficou na gaveta uns três meses, sobre a exposição Rockers, do &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK71tg7RDI/AAAAAAAAAAs/eBz4M32ELRo/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;/a&gt;fotógrafo americano Bob Gruen. &lt;a href="http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK2bdg7RBI/AAAAAAAAAAc/c2f6cYmJhe4/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem viu, viu. Ficou em cartaz, até dia 01 de julho, na Faap (SP), a exposição de fotos "Rockers", do norte-americano Bob Gruen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Gruen é um cara de sorte. Sempre esteve no lugar certo, na hora certa - &lt;em&gt;the right place at the right time,&lt;/em&gt; como ele mesmo reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1965, vivia em Nova York com um banda de folk à beira do colapso, a Glitterhouse. Meio capenga, a banda foi convidada pra tocar na inauguração de um salão de cabelereiro - não um salão qualquer, mas um salão dos descolados de NY.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, Gruen conheceu Bob Crewe, compositor e produtor, que decidiu dar uma sobrevida à Glitterhouse. Aliás, mais do que uma sobrevida; Crewe levou a banda pra gravar um disco pela Atlantic Records. O escolhido prá produção das fotos desse disco foi (bingo!) Bob Gruen. Outro Bob, o Rolontz, publicitário, gostou tanto do trabalho que indicou Gruen prá fotografar uma turnê dos Bee Gees. Na sequencia, vieram Ike e Tina Turner e Elton John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1972, Gruen foi convidado pelo jornalista Enry Edwards pra fotografar a banda Elephant's Memory, que gravava com ninguém menos que John Lennon - que, nessa época, já vivia em NY. Conversa vai, conversa vem, Gruen acabou se tornando amigo do ex-líder dos Beatles, e, por consequencia, seu, digamos assim, fotógrafo oficial. São dele as melhores fotos de John Lennon. E são de John Lennon as melhores fotos da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;Está lá, por exemplo, a clássica foto em que Lennon usa uma camiseta New York City, a cidade ao fundo. Mas há muito mais. Além das que retratam a postura em engajada, no estilo &lt;em&gt;give peace a chance,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;faça amor, não faça guerra&lt;/em&gt;, que ele tão bem encarnou nessa fase, há registro de um John Lennon menos comprometido com as causas políticas, de um cara, enfim, quase normal. Numa dessas fotos, John, sobre a cama desarrumada, segura o filho, Sean, ao lado de Yoko. O sorriso é de pai babão. Sorrindo, também, John a&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK4C9g7RCI/AAAAAAAAAAk/7CLiLIWZLGM/s1600-h/The+who.jpg"&gt;&lt;/a&gt;parece ao lado de Yoko e Mick Jagger, num estúdio. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK8m9g7RGI/AAAAAAAAABA/xehFNEZRaKU/s1600-h/The+who.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089837906415797346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK8m9g7RGI/AAAAAAAAABA/xehFNEZRaKU/s320/The+who.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a exposição não se resumiu a Lennon. Bob Gruen captou, ao longo de 35 anos de carreira - apresentados, aqui em 270 fotos - grupos como Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, The Who, e toda a turma do punk rock, de Ramones ao Blondie.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chuck Berry, por exemplo, é mostrado em transe, o rosto colado no braço da guitarra, olhos fechados, provavelmente, em meio a um solo. E os Allman Brothers surgem num retrato do que as bandas dos anos 70 queriam ser: os integrantes diante de um velho ônibus de turnê, chapéus, botas e camisas abertas, um deles segurando uma lata de cerveja Budweiser. Nada mais rockeiro. E mais: Pete Townshend (The Who), Kiss, Bob Dylan, Marvin Gaye, David Bowie - a lista é imensa. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bob Gruen soube e sabe como poucos captar o que poderíamos dizer que seja o espírito do rock. Um espírito que anda em falta nas bandas atuais - quem se der ao trabalho de ler este artigo e quiser me chamar de tiozão retrógrado, fique à vontade.&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK8MNg7REI/AAAAAAAAAA0/HSvGjUpjrN8/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089837446854296642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" height="223" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK8MNg7REI/AAAAAAAAAA0/HSvGjUpjrN8/s320/LZ.jpg" width="299" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK71tg7RDI/AAAAAAAAAAs/eBz4M32ELRo/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK71tg7RDI/AAAAAAAAAAs/eBz4M32ELRo/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Aviso: não adianta ver a foto na Internet. Pra captar esse espírito era preciso estar lá na exposição, ver a foto em tamanho grande. Quem viu, viu. Mas, se resta um consolo, o site de Bob Gruen é &lt;a href="http://www.bobgruen.com/"&gt;http://www.bobgruen.com/&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-4953644506672679357?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/4953644506672679357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=4953644506672679357' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4953644506672679357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/4953644506672679357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/05/bob-gruen.html' title='Bob Gruen'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqKyWdg7Q_I/AAAAAAAAAAM/B-kumgfW51Q/s72-c/Lennon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-8988656456615819115</id><published>2007-07-20T08:29:00.000-07:00</published><updated>2007-07-20T08:39:31.154-07:00</updated><title type='text'>Wine, music</title><content type='html'>Reproduzo, aqui, um trecho de minha primeira tentativa de ler um livro todo em inglês - o nome do livro é Disgrace e o autor, J. M. Coetzee, prêmio Nobel em literatura. Custa uns R$ 30 (sim, R$ 30!), no site da Livraria Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wine, music: a ritual that men and women play out with each other. Nothing wrong with rituals, they were invented to ease awkward passages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzindo: Vinho e música: um ritual que homens e mulheres jogam uns com os outros. Nada de errado com rituais. Eles foram inventados para facilitar as passagens embaraçosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-8988656456615819115?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/8988656456615819115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=8988656456615819115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8988656456615819115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/8988656456615819115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/07/wine-music.html' title='Wine, music'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2169798169687157648.post-2764750627789982374</id><published>2007-07-15T07:14:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T18:42:07.436-07:00</updated><title type='text'>Primeiras letras</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/RqK1sNg7RAI/AAAAAAAAAAU/5wOW63g32cw/s1600-h/LZ.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há um mês, mais ou menos, o Diário da Serra, o jornal onde dei meus primeiros passos, completou 15 anos. Na ocasião, me pediram pra escrever um texto descrevendo minha experiência por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive o cuidado de guardar tudo o que pruduzi como jornalistas, tenho os textos guardados, um por um e, por isso, resolvi voltar àqueles tempos, lendo boa parte das matérias que escrevi em minha passagem por lá. O resultado é o texto postado à seguir, que não foi publicado na íntegra no jornal, mas que reproduzo aqui. Fica, aqui, como primeiro texto com a minha assinatura num blog, por puro acaso, referência ao primeiro texto num jornal impresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manchete, no alto da página oito noticiava: “Retirantes migram de bicicletas e com galinhas”. A data, em letras miúdas, no canto superior direito, mostrava que estávamos a pouco mais de uma semana do Natal: “Sábado e Domingo, 14 e 15 de dezembro de 1996”. Ah, e logo abaixo da legenda, uma troféu: “DV”, minha assinatura. Era a primeira vez que eu escrevia uma matéria – como eu descobri depois, jornalista, é um ser meio vaidoso. Vive de um orgulho besta de ver o próprio nome no alto da página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria era uma daquelas boas histórias com que todo repórter se depara pelo menos uma vez na vida. A história está ali, prontinha pra ser contada. Um pouco de conversa (aquilo que chamam pomposamente de jornalismo investigativo) e o personagem vai surgindo. Seu Carlos Alberto Nunes, 34 anos e um rosto cujos traços denunciavam uma vida de trabalho duro, deixou Montalvânia, no Vale do Jequitinhonha (MG) para tentar a vida no Vale do Ribeira. Como as coisas não deram certo resolveu voltar. De bicicleta. Na garupa, pombas, galinhas e dois filhos analfabetos. Na passagem por Botucatu, seu Carlos deu sorte. Contou com um staff profissional da biclicletaria Monaloi, que revisou sua bicicleta gratuitamente. Uma história, enfim, bem brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali uns dias, no Natal de 1996, lá estava eu, enfiado no Diário, num porão meio escuro e com um cheiro forte que misturava mofo com tinta de jornal (um cheiro do qual eu me lembro bem até hoje). Haroldo Amaral, editor-chefe na época, me designou pra uma daquelas missões pras quais, inevitavelmente são designados os focas - os jornalistas em início de carreira que ocupam a, digamos assim, base da cadeia alimentar editorial. Lá dentro do porão, uma pilha de jornais da qual eu teria de espremer uma retrospectiva de 1996. Querem saber algumas noticias? (1) “Jamil: 10 anos de governo” (sobre a ascendência política, na região, do ex-prefeito Jamil Cury, que acabara de eleger o sucessor, Pedro Losi); (2) “Distrito de Pratânia emancipou-se”; (3) “Oscar Shmidt em Botucatu” – o craque do basquete participara de um amistoso em Botucatu; (4) “Grêmio campeão” (o time de Porto Alegre acabara de ser campeão brasileiro); (5) “Diário da Serra: o pioneiro em Botucatu e Região” – no dia 18 de junho de 1996, o Correio da Serra passava a se chamar Diário da Serra, justamente porque passaria a circular diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, me despedi do Diário. A carreira pedia vôos mais altos e uma bem vinda proposta do Estadão me enchia de entusiasmo. E lá se vão 11 anos desde que escrevi pela primeira vez meu nome no alto de uma página de jornal. E, claro, muita coisa mudou. A bicicletaria Monaloi, por exemplo, já nem existe mais. O Oscar Schmidt se aposentou. O Grêmio foi rebaixado, subiu pra primeira divisão e chegou, agorinha mesmo, à final da Taça Libertadores. O município de Pratânia conta exatos 4.274 habitantes, me informa a Internet. A Internet, aliás, mal existia em 1996. Jamil Cury se foi. Deixou um vazio político que logo seria ocupado pelo – quem diria?! – PT. O hoje veterano jornalista DV passou cinco anos no Estadão. Depois, se tornou assessor de imprensa. Mudou pro outro lado do balcão. E o Diário da Serra continua mais diário (ou mais Diário) do que nunca. Ganhou cor, grandes anunciantes, se consolidou o principal veículo impresso da região. Mas sempre haverá, à espera dos jornalistas, histórias como a de seu Carlos, neste país de vales do Ribeira, de galinhas e de filhos analfabetos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2169798169687157648-2764750627789982374?l=doutroladodatela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/feeds/2764750627789982374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2169798169687157648&amp;postID=2764750627789982374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2764750627789982374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2169798169687157648/posts/default/2764750627789982374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://doutroladodatela.blogspot.com/2007/07/primeiras-letras.html' title='Primeiras letras'/><author><name>Danilo Vivan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02870068398831735279</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_ufo1mb_eiUM/R_EbOadccwI/AAAAAAAAAFw/sw1ELXA6nZo/S220/Burro.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
